INDRISOS
Indrisos foi
criado pelo poeta, espanhol Isidro Iturat. É
uma nova teoria literária e livre, cuja única exigência é ser
formada por oito versos , 3-3-1-1.
Parti
sem dizer se voltava
Não
sei porque... Sem noção
Juventude
livre... transviada
Um
perigo para as meninas
E
agora? Menina dissimulada.
Tiroteio...
Bala perdida.
Lá no Circuito das Águas
Conheci no meio da Mantiqueira
São Loureço, uma cidade mineira.
Que imensa felicidade
É saborear as suas minerais
Parque múltiplo... próximo a
majestade
Artesanato… Pão de queijo e
café
Gente hospitaleira.
Homens
dilacerando homens.
Malditos
senhores feudais.
Atração
intensa sem controle
Não se arrisque... com a paixão
Partiu...
feliz e descontraído
O
mundo virou sua casa...
Sem
parentes, amigos e trabalho
Sentiu
na carne o peso da vida
Sozinho...
triste... desencantou.
E
como se nada tivesse havido
Voltou...
para reclamar.
Seis
rodas
Aquele
carrinho de rolimãs
Com
suas quatro poderosas rodinhas
Me
faziam viajar na doce imaginação...
Sempre
foi meu sonho de criança
Aumentar
suas rodas e o número delas
Mas
logo notei o quão difícil seria.
Mesmo
assim ainda não desisti
Rodas
grandes e em seis meu Motorhome terei.
Disciplina
Pedro
II... Colégio de renome
Um
objetivo a ser conquistado por concurso
Disciplina
e ensino garantindo cidadania
Antes
das aulas, formatura geral
Hasteamento
do Pavilhão Nacional
Hinos
cantados em respeito
Professores
e inspetores respeitados.
Tudo
perdido por uma ideologia destruidora.
Ingratidão
A
vida inteira dedicou-se a família
Não
deixando nada faltar
Trabalho
árduo e honrado praticou
O
tempo passou e os netos o alegrou
Tudo
era maravilha naqueles dias
Até
que a velhice chegou
Sem
nenhuma cerimonia os filhos o descartaram
Hoje
vive triste num asilo qualquer, só e abandonado.
*/*
Indrisos
inspirado na mensagem “VIVO SÓ” do nobre poeta Jairo
Valio Do Recando das Letras
Uma
verdade
Leio
aqui no recanto
Diversos
desabafos
Vindos
de todo canto
A
lua, o amor e o mar
Também
vejo exaltarem
Tentando
a todos animar
O
poeta sabe o que sente
E
fala sempre
com o
coração.
Estação
calorosa
Sou
o verão chegando para derreter
Vento
e chão
danado de quente
Mas
tudo será alegre e inebriante
Dia
ensolarado, bonito de se ver
Mulherada
pelada e
descontraída
Na
praia barraca não vai me conter
Cerveja
gelada, espeto de camarão
É
disso que todo praiano gosta.
Onde
chegamos
Sempre
andei por onde quis
Não
me importando com amarras
O
mundo era a minha casa
Os
corruptos tudo destruíram
Mas
eles vivem livres, leves e protegidos
Um
vírus tornou-se o algoz
Como
viver sem hospitais equipados?
Só
engaiolados em prisão domiciliar.
Poder
O
poder é tão inebriante
Que
o homem não tem noção da magnitude
E
deixa-se levar por caminhos sem volta.
Vejo
hoje políticos
e juízes
empolgados
Cometendo
barbaridades contra seu próprio povo
Achando
ser o senhor supremo daquelas almas.
Esquecem
que tudo na vida é passageiro
Logo
a realidade
se
apresenta cobrando duramente.
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