Não sei se sou poeta.

Não sei se sou escritor.

Só sei que coloco as palavras.

Com bastante calor

Digo sempre o que sinto.

Para quem quiser ouvir.

Dificilmente eu minto.

Pode vir e conferir

Esses e outros escritos.

Tem aqui no meu cantinho.

Venha, é de graça e não tenha pressa...

Pode ler devagarzinho

A todos que aqui vierem.

Para ver o que propus.

Desde já agradeço.

Com Abraços de Luz


Crônicas (71)

A Viagem

Logo que cheguei a Belém dirigi-me ao hotel para acertar a minha acomodação. Eu estava um pouco irritado devido às constantes viagens, e para aquela mais ainda, pois minha secretária não havia conseguido reservar o hotel com antecedência.
Ao conseguir o apartamento, me alojei e nada mais podendo ser feito devido à hora, fui dormir entediado. Acordei bem cedo. Não se espantem, pois quando estou viajando não consigo ficar na cama depois das seis horas – da manhã, é claro. Nessa ocasião eu era gerente nacional de vendas de uma grande empresa e tinha um salário de fazer inveja a maioria dos brasileiros. Entretanto a função exigia, para meu desespero, que eu viajasse quase que sem parar. Nem tanto pelos hotéis por onde eu passava que normalmente eram de quatro a cinco estrelas, ou os lugares, pois na sua maioria eram interessantes e alguns até muito bonitos, mas os deslocamentos aéreos é que acabavam comigo. Eram como doses homeopáticas para a morte. Enfim, um estresse só: desde o momento em que eu entrava no avião, até sair dele. Outra coisa que me tirava do sério nessas viagens era o fato de que, tendo estado nesses locais meses atrás, nada ou quase nada havia sido feito da forma que eu determinara ao representante local. Complementando tudo isso, existia a maldita solidão que nos envolve após o término do trabalho.
Bem, eu estava determinado a fazer meu desjejum calmamente, pois sendo tão cedo o que me sobrava era tempo. E esse tempo, por mais que eu tentasse, infelizmente era preenchido com pensamentos preocupantes do tipo: metas preestipuladas a cumprir; a secretária que não fez a correspondência corretamente; o supervisor de vendas com problemas financeiros e por isso não viajou naquele mês; o vendedor com problema de saúde na família; outro que tentou levar vantagem num relatório de despesa e deve ser punido por tal comportamento; o representante que, por ter várias empresas sob sua responsabilidade, não dá a devida atenção às determinações que a minha exige; objetivos pessoais a realizar que vão ficando para depois; o aborrecimento com a mulher que reclama de tantas viagens constantes e longas; e ao mesmo tempo a falta do convívio com a família e outras coisas mais, que eu poderia ficar aqui por uma eternidade enumerando-as.
Terminei o fausto café da manhã e saí do restaurante. Passava pela portaria do hotel e o atendente me chamou: era uma ligação. Atendi; mal tinha dado bom dia e veio a aporrinhação. Meu diretor, que não levantava a bunda da cadeira para nada, fora informado, por não sei quem, que o mercado estava completamente desarrumado e faltava mercadoria nas principais lojas da cidade. Não podia ter recebido um “bom dia” melhor do que aquele. A vontade naquele momento era de mandar tudo para o inferno com ele junto, mas tranquilizei-o dizendo que eu pessoalmente tomaria as providências imediatamente e desliguei o telefone.
Como meu representante só viria me apanhar por volta das nove horas e trinta minutos, resolvi dar uma volta pelo centro e verificar se as informações dadas ao meu diretor tinham fundamento. Saí do hotel e já me vi olhando atentamente a todos os varejos que poderiam comercializar meu produto. Precisava conferir se o mesmo estava presente ou se realmente faltava. Caminhei por quarenta minutos e o que eu via não batia com as informações passadas ao meu diretor – e isso me deixava mais fulo da vida. A vontade era de arrancá-lo de onde estava e esfregar seu nariz naquele panorama oposto ao que me informou, mas como ele estava há dois mil quilômetros dali, o jeito era relaxar. Tudo me incomodava naquele momento. O bom humor, que já não era muito, deu lugar à depressão. Parecia que eu iria sofrer um infarto, tal a irritação. Na verdade a vontade era de jogar tudo para o alto, voltar para casa e acabar com o sofrimento que sentia.
Continuei caminhando, agora com a calçada um pouco mais concorrida, pois as pessoas começavam a chegar em seus locais de trabalho; outras já trabalhando como eu. Enfim, a cidade estava pulsando. De repente, sem mais nem menos, as pessoas sumiram e na calçada abriu-se um clarão à minha frente. Não tive como evitar aquele cenário. A visão foi deprimente e estarrecedora. Deparei com aquele ser humano largado, por alguém, ali no chão; não tinha os braços e nem as pernas, seus membros foram amputados pela raiz. Seu olhar veio de encontro ao meu. Era melancólico e de súplica, que expressava não só seu pedido de ajuda, mas todo um sofrimento. Fiquei atônito. Nesses trinta segundos que me separavam dele, o filme da minha vida se fez presente em minha mente. Passei por ele não me dando conta de que não tinha deixado nenhuma ajuda, o que me obrigou a voltar e pagá-lo pelo seu ensinamento esclarecedor.
Essa rápida, mas inesquecível experiência me trouxe a realidade: reclamar das agruras da vida? Nunca mais.




16/10/1998




Concursos de Contos da Editora Litteris – 2006




Conto - A viagem. 4º lugar




Convidado a participar do novo lançamento de suas coletâneas com o conto: - A viagem.
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O Bonde



Tendo passado mais de quarenta e cinco anos, ainda hoje me recordo, com uma leve nostalgia, daquele meio de transporte que utilizei por algum tempo: – o Bonde.
Este meio de transporte ecologicamente certo que durante tantos anos nos serviu e de repente foi substituído pelo ônibus, verdadeiro trambolho para nossas vias urbanas além de grande responsável pela poluição e pelos engarrafamentos, a meu ver, deveria estar novamente circulando em nossas vias.
Quem viveu naquele tempo vai se lembrar do quanto ele foi importante e como marcou nossas vidas.
No interior dos bondes vários cartazes coloridos, instalados acima de suas janelas, nos mostravam algum produto e onde podíamos adquiri-los. Era ali, o local ideal que os anunciantes encontraram para fazer suas propagandas.
O bonde elétrico, por ser aberto, tinha suas cortinas de lona baixadas nos dias de chuva, todavia mesmo assim saíamos molhados, mas ninguém reclamava seriamente. Com somente dois eixos centrais, fileiras de bancos transversais extensos a ambas as extremidades do veículo, estribos, balaústres e freios à manivela, lá iam eles nos conduzindo, com absoluta segurança e relativo conforto, a todos os cantos da cidade. Lá, estávamos felizes a cada viagem. Os condutores responsáveis pela direção costumavam usar um pedal para tocar um estridente sino como buzina a alertar nos cruzamentos, aos veículos pedindo passagem uma vez que não saiam dos trilhos ou aos passageiros anunciando a partida do ponto.
Vários bairros eram atendidos entre seus percursos, que praticamente recortavam toda a Cidade. Uruguai – Engenho Novo. Este era um dos muitos trajetos feitos pelos bondes existentes naquela época. Nele eu ia e voltava todos os dias para o colégio. De graça, é claro, pois o calote fazia parte da vida estudantil, ato esse que deixava inteiramente loucos de raiva os responsáveis por receber as passagens. Desses bondes, quando parados nos pontos, os condutores e cobradores muitas vezes saíam correndo atrás de quem não pagava o que fazia da viagem bem mais excitante para nós adolescentes. O mais impressionante era como o funcionário conseguia identificar quem tinha, ou não pago, mesmo nos horários em que a quantidade de passageiros era maior. Já existia o maldito “rush”.
Viajar de bonde era fascinante, pois a impressão era igual à de um passeio de trem. Posso garantir que era muito bom andar nos estribos do bonde; o vento batendo no rosto aumentava a sensação de liberdade, sem contar o prazer causado por saltar e pegar o bonde andando, fazendo disso, algumas vezes uma forma de aparecer para as meninas do colégio. Quanto maior a velocidade imprimida pelo bonde mais difícil era de se saltar dele, porém mais impressão era causada na assistência e tornava um desafio há cada vez maior fazê-lo.
Sim, era muito perigoso, mas divertido. Subir e descer com o bonde andando era sinônimo de esperteza e habilidade, mas quando alguém escorregava e caía, era uma gozação só. Nos horários de rush, era comum o estribo ficar apinhado com tanta gente.
Vivenciei vários acontecimentos interessantes que marcaram época, alguns tristes e outros violentos, mas indiscutivelmente foi nele que também me distraí diversas vezes durante os carnavais. O lugar preferido para viajar nessa época quando não se estava no estribo era a "cozinha" (apelido dado à cabine de traz do bonde). Neste local mais amplo se podia fazer bagunça, rir e brincar sem nenhum risco.
A cada dia que passa e vejo o caos existente no trânsito, acredito que seria uma ótima ideia a volta deste transporte simples, mas eficiente desde que modernizado é claro. Se em alguns lugares na Europa eles ainda funcionam e muito bem, por que não, aqui também?
Teríamos menos carros e ônibus nas ruas e com certeza estaríamos contribuindo para uma melhora do meio ambiente.



15/02/03




Editora AG - Classificação do XXVII Concurso Internacional Literário - Março 2009
O bonde - 11º lugar
Convidado a participar do lançamento de sua coletânea com a crônica: - O bonde




Via Literária – Premio Literário Cidade de Porto Seguro edição 2009.
O bonde – 6° lugar
Convidado a participar do lançamento de sua coletânea com a crônica: - O bonde.
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Velhos e bons tempos



Nos anos 60, as noites de Sábado eram aguardadas com uma certa impaciência por nós, jovens adolescentes. Afinal era o melhor momento da semana. Descontração total, papo alegre, flertes e namoros.
Drogas? Ouvia-se falar de casos ocorridos pela zona sul do Rio. Ali na zona norte, muito raro, um mané ou outro queimava uma maconha, mas não era enturmado com a maioria.
Quando não tinha festa no clube, nós fazíamos o nosso próprio baile e cada um se encarregava de alguma coisa levar: - Uma bandeja de salgados. Uma garrafa de rum, coca cola, limão e gelo, ingredientes para fazer o cobiçado e famoso cuba libre. Na vitrola discos de boleros, sambas, chá-chá-chá, fox, rock and roll, twist e jazz. Pronto estava formado os saudosos hi fi. Lá no casarão!
Esses bons momentos guardados no passado, permanecem vivos na lembrança, e aquela época em que predominava o romantismo e que ainda não se conhecia a violência urbana, hoje são só recordações.


16/03/03

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Um Estadista



Em várias ocasiões da nossa História, tomamos conhecimento da vontade de alguns espertos políticos quererem transformar aos olhos do povo algum de seus pares, elegendo-o um Estadista. Entretanto, demonstram primeiramente total desconhecimento do que realmente é ser “um”, segundo, tentam iludir o povo para que através da vontade deste pretenso eleito, aqueles formem opinião muita das vezes contrárias a sua vontade, em terceiro, e mais grave, a meu ver, é o desrespeito a quem de direito. E esse desrespeito tem seu endereço certo, pois em não podendo reconhecer o verdadeiro Estadista sob pena de ratificarem um fracasso, cometem a maior das injustiças e privam não só ao povo, mas também a algum patriota que queira seguir seu exemplo. Se não vejamos.
Dom Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Bragança e Habsburgo mais tarde chamado de “O Magnânimo”, nasceu, no Paço de São Cristóvão na Cidade do Rio de Janeiro, em 2 de Dezembro de 1825. Foi o segundo e último Imperador do Brasil de fato, vindo a falecer exilado em Paris, no dia 5 de Dezembro de 1891. Precisamente dois anos e vinte dias após a Proclamação de Republica no Brasil, ou melhor dizendo, após ter sofrido a maior traição de sua vida cometida por seu amigo pessoal Marechal Deodoro da Fonseca.
Desde muito cedo, dom Pedro II teve por parte de seu pai e de seus educadores, grande influência sobre a visão em relação às etnias e culturas existente em sua época. Na verdade um período bem conturbado, onde era comum a existência da separação racial, entretanto ele sempre demonstrou aversão a tais fatos e nunca se deixou convencer desta diferenciação, tratando a todos com igualdade e respeito. Tanto que um dos poucos e sinceros amigos que possuiu se chamava Rafael, um negro, veterano da Guerra da Cisplatina que trabalhou no paço como seu criado particular. A amizade de ambos perdurou até o fim do regime monárquico e Rafael inclusive foi um de seus acompanhantes em uma de suas viagens ao exterior.
O sentimento que tinha sobre a escravidão era fruto da sua criação e por essa razão percebera o grave erro que seria manter e apoiar o regime escravocrata no Brasil. Por outro lado, tinha consciência de que não poderia de forma alguma abolir a escravidão de uma hora para outra e não o fez, pois corria o sério risco de iniciar uma guerra no País contra aqueles que se utilizavam desse expediente para manter suas riquezas. O que para muitos este pensamento não passava de uma fraqueza. Dom Pedro II ciente disso, mas determinado a levar avante seu projeto de extinguir com a escravidão resolveu fazê-lo gradativamente, bem dizer em etapas, e por iniciativa pessoal mandou libertar todos os escravos que recebera como parte de sua herança quando foi declarado maior de idade. Há quem diga, ter sido este o seu primeiro ato como Imperador, demonstrando claramente sua posição contrária a escravatura e sua vontade em ver seus semelhantes livres.
Apresentava-se desta forma, aos brasileiros, um virtuoso Cristão, aquele que viria a ser o mais sério de todos os governantes que nosso País já conheceu.
Mas este grande Estadista não ficaria só neste ato. Mais tarde por volta da década de 40 por sua iniciativa pressionou nossos políticos a extinguirem o tráfico de escravos, chegando a ameaçar abdicar a ter que conviver com este tipo de comércio. Seu esforço não foi em vão e em 4 de Setembro de 1850 era promulgada a lei que extinguia o tráfico e o tornava ilegal.
Sua vontade em extinguir gradativamente a escravidão não se apagara e foi revelado publicamente na Fala do Trono de 1866, fato esse, que resultou na resistência interna, sendo atacado não só por políticos, mas também pela sociedade em geral que achavam que tal medida seria um suicídio nacional. Isto e mais o conflito com o Paraguai retardaram seu projeto, mas não esmoreceram sua luta. Obtendo sucesso assim que terminado o conflito com a nova lei promulgada em 18 de setembro de 1871, concedendo liberdade a todos os filhos nascidos de escravas a partir daquela data.
Dom Pedro II sabia que com a extinção do tráfico e o não nascimento de escravos restava agora libertar os escravos com mais de 60 anos para que a escravidão deixasse de existir também no Brasil. Seria só uma questão de tempo. Assim foi com o apoio de Manuel Dantas e em seguida, após a queda deste, Antônio Saraiva, que conseguiu promulgar em 28 de setembro de 1885 a Lei dos Sexagenários.
Todas essas medidas não abalaram a economia do País e permitiram aos grandes fazendeiros buscar novas alternativas de mão de obra, entretanto ainda existia uma parcela de escravos a ser libertado, o que veio a acontecer três anos mais tarde, em 13 de maio de 1888. Mesmo não tendo participação na promulgação da Lei Áurea, por ter viajado a Europa, dom Pedro II ao tomar conhecimento do ocorrido sentiu-se muito feliz por ter conseguido realizar o sonho cultivado desde sua juventude e emocionado declarou, ainda no seu leito de enfermo, sermos um “Grande Povo”.
Este sim foi o melhor governante que nosso pais conheceu e podemos dizer, sem medo de errar ou cometer alguma injustiça com algum outro, este foi um ESTADISTA.



29/042003
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Descobrindo o prazer



Nada como ser peça integrante de uma bela e bem planejada excursão. Interessante como esse tipo de diversão envolve e conforta as pessoas. Sejam elas de qualquer idade. Hoje mesmo pude constatar que a excursão não só distrai como também serve para nos levar a viajar no tempo. Agora mesmo estou no meio de uma, a caminho da Fazenda Três Pinheiros que fica localizada em Engenheiro Passos e me veio à mente minha primeira excursão: – foi há cinquenta anos e estávamos indo para Petrópolis. A escola que eu estudava resolveu fazer uma aula de História e escolheu o Museu Imperial para tal. – Confesso que por alguns instantes me senti novamente dentro daquele ônibus tal a alegria que me invadiu. Era como estivesse novamente com meus nove anos e adquirindo pela primeira vez a liberdade de ir mais longe, sem a companhia de meus pais.
Agora, como naquele tempo, via passar pela janela os pastos de algumas fazendas com seu ar bucólico e cada vez mais sentia o quanto importante era realizar esses passeios. Aqui os companheiros de viagem apesar de conversarem baixo e algumas vezes ouvir um riso um pouco mais alto, podia-se sentir o burburinho no ar, não tão ensurdecedor como o das crianças daquela época, mas sem dúvida tinha o burburinho, mesmo que sendo de uma agitação mais contida ou controlada.
Preso a esse devaneio, quando me dei conta estava entrando nas dependências da fazenda. Mal comparando foi à mesma sensação de estar entrando no Museu, uma vez que era a primeira vez que eu também visitava aquela fazenda.
Tudo era novidade.
Cada uma das dependências com suas peças rústicas me reportava ao passado. Da mesma forma que naquela época, quando conheci cada pedacinho do museu. Não tínhamos o professor a nos ensinar, mas tínhamos um guia nos informando de todas as atividades e atrações que poderíamos encontrar no lugar.
Havíamos chegado às 10hs10min e segundo o Gualberto, nosso guia, o restaurante do hotel fazenda seria aberto ao meio dia para o almoço ser servido. Teríamos tempo suficiente para dar uma caminhada pelos arredores e nos familiarizar com o local.
Gualberto levou-nos primeiramente para ver uma cobertura do tipo galpão, totalmente aberto, onde eram guardados carros e charretes antigas, que outrora foram utilizados pelo pessoal da fazenda. Foi nesse momento que, vendo todos aqueles veículos, mais uma vez meu pensamento viajou ao passado, precisamente na garagem onde estavam guardadas as carruagens imperiais.
A casa sede onde funciona hoje o hotel, sua construção data do final do século 18 e pelo nosso guia fiquei sabendo que ali naquela fazenda a Família Imperial se hospedava quando ia para a estação de águas da cidade de Caxambu.
Quem diria, mais uma vez depois de tantos anos estava eu vivenciando momentos ligados aquela Família e tendo aulas sobre diversos temas, tal era a variedade de coisas existentes naquela fazenda.
Posso garantir sem medo de errar: os três dias que passamos ali foram recheados de surpresas com lembranças maravilhosas e gratificantes.
Seria ótimo se todos pudessem ter uma experiência periódica desse tipo, pois com isso não só estariam distraindo-se como também rejuvenescendo, além de estarem aumentando o círculo de amizades. Vale à pena, sempre que possível, participar de uma excursão: é saudável, estimulante e recompensadora.



22/04/09
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Umbanda: Conhecimento confuso



Zélio Fernandino de Moraes então com dezessete anos de idade sofria de paralisia e os médicos não conseguiam resolver seu mal. Para tentar sanar o problema, o jovem foi levado à Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro. Ali, sua mediunidade foi revelada, entretanto o Caboclo das Sete Encruzilhadas, entidade que incorporou, não teria sido aceita entre os espíritas por ser considerada inferior. A rejeição o levou a fundar em 15 de novembro de 1908 um novo culto, e esse novo movimento o Caboclo denominou de “Umbanda – A manifestação do Espírito para a Caridade.”
Desde então surgiram vários locais, intitulando-se de tenda, terreiro, centro, cabana e casa de caridade, esses e tantos outros nomes que por aí existem. Na pessoa de seus dirigentes, todos convencidos de estar praticando a Umbanda verdadeira, vão a cada instante acrescentando em seus cultos, rituais mirabolantes para impressionar aos assistentes, que na verdade, nada tem a ver com prática espírita inicial.
Noto sim, que em todos esses locais, o que praticam é uma corruptela daquilo que o Caboclo das Sete Encruzilhadas junto com seu médium praticou, determinou e ensinou ao longo de tantos anos.
Na verdade o que a maioria faz nada mais é do que uma mistura com as religiões afras, onde adoram e cultuam orixás que são para eles (os Africanos) elementos da natureza e esses nada tem a ver com a querida Umbanda, que é voltada para a caridade e feita através de seus Caboclos e Preto Velhos.
Não tenho nada contra qualquer desses lugares, porém me sinto na obrigação de alertar a todos os irmãos encarnados, sejam médiuns ou simples assistentes, para os riscos que correm participando desses cultos onde são feitas matanças de animais ou quando não, usam sangue e comidas como oferendas para agradar aqueles espíritos.
Os verdadeiros Caboclos e Pretos Velhos só precisam que seus médiuns estejam com o coração irmanado com a caridade pura, que tenham sempre a boa vontade como lema e que a simplicidade seja o cartão de visita apresentado a todos aqueles que os procuram. Portanto, recomendo muito cuidado, mas muito cuidado mesmo, para não se envolverem inocentemente e acabarem se comprometendo com vibrações que nada tem a ver com a Umbanda, pois a libertação é difícil e traumática.
Cabe aqui um alerta para todos os que se envolvem com o espiritismo e querem realmente prestar a caridade; que deixem definitivamente os nossos mentores espirituais comandarem essa prática. Garanto que os Caboclos e Pretos Velhos, verdadeiras entidades de luz e nossos fiéis amigos, jamais pedirão o sacrifício de algum animal para aumentar sua força espiritual ou farão questão de qualquer tipo de comida e bebida como oferenda para saciar sua fome ou sede. O material por eles usado na ajuda aos nossos irmãos necessitados transcende a esses tão comumente usados nos cultos afros.



26/04/08
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Herança Genética



Minha avó, uma simpática velhinha portuguesa, há cinquenta anos já dizia: o que começa errado mantém-se errado e termina errado. Hoje vejo o quanto àquela velha senhora, na sua simplicidade, sabia das coisas e que de forma alguma estava dizendo besteira. Basta que voltemos então um pouco no tempo para comprovar através da História.
Depois de décadas de lutas entre Portugal e Castela (atual Espanha) pelo domínio das terras que existissem além mar, o Papa Alexandre VI (espanhol), através da “Bula Inter Coetera”, criou o meridiano que passava a 100 léguas a oeste dos Açores e de Cabo Verde. Determinava assim que toda terra existente a ocidente deste meridiano pertenceria a Castela, e Portugal ficaria com as terras a oriente. No ano de 1494, depois da descoberta da América em 1492, Portugal sentiu-se prejudicado e voltou às negociações. Alegou que a “Bula Inter Coetera” vinha a ferir seus direitos já adquiridos, uma vez que negociou com o outro reino o Tratado de Alcáçovas (1479) e obteve posteriormente do Papa Inocêncio VII a “Bula Eterni Regis”, que dividia as terras descobertas e a descobrir por um paralelo na altura das ilhas Canárias. Este dividia o mundo em dois hemisférios: a norte para a Coroa de Castela e a sul para a Coroa de Portugal. Após novos entendimentos, os dois reinos assinaram o Tratado de Tordesilhas. Nele ficou estabelecido que o limite não mais seria de 100 léguas, mas sim de 370 léguas a oeste das ilhas dos Açores. Com isso, mais tarde Cabral (1500) desviou-se de sua rota para o oriente e veio até ao continente americano tomar posse das terras que já eram de Portugal — não fomos descobertos —.
A necessidade de manter a posse das terras obrigou Portugal a colonizar, e para isso este resolveu dividi-la em Capitanias Hereditárias. Mas não houve nenhum interesse dos infantes, duques e condes em receber as imensas e selvagens terras para colonizá-las com seus próprios recursos. Devido a esse impedimento, para o novo mundo foram enviados alguns membros da pequena nobreza (12), além das prostitutas e centenas de degredados e ladrões condenados a cumprir penas fora da metrópole. Juntando-se aos indígenas, aos náufragos e aos piratas (franceses, ingleses e holandeses) aqui existentes, e mais tarde aos escravos que começaram a aparecer, formaram o que hoje somos: – Brasileiros.
Desde então, o aperfeiçoamento dessa genética não parou mais. Os degredados, as prostitutas e os ladrões passaram a elite dominante. Com isso instituiu-se o jeito brasileiro. Desvios, roubos, exploração, corrupção, tráfico e falcatruas são algumas das heranças deixadas pelos colonizadores, e tão bem cuidadas e mantidas na atualidade por alguns inescrupulosos políticos.
É chegada à hora de fazermos desse País uma verdadeira Nação, incentivando a educação, criando oportunidades de trabalho, oferecendo moradia digna e atendimento hospitalar adequado, em fim proporcionar meios para que todos possam usufruir toda sua riqueza. Para tanto, basta que nós homens de bem (maioria absoluta), combatamos essa escória, que não passa de meia dúzia de parasitas, herdeiros diretos daquela genética. Expulsemo-los do seio da sociedade e do poder. Não fazê-lo é o mesmo que avalizar ou compartilhar de seus atos e ter a certeza que daqui a duzentos anos terá alguém como eu fazendo a mesma observação.



26/04/09
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Surpresa no quotidiano



Andamos pela vida sem nos darmos conta das tantas coisas que deixamos de fazer e que verdadeiramente poderiam ser feitas, das mais simples às mais complicadas e aqui, sem medo de errar, posso citar tantos exemplos que com certeza não teria espaço suficiente para registrá-los: – ajudar uma pessoa idosa a atravessar a rua, acompanhar a vítima de um atropelamento ao hospital e outras coisas mais. Talvez isso se deva à correria em que estamos metidos nessa cidade grande. Quem sabe?
Mesmo assim, hoje acredito que bastaria um pouco de iniciativa e boa vontade de nossa parte para estarmos suprindo essa falha.
O que presenciei dias atrás serve perfeitamente como parâmetro para reavaliarmos nossa conduta.
Estávamos eu e minha mulher, parados confortavelmente dentro do nosso carro aguardando o sinal que fica no cruzamento da Avenida Nossa Senhora de Copacabana com a rua Constante Ramos abrir, para que pudéssemos seguir nosso trajeto.
Íamos a uma pizzaria na Siqueira Campos.
Nesse curto espaço de tempo pudemos compartilhar do mesmo ato apresentado no palco da vida. O movimento de pessoas naquele horário era intenso na calçada; tanto num sentido como no outro. Avistamos um mendigo sentado ao chão bem próximo ao canto que o recuo da parede fazia. Para complicar sua vida ainda mais, ele também era deficiente visual. Qual não foi a nossa surpresa quando avistamos um outro mendigo, no meio de tudo aquilo, andando no sentido contrário ao que seguíamos – aliás, diga-se de passagem, bem mais esfarrapado do que aquele que estava ali jogado ao solo. Este, diferente da maioria dos transeuntes, reparou que o colega ali presente era possuidor de uma necessidade bem maior que a sua; – era cego. Parou, retirou do bolso uma nota de dez cruzados, e tocando-lhe no ombro como que a avisá-lo, colocou aquela importância no chapéu jogado ao lado, que nada continha.
Eu e minha mulher nos olhamos imediatamente. Não falamos nada, mas acabávamos de constatar ao vivo e a cores, quantas pessoas passavam por ali e não davam a mínima importância àquele pobre coitado. Sem contar os que se quer o viram ali jogado.
O gesto despretensioso daquele homem cujo recurso é nenhum obriga-nos a pensar o quanto que ainda somos egoístas e insensíveis com o que acontece a nossa volta.
Cabe agora uma pergunta inquietante:
Conseguiremos reverter tal situação? Ou continuaremos a viver como se nada daquilo existisse.



22/09/1988
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Conspiração do Universo



Para muitos que ainda se dizem ateus; para aqueles que creem, somente pelo simples fato de não serem discriminados; para aqueles que vão aos templos e igrejas julgar o comportamento do sacerdote e tudo o mais à volta, como se estivessem numa reunião social; ou até mesmo para aqueles que frequentam as reuniões espirituais como forma de demonstração de status. Enfim, para todo aquele ser humano que se julga grande conhecedor ou não, das causas divinas, Deus interage para mostrar que nada nessa vida é por acaso.
Como prova incontestável dessa afirmação, transcrevo agora uma das suas formas sutis de alertar-nos de que mesmo com pouco dinheiro pode-se realizar muito nesta vida e que o amor não é uma simples palavra para ser dita ao vento, mas sim, uma forma de viver e consequentemente alcançar o crescimento espiritualmente.
Uma mulher no espaço de um ano e meio, deu a luz há duas crianças com paralisia cerebral. Essa mulher na sua santa ignorância ao se desvencilhar das mesmas, acabou separando o que Deus queria junto, mas...
Juliana, pessoa de origem humilde, com sua bondade contagiante, está sempre pronta a ajudar. Casada. Possui dois filhos naturais e dois adotados, sendo que a última adoção é o pequeno Rômulo que sofre de paralisia cerebral. Ela e seu marido Ernesto, não resistindo ao apelo desta criança, que há dez meses estava largada no orfanato na busca por novos pais, o levaram para casa. Tinha um ano e três meses.
Agnes, pessoa pura que vê a vida com otimismo enfrenta seus problemas com muita disposição, mas sofre por não conseguir engravidar. Jorge, seu marido, sempre procurava convencê-la a adotar uma criança, já que o problema parecia não ter jeito.
Como Juliana, Agnes também era de origem humilde, possuidora de uma bondade impar, procurava sempre ajudar quem estivesse precisando. Tinha plena consciência de sua deficiência, mas mesmo assim rechaçava a ideia de adoção. Na sua cabeça tinha que dar a luz, e não havia meio de superar esse impasse.
Até o dia em que o destino ao colocá-la na casa da amiga Judite a fez mudar de ideia. Lá ela conheceu o pequeno Remo, de três meses, também portador de paralisia cerebral. Ficou sabendo por ela, a tia do menino, que ele seria entregue a uma instituição para ser adotado, pois a mãe não o queria e ela não tinha como cuidar da criança. Agnes voltou a visitar a amiga mais algumas vezes e em todas elas não deixou de nutrir a vontade de ficar com aquela criança.
Quando a criança foi entregue no orfanato, ela de acordo com seu marido resolveu adotá-la. Por ser uma criança deficiente, sua amiga, a oficial de justiça responsável pelo processo, sabendo de sua relutância em adotar uma criança, por ocasião da assinatura dos papeis tentou dissuadi-la, fazendo-lhe ver o quanto seria difícil sua dedicação integral. Entretanto Agnes estava convicta de sua decisão.
Praticamente essas adoções se deram quase que simultâneas. Tanto Juliana como Agnes sabiam quando as adotaram da discriminação e dificuldades que aquelas crianças iriam enfrentar. Na verdade, não só as crianças, mas elas também. Mesmo assim nunca esmoreceram, não seria por falta de amor e carinho que as crianças sofreriam e elas lutavam como verdadeiras leoas nos últimos anos para dar-lhes o melhor.
Devido à deficiência das crianças, elas eram levadas, por suas mães, quatro vezes por semana ao posto médico da região para fazer fisioterapia. Esse processo era realizado, já há três anos e justamente aqui, neste local, a providencia divina se fez presente com sua sutileza. Por um impedimento da fisioterapeuta da parte da manhã foi marcada para à tarde a seção de fisioterapia do pequeno Remo.
Como sempre na hora marcada, lá estava Juliana com o Rômulo esperando ser chamada para ele fazer seus exercícios. Nesse meio tempo também chegou Agnes com o Remo. As atendentes tinham marcado para o mesmo horário os seus exercícios.
Sentadas uma ao lado da outra com seus filhos ao colo, conversavam esperando serem chamadas, até que, Juliana muito observadora, notando certa semelhança entre as crianças perguntou a nova conhecida se aquela criança era seu filho natural. Sabendo ser ele também adotado, procurou saber o nome da mãe. Para sua surpresa a mãe biológica de Remo era a mesma de Rômulo.
Aquelas duas crianças que, por uma fraqueza, foram descartadas e separadas pela própria mãe, agora criadas por pessoas diferentes, eram novamente postas lado a lado. E um detalhe que não pode deixar de ser mencionado. Por incrível que possa parecer, mesmo com as acentuadas deficiências mentais, no convívio diário que passaram a ter, eles davam a entender que sabiam ser irmãos.
Deus com a sua sabedoria nos mostra: – Não existem barreiras que não possam ser vencidas quando fazemos uso do amor.



11/03/99
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Saudade de uma época



Constato tristemente o abandono que os nossos governantes nos impõem. Ao longo dos anos não se preocuparam e nem se programaram para os dias atuais, haja vista a não mais presença do Cosme e Damião pelas ruas, como um dos muitos exemplos típicos desse abandono.
Para quem não testemunhou essa prática, vou esclarecer: o Cosme e Damião a que me refiro não são os santos católicos, mas sim os dois policiais militares que rondavam nossas ruas, dando-nos segurança, e que hoje não vemos mais, mas existem, só estão alocados dentro das unidades sem nada fazer. Tenho consciência de que a cidade, como qualquer outra, cresceu e inchou, mas nem por isso é justificável tal situação. Até porque manter esses homens nos quartéis é um custo alto e desnecessário se não são aproveitados no policiamento ostensivo.
A falta de segurança está nos levando às raias do desespero. Não se pode mais sair com a garantia de que voltaremos para casa seguros, de que não seremos atingidos por uma bala perdida, ou de que não sofreremos qualquer tipo de violência.
Roubos de carros, arrastões, assaltos à mão armada, sequestros relâmpagos e não relâmpagos fazem parte do cotidiano da cidade, deixando-nos cada vez mais prisioneiros da síndrome do medo.
A disseminação das drogas deve ser combatida com rigor, pois não há um só lugar em que ela não esteja presente, e a manutenção da sua distribuição é por conseguinte a grande causadora de toda essa violência. Acredito que a volta da ronda do Cosme e Damião em todos os bairros seja o início desse combate.
Ah, que saudades da minha adolescência! Acredito que essa sensação seja de todos os que hoje estão com sessenta anos. Tudo era possível de ser fazer. Como hoje ainda o é, é claro. Só que com uma diferença: naquele tempo não corríamos os riscos da atualidade e hoje temos que enfrentá-los se quisermos ter algum tipo de distração.
Lamentável, muito lamentável!
Naquela época ainda era bem difícil o contato com as drogas e a estigma de “aborrescente” não empurrava ninguém para elas, por isso a grande maioria dos jovens eram bem mais felizes. Curtiam a vida de cara limpa.
Lembro-me perfeitamente de como era raro aparecer algum ladrão, desses que arrombam casa ou cometem um assalto.
Arrastão? Só existia nas pescarias.
Um costume da época que hoje se tornou impraticável é o padeiro deixar o leite e o pão na porta de algumas casas bem cedinho, evitando com isso a ida à padaria ao acordarmos. Outra boa lembrança é a de quando íamos a um baile e no final podíamos voltar de madrugada caminhando pelas ruas da cidade sem nada temer. E digo mais, dependendo do horário deste retorno, nós é que éramos os grandes perigosos do momento, pois algumas vezes por pura molecagem de adolescente roubávamos uma daquelas entregas de leite e pão.
Quando penso nessa época, uma angústia aperta o peito e sinto pena dos jovens atuais. Jamais saberão o que é verdadeiramente a liberdade.
Entretanto, acredito que se houvesse um melhor planejamento, mais seriedade e responsabilidade por parte das autoridades, com certeza não estaríamos passando por tudo isso.


05/03/01

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Um Carioca em Teresina



Era a primeira vez que eu ia ao Piauí naquele ano (1986). Cheguei de Belém numa quarta feira a noite e hospedei-me no hotel Luxor, bem no centro de Teresina, a capital do Estado. Iria trabalhar na cidade durante dois dias e depois viajaria para Natal.
Não posso precisar o mês que fiz essa viagem, foi há mais de vinte anos, mas lembro como se fosse hoje. O hotel ficava em frente a uma bela praça e várias coisas chamaram-me a atenção quando lá estive.
O povo que lá encontrei era bem acolhedor, mas me pareceu sofredor. Também fiquei impressionado com o número de pessoas que haviam sofrido um AVC. O calor era insuportável, e olha que estou acostumado a ele. Outra coisa interessante que constatei foi quando visitei um espaço público as margens do Rio Parnaíba, local este, onde as pessoas lá, compravam e trocavam de tudo, desde que usado. Um pouco mais adiante, ainda na margem do rio, haviam vários estabelecimentos rústicos, feitos em madeiras e cobertos com palha, onde se podia sentar, tomar uma cerveja e beliscar um tira gosto, mas estavam vazios, talvez à noite fossem mais frequentados. Ali tomei minha cerveja e apreciei a paisagem acolhedora do local. Outra coisa que me surpreendeu foi a feira existente em uma das ruas laterais a esta praça, próxima do hotel, onde era vendido, livremente, vários tipos de aves (passarinhos), sem que seus vendedores fossem incomodados pelas autoridades.
Impossibilitado de fazer a viagem para Natal, por falta de vaga no voo, naquele final de semana fiquei na cidade. Não tendo nada para fazer, resolvi assistir a uma partida de futebol para passar o tempo. O jogo foi entre o Piauí Esporte Clube e um time do interior que agora não me recordo o nome, mas acredito que o clássico não era muito importante pois o Estádio estava bem vazio. Acomodei-me no lado da torcida visitante e contei, não mais que dez pessoas, isso mesmo dez pessoas. Do outro lado, bem a minha frente, estava a torcida do Piauí que também não passava de mil expectadores, talvez. Esse quadro assustador me fez lembrar o quanto era pobre aquele Estado, entretanto, momentos antes fui testemunha de um fato inusitado, para não dizer dantesco, revoltante, triste.
Estava na porta do hotel quando chegou de táxi um senhor elegantemente vestido, usava terno e gravata em pleno domingo de manhã. Imediatamente o porteiro, subserviente, saiu em sua direção pegando suas malas e trazendo, para a recepção do hotel. Da porta pude ouvir e ver a arrogância daquele senhor ao perguntar se já havia chegado seu empenho. Estranhei na hora, pois sabia o que ele queria.
A curiosidade me levou a perguntar ao porteiro de quem se tratava, e pasmem, fiquei sabendo que aquele respeitável senhor era um Deputado Estadual que morava na Parnaíba, cidade litorânea, e estava chegando a capital, que fica no interior do estado, para trabalhar. Sua estadia, num hotel de quatro estrelas, durante toda a semana seria paga com dinheiro público, quando o certo seria ele alugar uma casa na cidade, com seu próprio dinheiro, e ali viver enquanto durasse o exercício do seu mandato.
Infelizmente essa e outras aberrações fazem parte da nossa realidade, e cada vez mais, o povo fica a mercê desses vampiros, que infestam o País.
Até quando teremos que aturar isso?



26/07/00
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Um Carioca em São Paulo



Em 1988 eu era Gerente Nacional de Vendas de uma Multinacional. Esta função me obrigava a estar toda segunda feira na fábrica para uma reunião rotineira e depois, aí sim, viajar por todo o País. Foi numa dessas viagens que passei por uma experiência jamais imaginada:
Naquele domingo peguei a ponte aérea para São Paulo um pouco mais cedo do que o de costume, quando lá cheguei instalei-me no hotel Hilton e sai para jantar.
Não é segredo para ninguém que aquela cidade não para nunca, por isso após o jantar aproveitei para engraxar meus sapatos. Gostava de fazê-lo numa loja de engraxates próxima ao hotel, cujas cadeiras eram bem altas e eu, sentado ali em cima, podia observar tranquilamente as pessoas, com bastante clareza, que passavam pela calçada. Umas absortas em seus pensamentos, ou consultando as revistas da banca de jornal que existia bem em frente, outras conversando com seu acompanhante e algumas até falando sozinhas mesmas.
A vista pela porta, parecia ser uma grande tela cinematográfica e neste dia tive a oportunidade de presenciar um punguista em ação. Tudo foi muito rápido. Uma daquelas pessoas que passava distraída nem se deu conta de quando o meliante enfiou a mão no bolso de sua calça e saiu em disparada pela avenida. A desolação estava estampada em seu rosto, nesse tempo ainda se andava com todo o dinheiro no bolso e pela sua fisionomia devia ter perdido uma boa quantia. Fiquei indignado, mas não pude fazer nada, pois o safado desapareceu no meio das pessoas que por ali passavam.
Voltei ao hotel. Tomei um banho para relaxar e dormir, mas aquela cena não saía da minha mente. Na manhã seguinte fui para fábrica ainda com a visão na cabeça e dizia para mim mesmo; comigo isso não acontece. Durante o expediente da manhã não pude deixar de comentar sobre o presenciado e aproveitar para mexer com os colegas, registrando que as pessoas em São Paulo não estão atentas por onde andam, por isso sofrem esse tipo de agressão. Não gostaram muito do meu comentário, afinal, como todo carioca é gozador, eles sentiram uma ponta de gozação da minha parte.
Mais tarde saímos para almoçar fora. Ao descermos do táxi e caminhar até o restaurante, para minha surpresa, nesse curto espaço, fui também vítima de um punguista. Todos riram satisfeitos e eu, como não podia deixar de ser, fiquei qual uma arara de tanta raiva.
Quem diria, um carioca acostumado à malandragem do Rio de Janeiro, em São Paulo iria ser vítima de um punguista em plena Avenida Paulista.
É realmente uma verdade o que diz a música, “malandro é malandro e mané é mané”. E eu, como muitos outros, tive também o meu dia de mané, mas pior que ser roubado foi ter que aguentar a gozação dos paulistas durante resto do dia.
Mas, roubo a parte, fica a saudade de uma época onde só éramos pungados, hoje sofremos com sequestros relâmpagos, que muitas das vezes resultam em morte.



19/07/02
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Luxo! Necessário?



Serei rápido. Dia desses estava eu assistindo a uma reportagem sobre a nova cidade de Dubai localizada no Oriente Médio. Ocasião em que fiquei sabendo que a Torre de Dubai será o arranha-céu mais alto do mundo quando terminada, e embora ainda esteja em construção já tem seu custo estimado em mais de US$ 10 bilhões. Para mim um verdadeiro absurdo tal investimento, mas fazer o quê. Excentricidades de rico. Tudo o que é feito por lá tem como regra ser o maior e mais caro do mundo.
Os suntuosos hotéis com seus pisos maravilhosos, deixa a nós “pobres mortais” a sensação de não sabermos se andamos sobre eles ou arrastamos a bunda pelo chão para não estragá-lo. As colunas de sustentação, revestidas em mármores vitrificados, nos impede passar a mão ou encostar para não as manchar. Quanto as acomodações não sabemos se nos deitamos ou ficamos de pé admirando tal luxo e conforto. Também constatei várias peças em ouro, como pias, torneiras e aparadores.
Já as comidas apresentadas, só pratos sofisticados, não sabemos nem por onde começar, é preciso fazer um curso de etiqueta para não nos perdermos nos pedidos, sem contar os talheres confeccionados em prata e ouro que acompanham tais pratos que dá até medo de segurá-los.
Um requinte só.
Poderia continuar enumerando diversos itens luxuosos existente no local, que só o poder do dinheiro proporciona, mas vou parar por aqui e deixar duas perguntas no ar para uma reflexão: - Será que eles tem conhecimento da miséria existente na Africa?
E a outra é: O que pensa Deus de tudo isso?



23/08/09
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Vida Pública



Caráter é algo realmente muito interessante, pelo menos aqui no Brasil. Eu até tenho a coragem de afirmar que ele é o principal responsável pela total perda de memória das pessoas.
E por que digo isso?
É simples.
Agora mesmo acabamos de tomar conhecimento de que a Câmara dos Vereadores, na pessoa de seus representantes — os quais também são nossos, os contribuintes —, aprovou o projeto do vereador Luiz Carlos Ramos de taxação de luz pública escalonada de acordo com consumo da Light.
Com essa medida, esses vereadores confirmam minhas palavras quando falo da perda de memória, pois essas mesmas pessoas, um pouco antes de se elegerem, nos pediam um voto de confiança para nos representar e lutar pelos nossos interesses.
E o que vemos?
Falta de memória, ética, carácter e uma série de outras coisas que não me atrevo a mencionar — não por medo, mas por vergonha. Vergonha de ter sido eu mesmo um dos responsáveis por eles estarem lá.
Mas agora vou tentar nas próximas eleições aplicar um antídoto não só neles, mas em mim também, para não mais errar e acabar de vez com essa podridão na política.



17/12/09
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Valores invertidos



Aqui, no país das “maravilhas”, tudo é possível. Tanto é verdade, que não ficamos aborrecidos quando o general De Gaulle disse “o Brasil não é um país sério”, e passamos a usar tal frase como crítica aos escândalos e à corrupção por aqui.
Porém, acredito que está chegando a hora de mudarmos tal situação. Não mais é possível assistirmos a tanta impunidade. Fico a me perguntar: será que nossos governantes perderam a noção do certo e errado? Ou estou ficando velho e não tenho ideia de mais nada?
Para não me estender, citarei dois casos bem recentes. Nosso ilustre visitante, o terrorista italiano Cesare Battisti, assassino ou não, até hoje ainda não foi extraditado para seu país, e tudo indica que morrerá por aqui mesmo graças à intervenção do nosso respeitabilíssimo Ministro da Justiça. Recentemente fomos apresentados às duas turistas inglesas que tentaram dar o golpe das malas para receberem um seguro. Condenadas a prestar trabalhos comunitários, acabaram de ser absolvidas no segundo julgamento, sob alegação de que seus pertences (malas) foram apreendidos pela polícia no albergue sem um mandado judicial — dessa vez graças ao nosso judiciário.
Será que conseguirei ver nosso país tornar-se uma verdadeira nação de respeito ou morrerei antes?



19/12/09
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Irresponsável Vaidade



Como podemos concordar e até quando iremos aceitar que o nosso excelentíssimo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por pura vaidade, distribua bilhões e bilhões de dólares pelo mundo afora aos ditos países em desenvolvimento (emergentes), quando nós aqui no Brasil necessitamos de tantas melhorias na saúde, na educação, na moradia, na cultura, nas estradas e na segurança.
Onde anda (voa) nosso congresso que não toma nenhuma providência para impedir tais abusos?
Será que estou enganado?



10/05/09
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Fórmula um



Quem poderia imaginar que o Rubinho Barrichello (acabado para muitos) estaria ocupando o segundo lugar nesta temporada (2009)?
Torço para que ele consiga mostrar que ainda é um grande piloto e que sua atuação na fórmula um sempre foi e é muito importante.
O que diz e onde anda a famosa Ferrari (lá traz) que o desprezou e rejeitou?



10/05/09
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Valores



É de impressionar o comportamento social de uma certa minoria que teima em tentar impor ao restante da sociedade suas convicções errôneas (levar vantagem a qualquer custo).
Para esses pequenos seres, ou seres pequenos, desculpem-me, ainda não sei bem como me referir a eles, o fato é, que ao fazer uma rápida análise chego à conclusão de que eles perderam a noção do que é nobreza de caráter ou nunca souberam o que é isso.
Agora então, tendo a certeza da impunidade, não se dão mais ao trabalho de sequer tentar encobrir suas ações ilícitas. Haja cuecas e meias. A onde iremos parar?



11/05/09
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É Preciso Mudar



Parece mentira, porém ainda hoje persistem tais acontecimentos como:
Mário está aposentado recebendo dez salários, entretanto, nunca descontou para o INSS. Como o Mário existem milhares nessa mesma condição e nenhuma providência é tomada.
Amadeu nunca entrou na Cia. Siderúrgica Nacional, mas foi aposentado como se nela houvesse trabalhado 35 anos. O mesmo acontece em várias outras instituições governamentais.
Dirceu's e Arruda's instituem mensalões pelo Brasil afora e nenhum bem é sequestrado para que o dinheiro roubado seja posto de volta nos cofres públicos.
Enquanto existir pessoas com a mentalidade de se dar bem a qualquer custo, nosso povo padecerá com a falta de assistência médica, de escolas, de habitação e de segurança e o país jamais chegará a ser uma NAÇÃO.



23/05/09
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Desrespeito e Hipocrisia



Colocar 280 detentos numa cela onde só cabem 36 é realmente cruel.
Tal fato contradiz até uma das leis da física. “Dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo”.
Entretanto, numa instituição penal de Vila Velha 7.777 corpos, ocupam o mesmo espaço todo o tempo. Como pode eu não sei, Só sei que ocupam.
Pelo menos é o que diz e nos mostra a reportagem publicada no Globo do dia 22/05/2009.
Deixo a pergunta no ar:
Por quê o governo não abre concorrência para a iniciativa privada construir e administrar novos presídios e acabar de vez com as superlotações?
Alguém sabe o porquê?



23/05/09



Estamos em 2013 e até o presente momento ainda não vi nada a respeito. Será que verei?



2018 Nada mudou.
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Porquê


Veja que coisa interessante. Inventaram a palavra temporada para definir feriados prolongados e férias, com isso os hotéis seguem religiosamente esses momentos.
Você liga para qualquer hotel de uma estação de águas para saber quanto é a diária.
Se estiver dentro da temporada ela aumenta, às vezes, até trezentos por cento, dependendo do hotel.
Não deveria ser ao contrário? Mais caro quando há pouca frequência? E qual a razão desse procedimento se as camas e os lençóis são os mesmos? A limpeza é feita pelas mesmas pessoas e com o mesmo desinfetante? O café da manhã, o almoço e a janta não mudam em nada?
Apesar de não concordar com nenhuma das opções de preço, fora ou dentro da temporada, até hoje não consegui entender?



02/08/06
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Bolsa Família



Programa de bem-estar social desenvolvido pelo governo federal brasileiro, que consiste na ajuda financeira às "famílias pobres" e "indigentes" do país, com a condição de que estas mantenham seus filhos na escola e vacinados.
É considerado um dos principais programas de combate à pobreza do mundo, tendo sido nomeado como "um esquema antipobreza inventado na América Latina (que) está ganhando adeptos mundo afora" pela britânica, The Economist.
Sinal que desconhece alguns detalhes que desabonam tal iniciativa. Na minha opinião o programa é muito bom como base de campanha eleitoral.
Uma pena!
E por isso, cabem aqui perguntas:
1º - Já viram filhos de indigentes matriculados em alguma escola?
Particularmente desconheço.
2º - Serão mesmo os beneficiados, “famílias pobres”?
Eu, por exemplo, sem muito procurar presenciei dois momentos distintos na porta da Caixa Econômica que põem em dúvida tal programa;
Ex: - Um cidadão tão bem vestido quanto eu, perguntado por um amigo, o que estava fazendo ali, respondeu ironicamente; - “estou vindo pegar o dindim (bolsa família) que o titio manda todo mês para fazer o churrasco do fim de semana. kkkkk...
Outro EX: - A senhora perguntou a amiga: - Laura, vai pagar hoje a fatura da Natura? Resposta: - Claro, vou receber agora o bolsa família e já te pago...
3º - Como estes que mencionei, (que saltam aos olhos que não precisam) quantos mais existem pelo Brasil afora desfrutando desse benefício?
4º - Até quando continuaremos a pagar essa (invenção do capeta) conta?
Não sou contra a ajuda, mais se faz necessário um controle mais rigoroso, para que realmente só os necessitados o recebam, de preferência aqueles que sofrem lá no interior do nordeste onde a seca acaba com tudo, mas não deixar por conta de algumas igrejas ou templos que beneficiam ou distribuem essas quantias entre seus frequentadores.



29/05/09
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Diversão: Eis a questão



Logo mais eu vou me preparar para sair. Não sei ainda aonde irei, mas vou sair.
Cansei de ser prisioneiro do medo.
Vou preparado para não resistir a assalto, fugir do sequestro relâmpago e me desviar de uma possível bala perdida.
Já sei, vou ao teatro e depois sento num barzinho na zona sul que tenha câmera e segurança armado ... Mas hoje é Sábado, deve estar tudo cheio.
Vou preparado para descartar as garotas de programa, os pedintes do calçadão e tolerar os cantores de pagodes que se apresentam na orla.
Não, nada disso!
Acho melhor sair mais cedo, vou até ao Barra Shopping assisto um filme e depois tomo meu chope por lá mesmo, pois e bem mais seguro... Mas lá também estará cheio.
Não tem problema, vou preparado para esperar a vez, pedir ao garçom a cerveja mais gelada e não comerei frituras. - Será que consigo?
Parece-me muita preparação de um só mortal para um passeio quase que mortal.
Quer saber?
Vou ficar em casa. Já estou preparado para assistir a um filme repetido da Net, e minha cerveja, pelo menos, está bem gelada. Com um detalhe importante, sem riscos.
Nossa acabou a luz!
Será outro apagão?
Assim não dá! Vou dormir.

29/05/09
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Críticas



Nada contra a elas, mas acho deveras interessante certos, "pretensos poetas, escritores e aprendizes de crítico”, quando leem nossas composições, sejam elas em que estilo for, e dizem que poderiam ser melhoradas porque esse ou aquele antigo autor inventou aquela forma de escrever diferente.
Então deixo no ar perguntas para reflexões e esclarecimentos:
Porque é que devemos acompanhar o pensamento daqueles?
Não podemos também estar inventando uma nova forma de escrever e de expressar?
Qual é a certa, a deles ou a nossa?
E quem pode garantir que a deles ou a nossa seja a correta?
Creio que essas convenções (forma estrutural de escrever) deveriam ser deixadas de lado e apreciarmos somente as mensagens, sejam elas dita de que forma for.
Quanto ao conteúdo bom ou ruim, isso sim, cada um que sinta o momento.



17/08/09
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Eficiência


O prefeito Eduardo Paes logo que chegou da Dinamarca (Kopenhagen), (com as olimpíadas asseguradas para o rio) providenciou para que fosse aberta licitação as empreiteiras que estivessem interessadas em construir um monumento a olimpíada para ser inaugurado no próximo ano (2011).
rápido não?
Mas... por qual razão não começar por outras necessidades mais urgentes?
Tipo:
Transportes decente para a população.
saneamento básico e limpeza das galerias pluviais.
melhoria das escolas, com professores melhor remunerados.
A construção de moradias dignas!
Neste item, talvez muitas dessas pessoas que tiveram suas casas (nas encostas) levadas pelas enxurradas não estariam agora sendo notícias.



Ps. nada contra as olimpíadas.



09/10/09
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Vergonha


Admirável é a capacidade intelectual do ser humano, capaz de deixar qualquer alienígena impressionado, já que somos animais. Entretanto, nós ainda não aprendemos como lidar com essa coisinha chamada lixo.
A irresponsabilidade é tanta que até nos oceanos são largados toneladas de materiais impróprios, a ponto de confundir e atrasando as equipes de resgate, que trabalham na área do acidente com o Airbus A330, que fazia a rota Rio de Janeiro-Paris, na identificação dos destroços.
Até quando nós teimaremos em destruir cada vez mais nosso planeta?



06/06/09
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Destino ou sobrenatural



A italiana Johanna e o marido Kurt, que estavam de férias no Brasil, perderam o voo AF 447 - que caiu no Oceano Atlântico.
Sem alternativa, embarcaram no dia seguinte rumo a Europa. Já na Alemanha, em Munique alugaram um carro que os levariam até a cidade onde moram.
Numa estrada austríaca, o motorista perdeu a direção e bateu o carro contra um caminhão. Johanna morreu na hora e seu marido encontra-se gravemente ferido.
Chego à conclusão que a morte não perdoa: Mata!
Ou existe outra explicação?



12/06/09
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Lágrimas



Cai uma lágrima, toda vez que a insensatez humana prevalece, e infelizmente constatamos, que de lágrima em lágrima está se formando uma cachoeira.
Com isso...
Vamos deixando os desassistidos, ainda mais em falta...
Nossas florestas vão sendo dizimadas, para dar lugar a pastos...
Nosso, que há de melhor, vai indo embora...
Nossas estradas vão ficando esburacadas e abandonadas...
Nossas escolas estão ficando sem professores...
Os hospitais estão cada vez mais doentes e nossos doentes morrendo...
Não temos mais segurança nem mesmo dentro do nosso lar...
Sou obrigado a parar por aqui, pois já estou chorando ao constatar que a nossa casa, não está caindo...
Ela já caiu.



24/06/09
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Michael Jackson



Muitos estão se perguntando o que levou o astro pop a ingerir tanta medicação a ponto de matá-lo. Eu, particularmente também me perguntei, e em meus pensamentos começou a tomar forma, tal motivo.
Se não vejamos:
A inspiração em personagens tão dantescos levou-me a uma reflexão mais apurada sobre aquela apresentação, tanto que, revendo o videoclipe de Thriller, percebi, que aqueles dançarinos à volta de Michael Jackson, estão representando todas as pessoas que em vida o agrediram e atormentaram, com cobranças, extorsões, exigências, falsidades e etc, etc, etc.
Pai, mãe, irmãos, editor musical, diretor de gravadoras, médicos, farmacêuticos, gerentes de todos os tipos de lojas e cabeleireiros, enfim, como podem ver, a lista é grande... Daí, o avolumado elenco de bailarinos a nos mostrar o quão amargurado ele vivia.
Podemos dessa forma chegar à conclusão, que tudo isso sem sombra de dúvidas, foi o que contribuiu para o seu desenlace.



04/07/09
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Uma fraqueza



Ao conceder uma entrevista, Diógenes, um famoso sociólogo, mostrou em poucas palavras as consequências de um preconceito.
Lembro-me como se fosse hoje, dizia ele.
Anita uma cafuza, produto da mistura de uma negra com um índio, começou a trabalhar na padaria lá do nosso bairro. Não havia quem não reparasse naquela bela mestiça. Naquela época em conversa com meu amigo Wallace fiquei sabendo da sua atração pela moça, a ponto de querer casar-se com ela, mas o preconceito de sua família, por ser ela mestiça e sem cultura, aliado a sua fraqueza levou-o a desistir da intenção. O tempo passou e cada um seguiu seu caminho. Agora olha como são as coisas; Anita conheceu um rapaz branco, estudante da academia militar, que a ajudou com a educação. Ela formou-se em direito vindo a casar mais tarde com ele, hoje um oficial do exército e vivem felizes com os filhos. Enquanto o meu amigo Wallace já estava no segundo casamento, infeliz e preste a se separar mais uma vez”.
É uma pena que assim como o Wallace ainda existam centenas com a mesma fraqueza.



21/09/09
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Triste constatação



É lamentável, mas cada vez mais me convenço de que não há lugar mais seguro para guardarmos nosso dinheiro do que nas cuecas e nas meias.
Pelo menos é o que tem nos mostrados nossos honestos políticos com medo de terem seus roubos, roubados.
Quando é que essa bandalheira vai acabar?



03/12/09
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Hoje os roubos são guardados ou levados em grandes malas.

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Drogas X Moral



A que ponto chegamos! Hoje deparei com essa triste notícia:
Pai dá dinheiro a traficantes para não venderem crack a seu filho no Rio Grande do Sul.”
Entendo a atitude drástica desse pai, pois no desespero somos capazes de nos agarrar com um jacaré para não morrer afogado.
Entretanto, cabe aqui perguntas:
É esse o caminho a seguir?
Até quando nossas autoridades farão vista grossa e permitirão que esses traficantes continuem impunes?
Por que não se endurecem as penalidades para que esses líderes do mal sejam retirados definitivamente de circulação?
Creio que a permissividade não é da sociedade, mas sim de alguns segmentos com reais interesses de que as drogas circulem livremente, favorecendo assim o enriquecimento ilícito, destruindo nossa juventude, a cidadania e até pondo em risco a nossa soberania nacional.



17/12/09
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Justiça: Justa ou Injusta


Com a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), na pessoa de seu ministro, em suspender todas as ações da Polícia Federal contra o banqueiro Daniel Dantas, estamos caminhando para mais uma decepção judicial, pois tal medida interrompe até mesmo a ação penal que resultou na condenação de dez anos do banqueiro. Ao que tudo indica este processo será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e, caso o mesmo ratifique tal decisão, estaremos diante da anulação definitiva de todo o processo.
Pelo visto, enquanto permanecer tal situação, onde interesses de alguns impedem que a justiça se realize, este país nunca se livrará da maldita impunidade.



22/12/09
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Hoje está dez vezes pior, ou seja, acabou a justiça.

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Marketing Cristão



Após a morte de João Paulo II a igreja de Jesus Cristo anda meio “démodé”, mas agora com o recente atentado sofrido pelo Santo Padre, Papa Bento XVI, os cardeais responsáveis pela instituição viram a grande oportunidade de colocá-la novamente em evidência e começaram anunciando que aumentarão a segurança.
Para mim tudo isso não passou de uma estratégica jogada de marketing, uma vez que a mulher responsável pelo ato nem armada estava e mais me pareceu querer somente tocar o dito “Santo Padre” ─ como acontecia antigamente na época em que Jesus de Nazareth viveu ─ na busca de sua cura.
Com o tumulto instalado pela própria segurança do pontífice, quem saiu dessa prejudicado foi o cardeal francês Roger Etchegaray, de 87 anos, com o colo do fêmur quebrado. Entretanto, tudo é válido por uma boa causa. No caso específico, a volta da igreja em evidência através dos noticiários internacionais.



27/12/09
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Meio Ambiente



A cada dia presenciamos no mundo inteiro a preocupação com o meio ambiente.
Ecologia passou a ser palavra de ordem na atualidade, entretanto você vai concordar comigo quando digo que a humanidade ainda não se conscientizou disso e que perde muito tempo discutindo o que deve ser feito para evitar um colapso ambiental. Na verdade de concreto quase nada foi feito é só blá, blá, blá nas suntuosas reuniões.
Veja bem, a medida que a ciência comprova o aquecimento global, todos se voltam para a ecologia, mesmo assim, é de se ficar triste com o que presenciamos em nosso país, um descaso quase que total em relação ao meio ambiente. E aqui cabe lembrar que a maior parte desse descaso é agravado principalmente por nossos governantes, uma vez que só se preocupam com os seus bolsos e esquecem do principal, que é conscientizar a população para a gravidade do que iremos enfrentar num futuro próximo e dar condições para que cada um realize a sua parte.
E digo mais, o problema não são as leis. Hoje o Brasil é um dos países, onde a legislação Ambiental mais evoluiu nos últimos anos, as leis são até suficientes, contudo seu cumprimento é ignorado, aliás como a maioria das leis por aqui. Enquanto os interesses imobiliários, pecuários e agrícolas forem maiores que o Ambiental, nada vai mudar, pois continuarão a desmatar ou destruir as matas.
Daí a necessidade de governantes íntegros para impedirem que empresas multinacionais destruam nosso solo.
Em algumas regiões já houve secagem de vários rios e arroios devido as plantações de "arvores" exóticas como o pinus e o eucalipto em terras que foram tomadas dos índios e das famílias quilombolas que ali habitavam. Essas multinacionais foram expulsas da Europa por causarem tanto desequilíbrio ecológico, e agora querem tomar conta do Brasil destruindo nossa vegetação natural e nossa biodiversidade.



18/02/10
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Comunicação



Neste dia o casal completava exatos 35 anos de vida em comum. Durante esse tempo tiveram conquistas e perdas, dividiram alegrias e tristezas. Não havia nada, que um, não soubesse do outro. Pensavam.
Entretanto, naquela noite ao se deitar Jussara acomodou-se no lado direito da cama, local que o marido dormiu todos esses anos. Vou deitar neste lado, afinal nunca gostei mesmo do lado que durmo e sempre deixo para ele porque sei que gosta, mas sendo hoje nosso aniversário de casamento nada mais justo de pelo menos um dia eu fazer a minha vontade. Pensou com ela mesmo.
Carlos quando entrou no quarto vendo a esposa deitada no seu lado não se conteve e perguntou se ela ia dormir naquele lado.
Para sua surpresa ficou sabendo que ela já não aguentava mais dormir do lado esquerdo da cama e que gostaria muito de ser presenteada naquela noite com a troca de lugar.
Ao que tudo indica aquele era o dia das descobertas e Jussara também ficou sabendo que seu marido durante todos esses anos dormiu daquele lado para não contrariá-la, mas que na verdade gostava mesmo era de deitar ali onde iria dormir doravante.
É preciso estarmos sempre atento com a nossa comunicação, para que tenhamos real conhecimento do que nos cerca e sejamos inteiramente felizes.



07/04/10
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Saudosismo



Os dias atuais estão recheados com notícias de todo tipo, fazendo com que estejamos sempre atualizados e super informados sobre tudo o que acontece no Brasil e no mundo, seja de bom ou de ruim, realmente agora não temos o que, ou do que, reclamar. Parabéns aos nossos órgãos de notícias e a seus ilustres e competentes jornalistas. Entretanto sinto falta de uma época em que essas informações eram mais escassas e quem sabe até truncadas, não, por não acontecerem, mas sim por não serem informadas em larga escala. Tudo parecia bem mais calmo e a sensação era de grande segurança. Naquela época aberrações como “pai matando filha ou filho para se vingar da traição da mulher, pedófilos abusando e matando suas vítimas, sequestros relâmpagos a todo instante seguido as vezes de morte, assassinatos por causa de um par de tênis e outras coisas mais”, só eram de conhecimento das pessoas que viviam na localidade onde ocorrera tal fato. Hoje muitos sabem e quem sabe até, alguns são incentivados a cometerem as mesmas atrocidades. Até mesmo só para aparecerem na mídia e chamar atenção. Infelizmente tenho que me acostumar a conviver com o progresso e o saudosismo de uma época tranquila, mesmo que fictícia, pois não tenho como me iludir; “atrocidades existem desde que o mundo é mundo”, mas que éramos mais poupados e felizes, isso éramos.



19/04/10
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Coração



Outro dia escrevi um pensamento. “Estação Coração” – e disse mais ou menos assim: - “local de embarque e desembarque de sentimentos”.
Mas na verdade esse coração também pode estar dentro de outra estação e achei interessante os sentimentos dele, dentro dela (estação).
Um coração agoniza com a demora da chegada do seu amor, já um outro é só alegria com a sua chegada.
Um outro se entristece porque seu amor vai viajar e o que viaja porque o seu amor vai ficar.
Um está tenso com a incerteza da viagem. Já um outro aliviado por ter chegado bem.
E assim de coração em coração sempre haverá uma história de sentimentos infindáveis, que cada poeta contará a sua moda.



21/04/10
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Engodo




A humanidade deveria ser apresentada, ou pelo menos informada, sobre a qualidade de vida que levam a grande maioria dos brasileiros (dignidade zero), principalmente os que vivem em nossos sertões, sem contar os das palafitas e favelas (sem saúde, casa, saneamento, escola, hospital, segurança e transporte).
Depois disso eu queria ver ser realmente os grandes líderes (Barack Obama e cia ) e proprietários de jornais (Time, Le Monde e outros), ao redor do mundo, enalteceriam o Sr. Lula da mesma forma que o fazem agora (“esse é o cara” - “personalidade do ano” - “líder mais influente do mundo”). Creio que os rótulos só servem para satisfazer seu ego (do Lula) alimentando sua vaidade e iludir nosso povo já tão sofrido. Mas infelizmente essa foi a forma encontrada para a atualidade (no passado davam espelhinhos), assim poderão continuar tirando tudo que temos de melhor e nos escravizando.



30/04/10
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Esse senhor (Lula) hoje desmascarado, condenado e preso, não passa de um grande ladrão e falsário.

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Saudade




Agora deitado em minha aconchegante cama e pensando com meus botões, noto que não é a saudade que me bate a porta. Na verdade são saudades que se acumulam em minha mente já bastante desgastada, não só pela idade, mas também pelas mudanças do moderno.
Foi o tempo que a garotada se divertia a valer, num convívio social intensivo. Jogava bola de gude, brincava de pique bandeira e garrafão, pulava carniça, rodava pião. Nossa! Tempo bom aquele. Tudo substituído pelo computador...
Cadeiras na calçada e as famílias da vizinhança reunidas para um bate papo amigável e saudável. Hoje mal conhecemos nosso vizinho do lado.
Quantas foram as vezes que saí do baile de madrugada e andando voltava para casa com toda segurança. Hoje, nem pensar!
No amor, o segredo da conquista e do encantamento já não existem mais. É direto aos finalmente. A sedução espalhou-se deixando todos a sua mercê e sem defesa.
O flerte virou ficar. O namoro é casamento. Tudo agora é muito rápido e superficial! Tão ligeiro que o amanhã é hoje e quanto ao hoje? Já era... É ontem.
Tudo isso graças a globalização.
O que será dos meus bisnetos com o que lhes sobrar?
12/09/10
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O Aproveitador



Tem certas coisas que não deveriam acontecer e muito menos serem escritas, entretanto, não posso me calar e hoje (12/2010) passados quase cinquenta anos contarei um fato que presenciei sobre um dos responsáveis por uma instituição de assistência a deficientes visual.
Lá pelos idos dos anos sessenta, eu ainda um moleque, resolvi trabalhar para ganhar meu próprio dinheirinho. Fui à luta e consegui uma vaga para trabalhar, sem registro, nessa instituição que me reservo o direito de não mencionar o nome, mas que é bastante conhecida.
Meu trabalho consistia em distribuir nas salas de aulas das Escolas do Rio de Janeiro, a cada criança, uma pequena lista em branco com vinte cinco espaços para que pedissem a seus familiares e vizinhos, que ali assinassem, qualquer quantia que fosse, para ajudar a tal instituição.
Depois de uma semana eu voltava na tal escola e recolhia as listas com as contribuições feitas e as levava ao escritório que ficava no Centro da Cidade para prestar conta.
Posso garantir que a arrecadação era bem alta. Uma verdadeira obra de amor que todos os que contribuíam, faziam em benefício do próximo.
Agora vem o que eu não gostaria de estar escrevendo:
Em uma dessas minhas prestações de contas - a última diga-se de passagem - ao chegar ao escritório encontrei a porta da Diretoria entreaberta e pude ouvir parte da conversa entre o Presidente e o Secretário que transcrevo:
- Presidente, segunda feira vence a prestação da sua Mercedes. Como o senhor vai fazer?
- Não se preocupe. Daqui a pouco começam a chegar os garotos com as arrecadações da semana. - Riu.
- Mas vai dar para pagar a prestação?
- Acredito que sim. Têm sido muito boas as doações. Nossos contribuintes são fiéis a causa. - Gargalharam os dois.
Dali mesmo eu voltei e naquele dia não prestei conta.
Dirigi-me a dois endereços onde funcionava a Instituição (local onde alguns cegos trabalhavam) e entreguei ao responsável de cada uma delas o equivalente a metade do arrecadado.
Espero hoje, que isso tenha mudado e os novos responsáveis sejam verdadeiramente honrados.



11/12/10
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Magia




Dezembro de 2010. Chegamos a mais um final de ano, mas antes ainda temos a data magna dos cristãos que é o Natal.
Data festiva, em que se divide a ceia e trocamos presentes com os familiares, tão esperada tanto por adultos como pelas crianças.
Época que a esperança se renova num ano que esta por vir e apostamos que neste novo ano tudo será realizado. Entretanto, constato a cada tempo que tudo não passa da magia do momento e que na verdade tudo continuará como antes se nada fizermos para que realmente as coisas aconteçam.
Nosso desejos não são mais atendidos como em criança, que tínhamos o papai e mamãe por traz cuidando para que tudo se realizasse conforme a nossa vontade.
Nada como acreditar no Papai Noel: - o bom velhinho resolve!
Era correr no quintal e lá estava o presente sonhado; ou então, ao acordar encontrávamos debaixo da Arvore de Natal nosso pedido atendido. Tudo mágico, muito mágico.
Mesmo assim teimo em acreditar que o bom velhinho está por trás de tudo aquilo que desejamos de melhor não só para nós, mas também aos parentes e amigos.
Aí de mim se não houvesse o Papai Noel a vida seria um enfado! Agora mesmo eu não estaria escrevendo essa crônica e renovando minhas esperança num ano melhor. Com ele abençoando, é claro.
Por essa razão desejo a todos um Feliz Natal e um Ano Novo repleto de realizações.
Vida a Papai Noel!



24/12/10
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25 Anos depois




Volto a falar sobre os moradores que vivem debaixo dos viadutos ou nas nossas ruas. Serei bastante rápido para não constranger o meu amigo leitor.
Impressionante!
Mesmo sem teto... Mesmo sem nada... Ainda resta para alguns o sentimento de solidariedade.
Ontem, depois de muitos anos, voltei a presenciar uma cena no cotidiano da cidade. Desta vez eu não estava passeando, mas indo para o trabalho, quando avistei adiante um mendigo travestido de mulher, desses mais chegados à loucura, sentado cabisbaixo no canto da calçada, e um outro, já não tão louco, vindo em minha direção. Notei que ele também reparou no que estava sentado e balançava a cabeça como a censurar ou lamentar o estado em que seu colega se encontrava.
Pensei com meus botões: será que vão se desentender?
Ledo foi o meu engano.
Ele passou pelo pobre coitado no exato momento que eu. Parei um pouco mais a frente e virei-me.
Deparei com um verdadeiro flashback de um acontecimento anterior.
O mendigo mais lúcido, que já estava bem mais distante no seu caminho, voltou até ao que estava sentado e, tirando um saco plástico transparente com dois pães de sua sacola, deu-lhe um dos pães, o que foi imediatamente aceito.
Com esse gesto simples e despretensioso aquele mendigo doou nada mais, nada menos, que 50% do que possuía ao mais necessitado.
Aquele homem, sem saber, foi o instrumento da vida a me mostrar e garantir que ninguém é tão pobre que não possa dar alguma coisa a alguém e que o verdadeiro amor consiste em desapegar-se de todo excesso e dividir com os menos favorecidos.



29/01/11
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E Continua o Marketing Cristão




Lá no Vaticano estão preparando a ascensão de um ex-Papa ao posto de novo Santo da Igreja Católica Apostólica Romana.
Com toda certeza se minha avó ainda fosse viva diria:
Já não se faz mais Santo como antigamente”.
Entretanto, eu a contestaria.
- Nada disso, vovó! Muito pelo contrário, continua sim tudo como dantes nas terras de Abrantes.
Os Santos são criados à vontade e proveito dos mandatários da Igreja, forma antiga de chamar a atenção e trazer, para o seio de seus seguidores, novas ovelhas que ainda se acham desgarradas. Com isso podem continuar alimentando o luxo ali existente há séculos.
Nada tive contra o Senhor Karol Wojtyla quando vivo e nem tenho agora depois de morto. Aliás devo aqui acrescentar que sempre o admirei por seu carisma e postura na condução de seus correligionários e fiéis. Mas daí seu substituto tentar fazê-lo Santo, surge um abismo enorme.
Pena que o ser humano torna-se cego quando se toca e se trata das questões da fé, pois com meia dúzia de palavras enganosas esses senhores, que têm o dom de ludibriar, levam seus seguidores a acreditar no que não existe.
29/01/11
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Fora com as nulidades



Nulidades sempre estiveram presentes em nossa sociedade, mas eram contidas. Entretanto, hoje de alguma forma estão conseguindo ocupar espaços que antes não lhes eram permitidos.
Senão vejamos:
Qual não foi a minha surpresa quando deparei com um mega cartaz da capa da Revista VEJA, pendurado na banca de jornal, que trazia estampado a foto de uma “personalidade” do mundo do crime.
Fernandinho Beira Mar.
Tal cartaz divulgava que, mesmo preso, o bandido continua a comandar o crime organizado.
Aí está uma nulidade pois, para vender mais, a Direção da Revista VEJA, agindo descaradamente contra a sociedade, acintosamente pratica a apologia ao crime quando enaltece um marginal assassino dando-lhe um espaço não merecido.
Belo exemplo a nossa juventude que, por imposição de outras nulidades ― políticos, governantes ― vaga sem rumo em busca de um norte. Cabe aqui contar outras nulidades espalhadas ― pela mídia televisiva ― com seus programas emburrecedores, tipo BBs e outros do gênero.
Até hoje do alto dos meus sessenta e poucos anos ainda não vi um cartaz da mesma magnitude espalhado pelo Brasil afora, dando ênfase à Educação e à Cultura.
Será que nosso povo conhece personalidades como D. Pedro II, Carlos Gomes, Castro Alves, Antonio Francisco Lisboa (o Aleijadinho), Carlos Chagas, Osvaldo Cruz, Machado de Assis, Alberto Santos Dumont, Mário Koefe e tantos outros?
Parei as citações porque se eu fosse continuar daria para fazer um livro.
Há que se pensar e rever nossos valores para que não se distorçam, ou viraremos todos nulidades.



12/02/11
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Agora são só recordações




Hoje estava navegando pelo YouTube ouvindo música, quando de repente reparei que nossos irmãos que vem à Terra para nos encantar com seus talentos, artes e carismas, também incomodam uma pequena minoria. E para o azar desses artistas privilegiados, essa minoria desagradada, por incrível que pareça, constitui-se de seus parentes, colaboradores e amigos. A impressão que tenho é que estes incomodados tem o prazer de destruir os talentosos, mesmo tendo consciência de que estes (as galinhas dos ovos de ouro) não mais os sustentarão financeiramente ao morrer. Mas não se importam; destroem os artistas assim mesmo, cultivando e alimentando suas fraquezas, sem antes explorarem ao máximo as suas benesses.
Assim foi com Elvis Presley, Tim Maia, Michael Jackson, Cazuza, Elis Regina e recentemente Whitney Houston. Com isso nós, que éramos agraciados pela magia deles, ficamos empobrecidos e sem esses talentos para apreciar.



12/03/11
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A telefonia no Brasil




Este serviço a meu ver entrou em colapso. Digo isso pela experiência de um usuário que lida dez horas por dia com ligações para todos os cantos do País, se não vejamos.
Afamilie-se com as mensagens recebidas da Telemar, CTTelecom, Claro, Vivo, Oi e cias.
Está se falando e a ligação cai. Voltamos a discar e entra a mensagem: “Este telefone não está recebendo ligação.” Como pode se estava falando um minuto atras.
Uma ligação para outro número. Mensagem: “Este telefone não está atendendo ou não existe.” Aqui nota-se que nem a operadora sabe ao certo o que está acontecendo.
Outras mensagens muito comuns:
O número chamado não está correto.” Porém através de registro sabe-se que na semana anterior foi feito contato naquele número de telefone.
Número inválido, por favor tente novamente.” Se o número é inválido, porque manda tentar novamente?
Essa é inacreditável. Você liga e lá vem a fatídica: “Ligação gratuita... este telefone mudou para (diz o número).” Você troca o numero informado pela operador disca em seguida e ela dá outra mensagem: “Este número não existe.” Como pode isso?
Outras da coleção:
Não foi possível completar sua ligação, verifique o número e tente mais tarde.” Você verifica tenta e a mensagem se mantém igual.
O número chamado encontra-se indisponível ou fora da área de cobertura.” Afinal, o número está ativo ou não? Nem a operadora sabe.
Claro informa... o celular chamado está desligado ou fora da área de cobertura”
Sua chamada está sendo encaminhada para caixa de mensagem e estará sujeita a cobrança.” Mal termina a mensagem e a ligação desliga, não lhe dando tempo de deixar seu recado.
Este telefone não recebe chamadas a cobrar.” Detalhe, a ligação é discagem direta.
Este telefone não está programado para receber esse tipo de ligação” Que tipo de ligação? De cobrança? De notícia triste? Como a operadora pode distinguir o tipo de ligação?
A Claro informa... Este telefone não existe ou não recebe ligações a cobrar.” Mais uma vez a ligação é direta e cabe a pergunta o telefone existe ou não? A operadora pelo jeito também não sabe.
Oi! Este telefone está programado para não receber chamadas.” E você acabou de falar com ele.
No momento este número está indisponível ou fora da área de cobertura. Tente mais tarde.” Aqui cabe a informação; o telefone solicitado é fixo.
E nós ainda pagamos (caro) por esse serviço de alta qualidade... Duvidosa.



19/03/11
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Um momento para reflexão




No último dia 07 de Abril vivenciamos uma chacina em Realengo, no Rio de Janeiro, produto de uma insanidade mental causada pelo descaso social contínuo de nossas autoridades.
Uma tragédia sem precedentes que ficará marcada por muitos e muitos anos em nossa vidas.
Infelizmente, no fundo, sabemos perfeitamente o que levou aquele cidadão ― se é que podemos classificá-lo como tal ― a cometer tal ato.
O mais lamentável disso tudo são nossos políticos aproveitarem imediatamente para fazer seus discursos de retórica, que tão bem sabemos que não chegará a lugar nenhum. O único objetivo deles é adiantar suas agendas cínicas e mentirosas falando de mudanças "radicais", superficiais e incapazes de alterar o destino inevitável do descaso. Já que a realidade do Brasil é a falta de educação, saúde, segurança, distribuição de renda, de políticas sociais e de justiça para todos os brasileiros, seja qual for a classe social.
Concomitantemente, testemunhamos também nossos jornalistas tirando proveito, em suas colunas e programas de televisão e rádio, da dor causada aos familiares desses pobres inocentes sacrificados, com bate-papos inexpressivos e consecutivas chamadas de comerciais para pagarem seus salários e dar lucro às organizações que representam. Sem contar os ativistas e espertos que se fizeram presentes e não perderam a oportunidade de explorar a morte daquelas crianças.
A meu ver não podemos deixar passar esse lamentável acontecimento em branco. Precisamos fazer dele o marco iniciatório de uma reflexão necessária para enfrentarmos nossa triste realidade e daí começarmos uma ação concreta de cidadania, varrendo do mapa esses políticos demagogos que estão no poder, única e exclusivamente para se locupletarem.
Só assim venceremos nossas dificuldades e desfrutaremos de dias melhores.



08/04/11
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Acorda Brasil!!! Seu Venâncio: o funcionário padrão



E lá naquela operadora de cobrança que abriga uma quantidade enorme de rapazes alegres, de repente o dia tornou-se muito triste.
Acabavam de perder o seu Venâncio; Não, ele não morreu, só fora demitido.
Não existiu nenhum motivo aparente, por isso acreditamos que algum cliente maldoso levantou a dúvida sobre os descontos por ele concedido ou reclamaram da sua forma enérgica de cobrar.
Infelizmente os caloteiros no Brasil são protegidos por lei e por isso passam a ter mais valor do que um trabalhador honesto.
E a razão é simples: - entre perder alguns milhões de Reais no faturamento e um funcionário, mesmo que este seja padrão, o empresário prefere perder o funcionário.
Lamentável!!!
Tal atitude é para deixar qualquer um enlutado.
Acorda Brasil!



17/04/11
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Visitando o passado



Acordei entusiasmado.
Pura euforia, era como se estivesse no auge dos vinte anos.
É verdade! De uma forma como há muito não me sentia.
Lembrei: hoje é Sábado e a turma deve estar reunida lá no bar do seu Antônio jogando sueca e tomando aquela gelada.
Decidi: vou até lá por o papo em dia e rever os amigos. Quem sabe até rever a ex-namoradinha.
Banho tomado e arrumado fui à frente do espelho me pentear; constatei; pentear o quê, se estava calvo? Não dei importância ao detalhe e saí decidido a visitar o passado, mas já me sentindo com quarenta anos.
No bairro que outrora morei continuava praticamente da mesma forma. Nenhuma edificação nova fora construída, porém muitas caras novas andavam no pedaço.
Também lá estavam os velhos amigos. Velhos mesmo! Tão velhos e enrugados quanto eu e alguns até nem me reconheceram de imediato.
Mais uma vez constatei; o tempo não para.
Papo vai papo vem, entre notícias alegres e tristes, qual não foi a surpresa maior? Avistei a meia distância a ex-namorada subindo a ladeira acompanhada do marido e dos netos.
Nossa! Assustei-me com a cena.
Foi aí que a ficha caiu e pensei com meus botões; é melhor deixar o passado nas lembranças. Lá é bem mais bonito e interessante.
Voltei pra casa já na realidade dos sessenta anos, onde nada mais me incomoda nem surpreende.



17/04/08
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Comprando Ilusão



Ano passado participei de uma promoção feita pelo meu banco em que, se eu atingisse o valor “x” nas compras feitas com meu cartão de crédito, receberia como prêmio um DVD Player.
Depois de um esforço redobrado para alcançar o valor imposto, comuniquei à administração do banco e fiquei no aguardo da entrega do aparelho.
Passados três meses recebi o prêmio, e qual não foi a minha surpresa?
Não recebi o anunciado, mas sim uma máquina de fazer pão e bolo. Diga-se de passagem, um prêmio bem mais caro do que o prometido.
Fiquei feliz no momento da entrega, mas essa felicidade foi diminuindo à medida que ia lendo as instruções para fazer o tal do pão fresquinho.
Como sabemos, ao ser anunciada no programa Shoptime por vendedores que nos mostram as praticidades dos produtos, a máquina em minutos produz o pão liberando fumaça, o qual já recebe manteiga para o consumo. Dá até água na boca. Entretanto, na verdade descobri que são necessárias três horas para o pão ficar pronto.
Com isso, entre ver um filme e fazer pão, fico com a primeira. Mas fazer o que se a todo instante somos de alguma forma iludidos?
Cabe aqui um elogio àqueles vendedores: perfeitos e impecáveis, aguçam nossos desejos de consumo, levando-nos a adquirir aquilo que eles querem nos empurrar. Mas que não deixa de ser uma propaganda enganosa, ah, isso é verdade.



16/04/11
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Conseguimos mudar o mundo



Faça-se a luz”, e assim foi criado um planeta.
Era maravilhoso e multicolorido. Havia ar puro e água límpida em todos os cantos. Florestas e matas abrigavam pássaros e animais de todo tipo. Da sua terra podiam ser retirados legumes, frutas e vegetais, e da água os peixes eram fonte de alimento constante. Enfim, um casa viva e aconchegante viajando pela imensidão do Universo.
Entretanto, seu criador achou que não apenas os animais irracionais deveriam desfrutar de uma obra tão perfeita. Era necessário que houvesse alguma espécie que desse mais valor ao planeta e pudesse usufruir melhor de tudo aquilo. Foi quando Ele resolveu criar também um animal mais perfeito, que pudesse com o tempo se desenvolver e melhorar ainda mais aquele lugar.
Apareceu o Homo Sapiens Sapiens.
Os membros dessa nova espécie têm um cérebro altamente desenvolvido com inúmeras capacidades. Possuem raciocínio abstrato, a linguagem, a introspecção e a facilidade para resolver problemas. Esta capacidade mental, associada a um corpo ereto, possibilitou o uso dos braços para manipular objetos, fator que permitiu a essa espécie, chamada de humanos, a criação e a utilização de ferramentas para alterar o ambiente a sua volta.
"Pronto, agora está perfeito o contexto da obra", pensou o criador. "Já posso descansar e acompanhar a evolução deles."
Ledo engano.
Esses novos seres espalharam-se por todo planeta. No início se acomodavam nas árvores e abrigavam-se em cavernas. Descobriram o fogo, construíram armas para se defender. Logo dominaram os outros animais. Exterminaram algumas das espécies.
Não se contentando mais em viver nas matas e nos buracos, inventaram as casas e fizeram delas sua nova moradia. Faltou espaço. Desmataram para construir, abriram novos caminhos.
Inventaram a roda para melhor se locomoverem. Com esta invenção os espaços encurtaram e o desejo de novas conquistas passou a ser irrefutável.
Descobriram o ouro, as pedras coloridas e os tornaram valiosos.
A ganância aflorou e logo iniciaram as guerras.
Encontraram e transformaram o combustível fóssil em fonte de energia.
Com as matas e florestas devastadas seus animais desapareceram e a poluição espalhou-se. Rios e mares contaminados morrem a cada dia, suas riquezas são extintas. O ar cada vez mais poluído pelo monóxido de carbono. Insuportável.
Egoísmo, vícios e a crueldade alimentam o caos.
Dividiram o átomo.
Pensaram que dominavam a energia nuclear. Foi a destruição total. E aquilo que se fizera luz voltou à escuridão.
Arrependido, o criador viu que o homem não era digno da sua obra e se retirou definitivamente do planeta, deixando todos entregues à própria sorte.
Desesperados replantam árvores, tentam reduzir a emissão de carbono, criam mecanismos para purificar novamente as águas, enfim discutem como desfazer todo o mal feito ao planeta.
Seremos capaz de reverter todo esse quadro ou sucumbiremos de vez?



22/05/11
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Triste comparação



Ainda precisamos aprender muito com as nações desenvolvidas, onde a lei é realmente para todos, independente de raça, credo ou posição social.
Vejamos dois casos interessantes.
Brasil:
O Sr. Francenildo Costa nascido no Estado do Piauí, era um caseiro em Brasília. Em 2006, depois de confirmar na CPI dos Bingos, que Antonio Palocci frequentava regularmente a mansão que fingia nem conhecer, teve o sigilo bancário estuprado e revirado a mando do então ministro da Fazenda. Consumado o crime, a direção da Caixa Econômica Federal absolveu o culpado (ministro Palocci) e acusou a vítima (caseiro Francelino) de ter se beneficiado de um depósito no valor de R$ 30.000,00. O caseiro informou que o dinheiro tinha sido depositado por seu pai, mas não obteve credito e por conta disso foi interrogado pela Polícia Federal até chegarem a conclusão, horas mais tarde, de que tudo era verdade.
Na época Francenildo não sabia quem era o homem que vira várias vezes chegando de carro à “República de Ribeirão Preto”. Informado de que se tratava do ministro da Fazenda não se abalou, esperou sem medo a hora de confirmar na Justiça o que dissera no Congresso. Porém nunca foi chamado para detalhar o que testemunhou.
Na sessão do Supremo Tribunal Federal que julgou o caso, ele se ofereceu para falar, mas os juízes se dispensaram de ouvi-lo. Decidiram que Palocci não mentiu e engavetaram a história.
Hoje o Sr. Francenildo completou cinco anos sem emprego fixo.
Palocci desde aquela época livre de complicações judiciais, elegeu-se deputado, caiu nas graças de Dilma Rousseff e há quatro meses chefia a Casa Civil, de onde faz e desfaz como primeiro-ministro.
O Sr. Antonio Palocci hoje pela terceira vez em oito anos, está de volta ao noticiário político-policial e nada acontece.
Estados Unidos da América:
Nafissatou Diallo nascida na Guiné, mudou-se para Nova York em 1998 e trabalha como camareira do Sofitel há três anos. No Sábado, 14 de maio de 2011, enquanto arrumava o apartamento em que se hospedava Dominique Strauss-Kahn, foi estuprada pelo diretor do FMI e candidato à presidência da França. Consumado o crime em Nova York, a direção do hotel chamou a polícia, que ouviu o relato de Nafissatou. Confiantes na palavra da camareira, os agentes da lei descobriram o paradeiro do hóspede suspeito e conseguiram prendê-lo dois minutos antes da decolagem do avião que o levaria para Paris e logicamente para a impunidade perpétua.
Depois da prisão de Strauss, a camareira foi levada à polícia para fazer o reconhecimento do agressor. Nesse momento descobriu que o estuprador era uma celebridade internacional. Nafissatou, muçulmana de 32 anos, disse que acreditava na Justiça americana.
Embora jurando que tudo não passara de sexo consensual, o acusado foi recolhido a uma cela.
Cinco dias mais tarde Strauss renunciou à direção do FMI, sepultou o projeto presidencial e é forte candidato a uma longa temporada atrás das grades.
Strauss pagou a fiança de 1 milhão de dólares para responder ao processo em prisão domiciliar. Até o julgamento, terá de usar uma tornozeleira eletrônica. Com isso descobre que, nos Estados Unidos, todos são iguais perante a lei.
Nafissatou enquanto se recupera do trauma, a camareira foi confortada por um comunicado da direção do hotel: - “Estamos completamente satisfeitos com seu trabalho e seu comportamento”
Já o Francenildo não foi tentar a vida em Nova York e preferiu continuar vivendo num país que absolve o criminoso reincidente e pune quem é honesto, com o desemprego.




28/05/11
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Descaso com uma profissão


Certas atitudes nos levam a crer que realmente a mídia televisiva está cada vez mais mancomunada com o poder público no intuito de ridicularizar, achincalhar e denegrir a imagem dos nossos professores, bem como desestimular novos adeptos à profissão.
(“Cerca de 25% dos professores que trabalham nas escolas de educação básica do país não têm diploma de ensino superior. Eles cursaram apenas até o ensino médio ou o antigo curso normal. Os dados são do Censo Escolar de 2011, divulgado este mês pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais). Folha de São Paulo, 28/04/2012”)


Tenho reparado que, ao longo dos últimos anos, nossos “ilustres autores” (globais) de novelas não fazem outra coisa que não seja atacar nossos nobres profissionais, mostrando sutilmente, para um Brasil semianalfabeto, que os mesmos não passam de idiotas, alienados, viciados.


Senão vejamos. Atualmente a novela Amor Eterno Amor, que está em andamento, mostra duas professoras. Uma é aposentada do ensino médio, barraqueira sem caráter; e a outra é uma alienada insegura que, ao tentar se colocar numa empresa, é desqualificada por ser uma professora formada sem exercer o magistério, o que supostamente não lhe confere capacidade para ser secretária (incrível).


Como disse anteriormente, a coisa vem de longe. Na novela “Insensato Coração”, novamente nosso “ilustre autor” inseriu a personificação de uma professora alcoólatra e ladra, que durante um longo tempo nos apresentou a ideia, na “grande telinha” da Globo, de que esses profissionais não têm moral, contribuindo mais um pouco com o interesse inicial a que me referi.


Entretanto, ainda acredito que nem tudo está perdido e que nossos nobres e abnegados professores continuam fazendo a diferença. Basta lermos a matéria abaixo.
(“Na Toca da Raposa, centro cultural em Juquitiba (a 72 km da capital) que realiza encontro entre indígenas e estudantes da cidade, Afukaká agradeceu aos professores pela chance de apresentar "a verdade dos índios". Folha de São Paulo, 28/04/2012”)


Eu não poderia terminar essa crônica sem antes lembrar os nossos governantes da importância de incentivar nossos jovens a abraçarem essa digna profissão, melhorando suas condições de trabalho, bem como seus ganhos.
Para os que o desconhecem, deixo a nobre declaração de um grande estadista brasileiro:


"Se não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro." D. Pedro II



29/04/2012
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Paz! A difícil conquista



Ao longo dos tempos nos deparamos com a incompreensão humana. Mais precisamente daqueles que estão no poder e espalham a guerra, sempre com uma desculpa esfarrapada qualquer. Ora pela defesa da paz, ora pela defesa da democracia, ora pela defesa de uma ideologia religiosa, ora para defender ou conquistar territórios, ora para garantir interesses energéticos. Enfim, não importa a causa, a verdade é que por qualquer interesse lucrativo, a vida humana passa a não valer sequer um mísero centavo, e a guerra ou o terror são implantados, desrespeitando valores e desconhecendo a ética. Não importam as consequências que resultarão de tais atos, uma vez que para eles, os que se acham os donos da verdade, mortes são apenas detalhes de um jogo sórdido, no qual ao final tudo será esquecido. Porém, suas vaidades estarão realizadas e a arrogância terá prevalecido.
Bem verdade que, também ao longo desses mesmos tempos, tomamos conhecimento de homens que deram e dão suas vidas pela paz. Entregaram-se e entregam-se dia e noite à luta pacífica pelo bem maior, que é a vida. Despojados do medo, aprenderam a conviver com ele, não se importando com o que poderia ou poderá lhes acontecer. Graças a esses homens é que ainda desfrutamos de uma pálida paz.
É preciso deixar registrado nosso respeito a Jesus de Nazaré, Mahatma Gandhi, Francisco de Assis, Martin Luther King Jr., Chico Mendes, Sathya Sai Baba, Madre Teresa de Calcutá, John Lennon, Stephen Biko, Chico Xavier, Mikhaïl Gorbachev, Albert Schweitzer, Desmond Tutu e Dalai Lama.
Esses grandes pacifistas, vítimas de perseguições, torturas, e até mortes, deixam-nos exemplos que contribuem para uma vida melhor e a certeza de que não podemos desistir de alcançar a tão sonhada paz.



06/06/2012
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Estado de espírito



Manhã cinzenta. Mesmo assim os pássaros cantam aqui à volta de casa. Para eles é um dia como outro qualquer. Parece! Será que só eu comparo o tempo?
Se está claro e iluminado, fico feliz — ando, passeio e curto o dia. Mas se está nublado, logo tendo para a melancolia e me enclausuro. Por que será? Serão todos assim?
Hoje resolvi testar e mudar esse estigma temporal. Calcei meu tênis e saí a caminhar. Faria um novo trajeto, e assim poderia sentir ou ver melhor a diferença.
Já havia caminhado um bom trecho quando passei a reparar que realmente estava tudo diferente — e pasmem, para melhor. É verdade, para melhor.
A começar, eu estava leve e solto. Não sentia tanto calor e notei o mesmo nas pessoas que por mim passavam. Pelos botecos a sueca ainda era jogada, acompanhada da velha cerveja — gelada, como sempre — e do churrasquinho, o qual fazia a alegria e o cheiro se espalharem pelo ar.
Os pássaros continuavam a cantar. As plantas e flores estavam mais viçosas devido à temperatura amena.
Não percebi nenhuma reclamação sobre o tempo, do tipo “que calor brabo” ou “hoje está insuportável”. Posso até afirmar que as pessoas, como os pássaros, estavam mais alegres.
Depois de um tempo calculado — não ando com relógio — voltei para casa. Descobri duas coisas: a primeira, que havia andado mais do que o de costume, sentindo-me em melhor condição física; a segunda, que o tempo é nada mais, nada menos que um estado de espírito. Alegria, alegria... Segredo do bom viver.



08/07/2011
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Armazéns


É verdade que o progresso se faz necessário, mas o que atrapalha é que a medida que ele vem chegando tudo que já está vai sendo destruído e o que não é destruído, cai no esquecimento.
Agora mesmo eu aqui pensando com os meus botões me bateu forte a saudade.
Lembrei de quando tinha meus dez ou doze anos e minha mãe me mandava ir ao armazém do seu Antônio. Era uma alegria só, me sentia importante por ajudá-la. As vezes nem tanto, principalmente se estava brincando com os colegas na rua.
Detalhe: - naquele tempo nos divertíamos era na rua mesmo. Jogando bola, rodando pião, soltando pipa, pulando carniças, brincado de pique bandeira, garrafão e etc. Tudo sem grandes perigos, bem diferente dos dias atuais.
Mas voltemos ao armazém do seu Antônio e que, diga-se de passagem, não era diferente dos demais armazéns que existiam pelos outros bairros. Esse tipo de comércio da época tinha como proprietário um nobre e atencioso português. As vezes nem tanto.
Num local relativamente amplo tudo estava a mão. As linguiças comuns e portuguesas ficavam dependuradas amarradas por um barbante bem acima do balcão. Em cima deste, ficava a lata de 20kg com o paio imerso na banha e a própria lata de banha, que era vendida a varejo. Também ali estavam todo tipo de salgado, como a carne seca, o lombo, a costela e etc. Azeitonas, tremoços e picles cada um em sua embalagem também ficavam amostra no balcão. Encostado na parede ficavam o feijão, o fubá, o arroz, a farinha de mandioca e o milho, todos acondicionados no famoso saco de linhagem colocados em cima de um estrado, ou então em recipientes na parte inferior de de um grande mostruário confeccionado em madeira, muito comum naquele tempo. Logo acima podíamos ver nas prateleira todos os tipos de enlatados e garrafas de bebidas.
Ali, além de se encontrar de tudo éramos bem atendidos e o próprio comerciante estava no caixa para receber o pagamento. Era uma época que existia a confiança e a honestidade, a ponto de se poder comprar fiado e pagar no fim do mês, coisa que nos dias atuais nem em pensamento.
Infelizmente hoje nas cidades grandes já não mais existem esse tipo de comércio e só nos resta a saudade de um bucólico tempo.
E por quê?
Culpa do progresso é claro.



28/08/2012
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Conflito de interesses... (Mensalão)


O vergonhoso episódio de desvio de dinheiro público (mensalão), ocorrido durante o governo do então presidente Lula, finalmente começa a ser julgado pela mais alta côrte de justiça do país.
Tenho assistido e acompanhado o tão esperado julgamento e vejo que o ilustríssimo ministro Dr. Joaquim Barbosa, relator do processo em trâmite no STF, para alegria e satisfação da maioria do povo brasileiro, vem conduzindo e defendendo seu voto de maneira íntegra, coerente e justa ao condenar os réus integrantes do processo.
Por outro lado também vejo alguns de seus pares, que têm comportamentos conflitantes com os interesses do Brasil na luta para limpar o rastro de sujeira deixada por Lula e seus asseclas, inocentando de maneira vergonhosa aqueles contra os quais as provas da culpa são mais do que evidentes, e demonstrando abertamente a falta de moral, honra e compromisso com a justiça. Dessa forma, isso me leva a crer estarem eles também envolvidos com o compromisso menor de defender interesses escusos dos réus.
O que mais me admira, depois disso tudo, é ver o Sr. Joaquim Barbosa sendo atacado por meia dúzia de gatos pingados com seus comentários na mídia impressa. Essa meia dúzia tem a coragem de dizer que o referido ministro se comporta com rancor e autoritarismo, é irascível, tem pavio curto, é pouco civilizado e não passa de um prepotente.
Entretanto, mesmo não sendo verdadeira tal colocação, eu diria que todo esse comportamento é o espelho de uma sociedade que não aguenta mais tanta roubalheira e falcatruas por parte desses políticos que esquecem seu compromisso maior de lutar pela melhoria das condições do povo brasileiro em prol de se locupletarem.
Só espero que, com o término do julgamento do mensalão e a prisão dos figurões, a próxima vítima não seja justamente o ínclito ministro, pois com certeza seus desafetos trabalharão para isso. Não só pelo seu desempenho na conduta do processo, mas por algo que talvez os incomoda mais e que me dou o direito de não mencionar, mas que salta aos olhos...



29/09/2012
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Realidade brasileira



Numa comunidade carente afastada do grande centro, a mulher saiu a rua e gritou para o vizinho que tinha telefone:
- Meu marido está tendo um AVC... Chama o SAMÚ.
O vizinho:
- Vou chamar é a funerária, assim não perdemos tempo.
- Tá maluco?
- Claro que não. A ambulância vai demorar três horas para chegar e se chegar. No pronto socorro você vai encontrar trezentos na frente dele para serem atendidos. Provavelmente o médico faltou
ao plantão e o equipamento não vai estar funcionando.
Desolação...”


Seria eu muito mais feliz se não precisasse escrever esse pequeno texto de alerta e que erradamente é por muitos utilizado como gozação.
Entretanto, acredito que ainda conseguiremos reverter essa situação para que nossos irmãos brasileiros não sofram tanto com a sem-vergonhice desses políticos.



12/10/2012
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Bons e velhos tempos



Ainda lembro com euforia e uma certa nostalgia, dos tempos vividos pela minha geração. Foi uma época muito rica. Pode acreditar! Talvez os que não a viveram certamente não entenderão nada do que exponho. Imaginem viver sem televisão, sem brinquedos eletrônicos, sem computador. Deve ter sido uma loucura, pensarão os mais jovens. Mas acreditem, foi maravilhoso viver daquela forma. Se não vejamos:
O dia era dividido em três partes distintas durante a semana. Na parte da manhã normalmente estávamos na escola. Após o almoço havia um pouco de estudo e mais à tarde começavam as atividades da garotada e da rapaziada. Tinha de tudo e para todos os gostos. Jogávamos bola de gude, rodava-se pião, soltávamos pipa. Muito comum eram o carrinho de roda de bilhas, os patinetes e também as bicicletas, sem contar a velha pelada jogada diariamente no paralelepípedo (isso mesmo, naquele tempo as ruas ainda não eram asfaltadas) e o saudável futebol do fim de semana. Encerrando a semana os bailes pelos clubes e os hi-fi improvisados nas residências. À noite, logo após o jantar, lá estavam todos (vizinhos) sentados na frente da casa descontraídos, uns jogando buraco ou a famosa sueca, e outros pondo o papo em dia, as amizades eram cultivadas e mantidas ao longo da vida. Já os mais jovens participavam de novas diversões ao longo da rua, sempre repleta. Praticava-se o pique bandeira, o pique esconde, o garrafão e o pula carniça, esses dois últimos praticado pelos jovens mais velhos. Assim a alegria e descontração iam até por volta das dez horas da noite.
Hoje, os cientistas da atualidade não cansam de frisar que os exercícios praticados na infância e juventude contribuem para uma velhice saudável e que são eles os responsáveis pela eliminação de algumas doenças como osteoporose, pressão alta e etc. Além de que, o exercício a convivência faz bem a mente.
Tenho profunda inquietação quando vejo nossos jovem entregues às armadilhas dos computadores, vídeo games e por que não falar da televisão. Terão eles um final feliz e com saúde? Ou sentirão o desprazer de constatar que deixaram de fazer algo no passado, que agora os tornam fracos e incompletos. Por isso não me canso de falar: foram bons os velhos tempos.



18/10/2012
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O fracasso do capiroto



Hospital Sírio Libanês:




Após a alta hospitalar do Senador José Sarney, em entrevista a imprensa, os médicos que atenderam o político afirmam que o mesmo está pronto para voltar as atividades (a velha e conhecida “luta com a” corrupção) sem que isso possa comprometer seu estado de saúde. Segundo esses mesmos médicos, a infecção que atingiu Sarney era bastante resistente, mas graças aos antibióticos e aos aparelhos de última geração existente no hospital ela foi totalmente eliminada. 



O Diabo:



A assessoria de imprensa do Sr. Caramunhão, rebate as acusações de incompetência na sua tentativa de levar o parlamentar para sua quente e Real companhia.
Segundo a nota publicada pelo Capiroto, tal tentativa foi inviabilizada devido a qualidade das instalações do Hospital Sírio Libanês e da avançada tecnologia lá existente.
O Diabo ainda culpou o povo brasileiro pela sobrevivência do senador, alegando que enquanto permitir que o Congresso Nacional continue a pagar as contas neste hospital ficará difícil levar qualquer um desses parlamentares corruptos.
Ao encerrar sua justificativa sobre o fracasso da tentativa, o mesmo foi enfático: - O povo deve a partir de agora exigir que todos os políticos devam ser atendidos pelo SUS.



12/09/2013
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Tempos nublados



O Brasil de hoje corre sérios riscos nas mãos desse criminosos que infelizmente vem sendo eleitos por uma minoria submissa as esmolas que lhes são oferecidas, por uma outra fração de brasileiros que podemos classificar de semianalfabetos, pelos notórios idiotas úteis e, por fim, pelos irresponsáveis que por se acharem os grandes entendidos em política deixam de votar pensando dessa forma estarem se eximindo das suas responsabilidades de cidadão.
Nosso País está mergulhado na mais densa lama de corrupção, onde políticos inescrupulosos se aproveitam do aparelhamento corporativista que o governo central instalou nas instituições, para se locupletarem, mais e mais, sem se importar com o caos instalado em todos os setores que deveriam dar respaldo a uma sociedade cada vez mais carente, seja na saúde, na segurança, na educação, no trabalho, na moradia, no lazer e etc.
Enfim, nós cidadãos de bem e pagadores de impostos a cada dia menos direito temos de exercer com dignidade nossa cidadania e ficamos de pés e mãos atadas com as inversões de valores vigentes e os desmandos das nossas autoridades.
Há que ser feito uma grande mudança rapidamente ou esse País será assolado por uma guerra entre seus irmãos.



21/01/2015
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Casa grande e Senzala 
(cuidado com as ideologias)



Tenho reparado que volta e meia alguém da raça negra faz questão de lembrar do tempo da senzala, local onde nunca estiveram, e cutucar a casa grande, outro local que também desconhecem.
Tudo orquestrado por uma política de ódio e discriminação disseminada pelos partidos de esquerda em evidência, pois enquanto fomentam essa discussão idiota deixam de legislar em prol do povo e compactuam com os maus políticos em suas falcatruas, enriquecendo junto com eles.
É lamentável tais colocações, tentando jogar negros contra brancos pobres contra ricos e todo tipo de preconceitos, que só servem para afastar cada vez mais os seres humanos cuja mentalidade parou no tempo, e alguns das classes menos esclarecidas.
Sim, digo menos esclarecidas, porque nas demais classes ninguém está preocupado e não tem tempo para perder com tais sentimentos, pois a luta pela sobrevivência de uns é grande, e a conquista da riqueza por outros também, sem contar que os mais abastados também lutam arduamente para manter suas riquezas e conquistar mais.
Creio que é hora de vocês esquecerem a “senzala” e a “casa grande” e cuidar para que suas vidas sejam melhor vividas, sem amargura, sem rancor, longe da indução maléfica, da comparação e da provocação, além de determinar um norte alcançável e melhor direcionar todo esforço no sentido de alcançá-lo.
Na certa, ao final de tudo realizado, suas experiências e dissabores lhe mostrarão que foram iguais, tanto para os daquela imaginária senzala quanto para os da tal casa grande



08/03/2017
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Brasil de quatro



Durante 21 anos sob o comando dos ditadores militares vivemos anos dourados, eles mantiveram nosso país a salvo dessa corja de comunistas canalhas, ladrões, corruptos, mentirosos e preconceituosos que hoje aí estão fazendo de tudo para acabar com a paz entre os brasileiros jogando uns contra os outros, além de toda e qualquer possibilidade de crescimento.
Tão logo entregaram o poder, aos ditos defensores da democracia, o país ficou de quatro.
Não há mais respeito entre os cidadãos. Os políticos perderam toda credibilidade devido seus envolvimentos até a raiz do cabelo com a corrupção.
Em fim vivemos o caos generalizado.
Não temos mais educação, saúde, emprego e muito menos segurança para andarmos livremente, pois a qualquer hora do dia ou da noite somos assaltados e mortos pela bandidagem, que favorecida pelo desarmamento e protegida pelos Direitos Humanos seguem com suas atrocidades sem limites e o pior de tudo, com o aval dessa esquerda safada, que cultiva com todas as forças a anarquia generalizada por todos os cantos.
Resta saber até quando os cidadãos de bem continuarão a se omitir e abster-se do direito de votar, pois essa é a única forma de mudarmos o rumo ao qual estamos sendo conduzidos e reavermos nossos valores novamente.
Precisamos fazer valer a inscrição de nossa Bandeira, (Ordem e Progresso) ou teremos o desprazer de vê-la trocada pelo martelo e a foice estampados em seu centro.



10/09/2017

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Parar? Jamais





Um poeta não devia escrever nos tempos de amargura, mas parece que justamente nessas horas é que a inspiração lhe faz companhia.
Alguns de maneira sutil varrem esse momento para debaixo do tapete e da inspiração que lhe é apresentada modificam-na transformando suas lágrimas de sofrimento em sorrisos de alegria. Deixando até mesmo de se importar com o próprio coração em detrimento de tantos corações que compartilharão com a tal inventada alegria.
Entretanto, hoje eu resolvi externar minha amargura.
Quem sabe assim consigo exorcizar minha alma.
Só em pensar já me sinto melhor, e nesse instante já posso garantir que grande parte dela foi exorcizada, faltando apenas algo que se esconde pela sua periferia, mas que, com certeza, vou chegar lá.
Jamais imaginei que uma doença pudesse devastar o que se tem de melhor, alegria e esperança, mas infelizmente fui apresentado em 07/2016 a essa coisa chamada Câncer e confesso que não gostei nem um pouco de me familiarizar com ele. Entretanto, não posso deixar que a minha inspiração seja abatida, por isso tentarei não esmorecer, pois o palco da vida ainda não desceu a cortina.
Com apoio e incentivo da minha mulher e dos filhos parti para a luta.
Em 10/2017 operei o safado do tumor maligno que se alojou na Próstata.
O Câncer já estava se alastrando (foram encontrados cinco Linfonodos na periferia) então em 01/2018 comecei o tratamento para conter a doença.
Uma injeção na barriga a cada dois meses e meio para manter o PSA baixo e quatro comprimidos diários de Acetato de Abiraterona para secar os Linfonodos e evitar a metástase que se iniciara. Tudo isso durante três anos.
Afastado o perigo da doença e com o astral nas alturas voltei a escrever para alimentar meu Espírito e alegrar aqueles que me lerem.





03/02/2018

Hoje a bendita doença está praticamente nula, mas continuarei o tratamento até Junho de 2020.

02/11/2019
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Um país em derrocada




Durante anos viajei por nosso país e aprendi muito no dia a dia.
Mantive contato com quase todas as classes sociais, e pude constatar que de uma maneira geral, poucas são as diferenças entre nosso povo.
A sua maneira todos querem o melhor para si e suas famílias, sejam abastados ou menos privilegiados, e não se enganem suas personalidades são extremamente forte.
Arrogantes, amáveis, educados, prepotentes, persuasivos, dissimulados, verdadeiros e interesseiros, tudo isso e mais alguma coisa, dependendo do momento e da situação em que se encontram, porém sofredores.
Entretanto, a maioria ainda não se deu conta ou não sabem o que é cidadania não lutando por seus direitos, e outros tantos fazem vista grossa ao que está acontecendo no Brasil, desde que não fira seus interesses pessoais e comerciais deixando assim, que a cada dia as necessidades básicas do coletivo sejam esquecidas e totalmente destruídas.
A todo instante somos vilipendiados por essa corja de políticos corruptos que se valem de outros tantos iguais a eles, que intitulados de guardiães da constituição os protegem adulterando leis e colocando-os em liberdade, mesmo depois de julgados e condenados, ficando nós os pobres mortais a mercê da própria sorte.





08/11/2019
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Acorda Brasil

Houve uma época, há mais ou menos 45 anos, que eu trabalhava como vendedor por esse Brasil afora com meu relógio Omega, Cordão com medalha de São Jorge, Anel com minhas iniciais numa pedra de Ônix preta tudo em ouro maciço e nunca fui assaltado.
Mas os tempos mudaram a partir de 1990 e em menos de 20 anos perdi a conta de quantas vezes fui assaltado.
É verdade, mas como temos o defeito de nos calar, nos acomodarmos e viver os velhos ditados;
Vão-se os anéis, mas ficam os dedos.” ou “Deus tem mais para dar, que o Diabo para levar.”
Nada fazemos para mudar. Assim sendo tudo vai piorando nas grandes cidades.
Precisamos acabar com essa impunidade que assola o país e para isso, só através da boa educação, cultura e planejamento familiar que será resolvido.
Caso contrário permaneceremos votando em tudo que não presta, e esses canalhas ao serem eleitos e empossados, no Congresso e no Executivo, indicarão para cargos estratégicos de sua confiança a escória que existe dentro de determinadas profissões, vide justiça, universidades, hospitais etc, etc, etc.
Enquanto nós continuarmos idiotizados, mais eles continuarão a se locupletarem e nada farão para contribuir com a melhoria de vida do nosso povo.
É preciso alertarmos os menos esclarecidos para o problema e ao mesmo tempo cobrarmos daqueles que votamos para agirem o mais rápido possível na direção do aperfeiçoamento da educação popular, pois só assim conseguiremos recuperar a cidadania plena.
O Brasil não pode continuar um país de analfabetos funcionais sendo manipulados por essa corja de malfeitores no poder.


08/12/2019


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Por quem os sinos dobram

Já vi quase de tudo nessa vida e creio que ainda tenho algumas coisas para ver, mas o que mais me encantaria era saber da mudança de pensamento e atos dos políticos, e não me refiro apenas dos nossos, mas do mundo em geral.

Senão vejamos:
A preocupação primeira é com o seu bem-estar e a defesa do seu espaço de poder, não se importando com o restante da sociedade, nem mesmo com aqueles que o elegeram. Destaco ainda que em alguns casos nem com seus familiares mais próximos, (temos alguns exemplos, mundo afora).

Em segundo tentam de todas as maneiras desacreditar ou denegrir aquele que se encontra no poder maior, às vezes até em busca de melhorias, não se importando com os estragos que por ventura venha a ocorrer seja no pessoal ou no coletivo, caso seu objetivo seja alcançado ou não.

A falta de caráter e consciência nesses homens é geral e pouquíssimos escapam dessa máxima.

Dito isto, quão bom não seria se toda essa energia fosse voltada para o social, e não me refiro aqui ao Socialismo barato que tanto pregam, pois esse é a forma de enganarem o povo e manterem seus privilégios às custa do Capitalismo que tanto malham, reprovam e dizem combater, mas aquele social voltado para o bem-estar de toda a coletividade, erradicando a pobreza com sua fome, o analfabetismo com sua ignorância, a falta de saneamento e saúde, a falta de moradia e seus desabrigados, bem como o desemprego, a falta de segurança e suas consequências.

Não desejo o “Shangri-Lá” da novela “Lost Horizon” do escritor britânico James Hilton, por ser utopia, mas nada impede que cheguemos perto da perfeição.

Com educação de qualidade tudo isso passa a ser plausível e possível, pois aqui estamos para lutarmos por um mundo melhor, menos desigual.


14/12/2019
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Tempos mudados

Olho para trás e lembro de uma época em que as pessoas eram bem mais felizes e participativas nos momentos festivos do Natal e Ano Novo. Os vizinhos entravam nas residências sem menor cerimonia para desejar boas festas, bebiam um copo de vinho, provavam algo como tira gosto e ao ir embora deixavam o convite; “aparece lá em casa, estou esperando”.
Hoje 25/12/2019 o encanto de outrora desapareceu não mais desfrutamos da boa amizade, ou melhor quase não conhecemos o vizinho da frente e o de trás então, nem vemos a cara. Aqui pela redondeza que vivo não escuto uma única música natalina e nem mesmo o barulhento funk, nenhuma voz mais alta mesmo que de alguém mas alegre pela bebida, nenhuma discussão familiar, em fim, o silêncio é total. A impressão que dá é que moramos num bairro fantasma ou de surdos e mudos.
É lamentável, mas só posso atribuir a isso tudo que estamos vivendo a ideologia implantada por meia dúzia homens sem caráter, que não encontrando nenhuma resistência por parte da maioria do povo brasileiro tomaram conta de todos os setores da sociedade.
Acredito na mudança, mas não será tão breve, pois só a educação de qualidade fará nossa gente valorizar o que existe de melhor para ser vivido e curtido… A Família, o Amor e a Vida.


25/12/2019
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Vida Sertaneja.

Agreste... Zona do Nordeste brasileiro, entre a mata e a caatinga, de solo pedregoso, com escassa e mirrada vegetação, situada entre a Zona da Mata e o Sertão. Caracterizada pela sua semiaridez e o abandono das autoridades, poucas cidades importantes se desenvolvem, predominando por lá o minifúndio.
Terra esquecida por quase todos, só lembrada pelos escritores em suas estórias, pelos políticos as vésperas de uma eleição e eventualmente pela mídia televisiva (matéria paga por algum partido) querendo fustigar o governo, mas assim que a reportagem é veiculada, volta tudo ao esquecimento, pois nada se modifica, continuando a paisagem como antes.
Entretanto, não posso esquecer o mais importante. Do povo sofrido, que não aguentando tantas dificuldades imigra para tentar a sorte numa outra região, mas jamais a tira da lembrança e nutre a esperança de um dia poder retornar a terra que tanto ama.
Nessa terra de ninguém, os mais valentes que lá vão sobrevivendo são rotulados por alguns políticos covardes, (comentam a meia boca), que a maioria deles são indolentes e não fazem nada para melhorar suas condições de vida.
Há também os mais desavergonhados que não escondendo sua arrogância peculiar falam com todas as letras; “aquele povo que lá vive só sabe por filho no mundo, não se importando com as consequências de tal ato e acham que o governo tem a obrigação de ajudá-los.”
O mais impressionante disso tudo é que sabemos de antemão que as melhorias não são de responsabilidade daquele povo e sim dos mesmos políticos e governantes que os criticam, mas esses, ignorando seus deveres e obrigações para com aquela gente vão se locupletando em detrimento da inocência deles.
É por isso tudo que hoje venho lembrar e homenagear esse nosso povo sofrido que tanto merece nosso apreço.
Torço para que um dia apareçam homens honestos de bom caráter, que lhes façam as melhorias necessárias na terra para que possam fincar suas raízes no local e lá trabalharem para seu engrandecimento, proporcionando a seus filhos novos meios de tirar dela seus sustentos e não mais precisar buscar uma vida melhor em outro lugar.
Esse é o Brasil que gostaria de ver antes de voltar para casa.

29/12/2019
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Não era um Leão

Vivi, muito bem, durante os anos dourados, aqueles que alguns subversivos e enganadores rotulam como os anos de chumbo.
Depois disso encarei 33 anos de governos corruptos comandados por oportunistas, ladrões e terroristas que só arruinaram o Brasil.
Nessa época lá no Congresso observei durante longos 28 anos uma Andorinha lutando contra tudo e contra todos sem nada conseguir, pois o sistema o colocava sempre à parte de tudo e nada aprovava vindo da iniciativa dele.
Vislumbrei nessa Andorinha o Leão que precisávamos para colocar nosso País de volta aos trilhos da moralidade derrubando todas as instituições prostituídas e entregues aos antigos canalhas amantes da corrupção.
Fiz campanha e lutei para que fosse vencedor.
Votando no Leão para Presidente, venci com ele.
O tempo passou e descobri que aquela Andorinha, que um dia pensei ser um Leão, não passa de um Cordeiro agarrado a uma Constituição deturpada por traidores da Pátria, que vende uma Democracia inexistente e que em nome dela está sendo devorado pelos mesmos devoradores asquerosos que continuam no poder.
Concluo que, sem um verdadeiro Leão com suas garras de ferro, não conseguiremos nos livrar desse mal que assola nossa Nação.

09/04/2020

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