POESIAS
Lara
Alegria
tomou conta
Desse
velho coração.
Era
você que nascia
Pra
coroar nossa missão
O
Nordeste brasileiro.
Foi
que teve o prazer
Sendo
ele o primeiro
A
ver você ao nascer.
Veio
coroar nossas vidas.
Aumentar
nossa esperança
Adiar
nossa partida
Dando-nos
autoconfiança
A
você nossa gratidão
Por
tudo que preencheu
É
nossa a afirmação.
Somos
eternamente seus.
Tempo
O
céu escurece
na
tarde de verão
das
nuvens carregadas
brada
o trovão
O
sol se enfurece
abrindo
caminho
que
por essa fenda
ilumina
o chão.
Nesta
luta não há vencido
nem
vencedor
quem
lucra embevecido
é
o espectador.
Devaneios
É
no silêncio da noite que
escondo
meus devaneios.
Triste
é saber que nela
também
vivo os meus receios
Vagarosa
e sonolenta
se
arrasta ao amanhecer
é
lá de manhãzinha que
tudo
vai se esclarecer
Com
o sol iluminando sonhos
os
medos não têm mais densidade
dando
lugar ao momento
que
é de pura realidade.
Abandono
Esqueceu
de como viver
na
vida dura levada.
Ao
vício entregou-se sem querer
caindo
na triste cilada
Enganou,
maltratou, roubou
na
ânsia da sobrevivência.
Cárceres
imaginários criou
na
sua consciência
Da
tristeza ao horror
mil
dissabores sentiu,
Quando
não houve mais amor
no
abandono sucumbiu.
Nos
arredores
Cantos
afinados
saudando
o amanhecer
São
tantos passarinhos
que
não sei como conter
a vontade de pegá-los,
mas
logo penso... Enfim,
Que
graça terão eles
só
cantando para mim?
Privilégio...
Na
manhã que lhe conheci
De
longe a admirava,
pois
sua formosa silhueta
a
todos encantava
Tudo
em você me prendia.
E
jamais pensei... Confesso
Que
a nossa alegria seria
Um
tremendo sucesso
E
foi assim, de repente
Quase
sem querer
Que
em você descobri
A
razão do meu viver
Agora,
o tempo é testemunha
Do
quanto nos amamos.
E
ainda me lembro feliz
Do
dia em que nos casamos
Pudera
todos também,
Como
eu, alguém conhecer
E
por toda a existência
Jamais
se arrepender
Sem
chance
Da
janela do ônibus os vejo
no
abandono total, jogados ao léu
homens,
mulheres e crianças
que
nem folhas usadas de papel
Irmanados
no vício da droga
cada
um curtindo sua própria dor
já
perderam a esperança
não
sabem mais o que é amor
Parece
história contada,
mas
é verdade pura
dividem
com ratos a migalha sobrada
cobertos
por trapos vivem suas agruras
Subjugados
pelo abandono
buscam
nos olhos que passam, atenção
como
verdadeiros cães sem dono
se
esquivando do desprezo, vão.
É
preciso amar
Eu
quero dizer uma verdade,
mas
que não tenha maldade
e
muito menos falsidade.
Entretanto,
que traga todos à realidade
Já
sei o que vou falar!
Aliás
vou é conclamar
que
tal, um a um propagar
como
é bom amar
E
depois que descobrirem,
que
o amor é simplicidade
quem
sabe saboreiem mais
viver
a vida sem vaidade
Disse
o que disse por convicção,
e
sem nenhum subterfúgio,
pois
querendo você ou não.
Não
existe outro refúgio
Viver
Poetar
não é difícil,
Já
dizia meu xará.
As
palavras vem de monte,
Mas
quando devemos parar?
É
quando a tristeza aperta,
Que
vem a inspiração.
Fala-se
tudo na certa
Para
aliviar o coração.
E
você que vai me lendo
Acha
tudo estupendo
Sem
saber na verdade
O
quanto estou sofrendo.
Mas
a vida continua...
A
roda não pode parar.
Mantê-la
sempre girando
Um
desafio mesmo a sangrar.
Sina
Desce
a rua da ladeira
Murmurando
a mesma toada
A
bela morena faceira
Deixando
a turma atordoada
A
condução precisa enfrentar
E
nela também nada muda
Até
que encontre um lugar
Todo
olhar a desnuda
Tudo
isso é passageiro
Sabe
ela muito bem
Mas
vai aguentar dos companheiros
O
assédio no hospital também
O
tempo inteiro é cantada
Reza
para o dia acabar
Trabalhando
alucinada
Não
consegue se concentrar
Seu
corpo está em brasa
A
noite volta morta de tesão
Mais
triste fica em casa
Pois
seu marido é um maricão
Minha
terra
Mundo
afora eu andei
dia
e noite sem parar
de
toda maneira tentei
um
belo lugar encontrar
Mas
vejam só que ironia
foi
justamente aqui
no
meio desses rincões
que
encontrei o que queria
Lugares
de encantos mil
Agora
sim eu conheço
E
quem duvidar do que digo
É
porque não conhece o Brasil.
Tudo
e nada
Cheguei
na terceira idade.
Pensava
que quando aqui chegasse
nada
mais fosse novidade,
e
tudo pra trás ficasse.
Ledo
engano, meu!
Está
tudo informatizado
e
nada mais se perdeu, só eu,
que
fiquei pasmado.
Mas
não deixarei o tudo,
que
ontem nada era
deixar-me
hoje carrancudo
e
nem tornar-se quimera.
Vou
aproveitar o máximo de tudo
Nada
dificultará minha vida.
Com
aparelhos não serei barrigudo
mostrando
que a idade não foi vencida.
O
Mestre
Para
falar de Jesus
Terei
que me inventar
Pois
tudo que Dele reluz
É
difícil não nos encantar
Assim
só vejo uma saída
Divulgar
tudo o que falou
E
não deixar adormecida
Nenhuma
ideia que Ele plantou
Então,
meu irmão de jornada
Distribua
também o amor
Juntando-se
nesta cruzada
Sem
dúvida sentirá Seu calor
Decepção
Em
linda noite de lua
Vagava
pensativo
Ao
lhe avistar na rua
Pensei,
ainda estou vivo
Nos
olhamos
Sem
muita demora
Nos
entregamos
Madrugada
afora
Lindos
momentos passamos
Amanheceu
e nem senti
Confirmei,
nós nos amamos
Quando
acordei lhe perdi
Juntei
os trapos do coração
Voltei
a vagar pensativo
Tentando
conter a emoção
Daquele
amor lascivo.
Sonhos
Olha
quanto interessante é a vida.
Desde
muito cedo, eu ainda pequenino
Sempre
alimentei vários sonhos.
Aliás,
tudo era sonho. Sonhos de menino
Sonhava
com um mundo perfeito
repleto
de grandes amigos e sem nenhum preconceito.
Vida
calma e com farta alegria
Como
aquela, que eu vivia
Com
o tempo fui descobrindo
que
não seria possível o sonho que tanto sonhava
nem
mesmo quando dormindo
Mundo
perfeito? Que utopia.
Grandes
amigos? Contando, os dedos sobram.
Preconceito,
doença que a ventania espalha.
Vida
calma? Só mesmo na poesia.
Ter
farta alegria, quase sempre é uma batalha
Para
que os sonhos não se perdessem
resolvi
colocá-los no papel
de
forma que todos soubessem,
que
quando se quer, tudo vira cordel
E
para os que não me conhecem
deixo
ao escrever, uma marca a altura,
pois
terão sempre que ler
fortalecendo
assim a cultura
Com
esse término cristalino,
hoje
para mim, tudo é felicidade.
Fiz
com que os sonhos de um menino
Escrevendo-os,
virassem realidade.
E
agora?
Ao
partires tudo escureceu
O
dia virou noite
e
também entristeceu
Nenhuma
luz de luar
e
nem estrela a brilhar
O
sol se apagou
deixando
a angustia no ar
Saudade
fez moradia
no
lar que um dia foi seu
não
há mais aquela energia
do
amor que ali se viveu.
Agora
que o cristal está quebrado
notícias
de arrependimento me fazes chegar
com
a esperança de tudo ser consertado
e
eu a ti volte a amar.
***
Recado
Se
roubarem minhas rimas
Ponho
a boca no trombone
Falo
tudo de prima
Pertinho
do microfone
E
não adianta reclamar
Por
eu fazer o certo
Para
deixarem de roubar
Tenho
que estar esperto
Deixo
aqui o meu recado
A
quem interessar possa
E
não se sinta ultrajado
Por
consertar essa joça.
Aparências
Num
cantinho de Minas
As
vi pela prima vez
Eram
muito traquinas
Por
falta de escassez
Não
se trata de gente
Mas
de belas galinhas
Não
se zangue e tente
Vê-las
como gatinhas
Prometo
na próxima
Falar
da mulherada
Sem
saber a máxima
Da
mulher recatada
Escondida
Vários
templos andei
Procurando
pela Paz
Nada
neles encontrei
Senti-me
um incapaz
Não
desisto
tão fácil
Por
saber importante
Mesmo
a vida frágil
Me
fará um ovante
Depois
de muito vagar
Finalmente
encontrei
Sendo
difícil guardar
Ao
mundo divulgarei
Para
a Paz encontrar
Gente
não corram em vão
Não
se curvem em altar
Olhem
pro
seu coração.
***
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Será sempre um prazer conhecer sua opinião a respeito do que leu. Sinta-se a vontade para comentar.