Não sei se sou poeta.

Não sei se sou escritor.

Só sei que coloco as palavras.

Com bastante calor

Digo sempre o que sinto.

Para quem quiser ouvir.

Dificilmente eu minto.

Pode vir e conferir

Esses e outros escritos.

Tem aqui no meu cantinho.

Venha, é de graça e não tenha pressa...

Pode ler devagarzinho

A todos que aqui vierem.

Para ver o que propus.

Desde já agradeço.

Com Abraços de Luz


Trovas (87)



Trovas e Quadras

A Trova é uma composição poética de quatro versos de sete sílabas cada um, rimando pelo menos o segundo com o quarto verso. É criação literária popular, que fala mais diretamente ao coração do povo. É através da Trova que o povo toma contato com a poesia e sente a sua força. Por isso mesmo, a Trova e o Trovador são imortais.

A Quadra é toda estrofe formada por quatro linhas de uma poesia e pode ser feita sem métrica e com versos brancos, sem rima.



Efeito

Quem for cegado
por um grande amor.
Com ele vive enroscado
qual abelha na flor



Flores

Margarida... Nunca a ti desprezei
mesmo não me dando linda flor
sempre de ti melhor cuidei,
mas é a Rosa que dedico o meu amor



Mundo

Viajando neste imenso espaço
Levo a ti o meu calor
Não me importando o cansaço
Pois é maior o meu amor



Vento...

Lá na beira da praia
Coqueiros a balançar,
Marolas como raia
Saudades a relembrar...



Eclipse da Lua

Outono de muito frio
com noites enluaradas
mas neste dia sombrio
a lua foi apagada.



Liberdade

Gostosa é a brisa do mar
Que nos afaga ao entardecer
E os pássaros à volta a cantar
Traz-nos o prazer de viver.



Orgulho

Não sei bem o que fazer
Mas uma coisa garanto
Ela não me verá em pranto
Se o seu amor eu perder



Paciência

Alô amiga tristeza....
Vê se me abandona
Peço com delicadeza
Aguardo aqui na poltrona



Coração enganado

Feliz passo a vida a bater
Mas não gosto de apanhar
Sua traição é preciso conter
Me aborrecendo posso parar



Remédio 

Procuro na bela poesia
A medida exata do que sinto
E assim vou vestindo
Minh'alma em agonia



Busca

No frio da noite escura
Desnudo de pensamentos
Vagueio sem ti à procura
Do fim dos meus sofrimentos



Encanto

Parece que foi ontem
O dia que eu lhe vi
Este velho coração
Ainda lembra de ti



Marcas

O tempo não perdoa
E marcas vai registrando
Também a alma ferroa
Aqueles que vivem enganando



Saiba

Qualquer folha que cai
Não deixa de ser registrada
E todo aquele que trai
Tem a confiança negada.



Mar

Saudades tenho do mar
Dos tempos de navegante
Momentos a recordar
Da brisa, do cheiro marcante.



Bichanos

Coração maltratado
Gata linda apareceu
Àquele que tinham matado
A danada sucedeu



Precaução

Fugirei do seu olhar
Como diabo da cruz
Pois eu sei se lhe fitar
Você logo me seduz



Desejo

Do outro lado da rua
Admiro você passar
Sua silhueta flutua
Para mais me encantar



Declaração

Sou um velhinho danado
E muito pretendo viver
É bom ficar acostumado
Pois muito me verão escrever.



Decepção

Debaixo da tamarineira
Perdi meu rebolado
A minha morena trigueira
Por outro me tinha trocado



Morena

Falar da sua beleza
não tenho dificuldade
pois aprecio a leveza
da sua simplicidade



Fracasso

Ganhei o mundo a procura
da perfeita esmeralda
mas só encontrei amargura
e pedra cheia de balda



Pesar

Agora não sinto mais
Por ti amor sublime
Mesmo os seus madrigais
Hoje só me oprime



Nosso caminho

Ah! como fiquei encantado
No dia que nos conhecemos
Estava mais que abençoado
O caminho que transpusemos



Natureza

Me aguarde nascente linda
ainda vou lhe conhecer
e da sua água cristalina
com certeza vou beber



Você

Não existe no universo
Nada com tanta clareza
Por isso fiz esse verso
Ressaltando a sua beleza



Surpresa

Lá no canto do universo
Uma estrela cintilava
Dizendo ao pior perverso
Que a sua vítima o amava



Liberdade

Um amor doentio
pode ferir seu coração,
mas mesmo que tardio
livre-se desta judiação



Serenata

Debaixo da sua sacada
Eu cantei o meu amor
Você não entendeu nada
Me mantendo um sofredor



Pai

Pequeno se torna o Universo
Diante da sua grandeza
Hoje ressalto nesse verso
O tamanho da sua nobreza.



Simplesmente

Tentando fazer trovas
Com ternura e primor
Vou pondo boas-novas
Nos meus versos de amor



Apaixonado

A teu lado eu vivo
Mais feliz do que nunca
Não me sinto cativo
Muito menos varunca



Almoço

Pra misturar ao feijão
sempre é bom ter mais dois
mesmo que não seja grão
mas tem que ter o arroz



Amizade

No pequeno pau relho
Com talento entalhou
A imagem d'um velho
Ao amigo ofertou


Homenagem póstuma ao amigo Hugo



Coisas de menino

Bela foi a infância
Bola de meia e pipa
Tudo sem arrogância
Era ripa na chulipa



Jesus salvador

Sempre sutil... singular
Sabiamente sedutor
Singeleza secular
Sigo seguindo Senhor



Rio de Janeiro

Vida em rebuliço
Corre, corre constante
Mostrando seu feitiço
Cidade fascinante



Decepção

Aquela moça de longe
Que ao encanto não cedeu
Magoado virou monge
E no mundo se perdeu.



Rancor

Tempestade se armando
No fundo do coração
É o ódio forjando
A sua nova feição



Prisão

Passarinho na gaiola
Tem o canto entristecido
Com um olho no frajola
Vai vivendo deprimido



Meu jeito

Não me diga o que fazer
Quando estou atarefado
Vivo a vida a correr
Para ficar ao seu lado.



Castigo

Nem sempre o Santo resolve
Pois não se sabe o que diz
Mesmo que o mundo o aprove
Ainda prefiro um Juiz.



Saudade

Quando a saudade visita
Maltrata no peito o coração
É como se fosse vindita
Mantendo-nos na prisão



Ciúmes

Não é bom companheiro
Nem se apresenta informal
Muitas vezes embusteiro
E sempre irracional.



Padecer

Saudade amiga presente
De todos que amam alguém
Como não sou diferente
Eu sinto saudades também



Informação

Na imaginação sou romanço
E tenho pra dar e vender
É que às vezes me canso
Com tanto para escrever.



Esperando

Seu beijo não esqueço
Muito menos seu abraço
Me viro pelo avesso
Pra descansar no seu regaço



Herança

Deixar legado é bom
Pra qualquer agraciado
Melhor sentir o frisson
De tudo a ser conquistado.




Oportunidades

Quando a porta se fecha
Abre-se alguma janela
Aí se encontra a brecha
Pra recomeçar com cautela.




A felicidade existe

Churrasco no terraço
Cantorias do passado
Tudo muito animado
Naquele pequeno espaço.



Fui elogiar...

Lá no mesmo terraço
Tudo se deteriorou
Naquele pequeno espaço
Assim que o Funk tocou.




Jardinagem

Tirando mato e raiz
Canta a enxada no chão
Vai roçando o aprendiz
O terreno do casarão


Na vida

Revendo meus caminhos
Poucos sonhos realizei
Nossa... Quantos espinhos
Mas amo o que conquistei


Devoção

Bate o sino distante
Chamando o peregrino
Lembrando ser o instante
Do encontro com o Divino.


Conquista

Ao ver aquela morena
Encantou-me seu olhar
Era uma tarde serena
Não tive como olvidar


Meu jardim

No Hibisco vermelho
Se alimenta o Beija-flor
Borboleta mete o bedelho
Compondo cena multicor


Precaução II

Não há coração que aguente
A solidão por muito tempo
Não deixe que um contratempo
O torne um dependente.


Sem controle

O peito se aquece
Ao viver uma paixão
A luta permanece
Até ganhar a razão


Escolhas

Não pretendo confundir
Nem tão pouco enganar
Preferível construir

Uma vida salutar



Saudade

Partistes de repente
Sem ao menos dar adeus
Marcas foram gravadas

Em cima de feitos meus



Vida de artista

Um palco apagado
Compromete o ator
Sendo a sua peça
Encenada pela dor


Rosas

As rosas perfumadas
Emanam forte elo
Encantando amantes

Em momento singelo



Choros

O chão todo molhado
Pelo sereno que cai
Coração maltratado

Em lágrimas se esvai



Doença

Quando a notícia chegou
Pensei... O mundo acabou
Mas logo encarei o doutor
Que disse; vai se curar pecador.


Sem noção

Por quê me condenaste
Sem saber qual a razão
Fizeste-me um traste
Com seu imenso sermão


Ressaca

Coitada da azeitona
Que não tem culpa de nada
Foi a caneca grandona
Que lhe levou à derrocada


A janela

Por ela vejo a vida
Correr sem embaraço
Dela não faço parte
Por medo do fracasso



Memória

Notei que faltava algo
Ao fazer o meu jardim
Eram as sementes de amor
Que você mandou p’ra mim


Provação

Chove mundo afora
Inferno dos sem teto
São fortes, ninguém chora
Filhos do Arquiteto


Vida difícil

Nas veredas da amargura
passa o tempo a lembrar
do tempo que era pura
e mocinha do lugar

Interação na trova da poetisa Aila Brito.


Beleza

É a minha cabocla sestrosa
A dona dessa beleza?
Não desejo pô-la a prova
Seria uma indelicadeza

Interação na trova da poetisa HLuna


O mais querido

Sem dúvida é o Colibri.
Beijando todas as flores
Almejam-no como o Rubi,
Mas todas são seus amores



Decisão

Não seja complicado
Ame p’ra ser amado
Caso não viva assim
Vai viver isolado


Carnaval

Me vesti de palhaço
Saí a rua a brincar
Fui dono do pedaço
Aprendi a galhofar


Muito sério

Estão roubando rimas
E daqui do Recanto
Não sei se é verdade
Mas acho um espanto


Hipocrisia

Há um mundo imundo
De gente sem coração
Que com riso jucundo
Semeia a provação



Derrama

Ouro para Portugal
Não é permitido esquecer
Aquele que o fizer,
Com certeza, vai morrer


Jogou

Não era a cara metade
Lá no altar se encontrou
Achou que daria certo
Mas pelo cano entrou.


É assim

Amizade não se esquece
Mesmo que esteja distante.
Com a lembrança se aquece
A convivência vibrante.



Ilusão

Seu sorriso charmoso
Envolveu-me de tal forma
Que perdi-me no caminho
Preciso de reforma.



Recompensa

Caminhava na praia
Debaixo dum sol quente
Quando encontrei você

Vivi amor ardente



Egoísmo

Deixaste a casa vazia
Ao partir sem dizer nada
Não encontro mais harmonia

Restou-me a derrocada



Surf

Em toda beira de praia
Uma onda se desmancha
Não é para gente que caia

É para os em cima da prancha



Engano

Levou flores para a amada
Aos seus pés as derramou
Descobriu que era casada

Quando a bela o rejeitou


Regras
Vivendo minha babilônia
Vou fugindo da realidade
Sem nenhuma cerimonia
Curto a banalidade



A verdade

Pensamentos em retalho
Me obrigam a escrever
Estou procurando o atalho
Para não lhe aborrecer


Fogaréu

Sem poder se defender
Morre a natureza
Não tendo como esconder
Toda nossa tristeza


Surpresa

Plantei no meu jardim
Sementes para florir
Logo surgiu o Jasmim
Qual outra vai se abrir


Uma vida

Tantos anos passamos
Firmes, alegremente
Nada foi esquecido

Juntos eternamente

***



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