A
Viagem
Logo
que cheguei a Belém dirigi-me ao hotel para acertar a minha
acomodação. Eu estava um pouco irritado devido às constantes
viagens, e para aquela mais ainda, pois minha secretária não havia
conseguido reservar o hotel com antecedência.
Ao
conseguir o apartamento, me alojei e nada mais podendo ser feito
devido à hora, fui dormir entediado. Acordei bem cedo. Não se
espantem, pois quando estou viajando não consigo ficar na cama
depois das seis horas – da manhã, é claro. Nessa ocasião eu era
gerente nacional de vendas de uma grande empresa e tinha um salário
de fazer inveja a maioria dos brasileiros. Entretanto a função
exigia, para meu desespero, que eu viajasse quase que sem parar. Nem
tanto pelos hotéis por onde eu passava que normalmente eram de
quatro a cinco estrelas, ou os lugares, pois na sua maioria eram
interessantes e alguns até muito bonitos, mas os deslocamentos
aéreos é que acabavam comigo. Eram como doses homeopáticas para a
morte. Enfim, um estresse só: desde o momento em que eu entrava no
avião, até sair dele. Outra coisa que me tirava do sério nessas
viagens era o fato de que, tendo estado nesses locais meses atrás,
nada ou quase nada havia sido feito da forma que eu determinara ao
representante local. Complementando tudo isso, existia a maldita
solidão que nos envolve após o término do trabalho.
Bem,
eu estava determinado a fazer meu desjejum calmamente, pois sendo tão
cedo o que me sobrava era tempo. E esse tempo, por mais que eu
tentasse, infelizmente era preenchido com pensamentos preocupantes do
tipo: metas preestipuladas a cumprir; a secretária que não fez a
correspondência corretamente; o supervisor de vendas com problemas
financeiros e por isso não viajou naquele mês; o vendedor com
problema de saúde na família; outro que tentou levar vantagem num
relatório de despesa e deve ser punido por tal comportamento; o
representante que, por ter várias empresas sob sua responsabilidade,
não dá a devida atenção às determinações que a minha exige;
objetivos pessoais a realizar que vão ficando para depois; o
aborrecimento com a mulher que reclama de tantas viagens constantes e
longas; e ao mesmo tempo a falta do convívio com a família e outras
coisas mais, que eu poderia ficar aqui por uma eternidade
enumerando-as.
Terminei
o fausto café da manhã e saí do restaurante. Passava pela portaria
do hotel e o atendente me chamou: era uma ligação. Atendi; mal
tinha dado bom dia e veio a aporrinhação. Meu diretor, que não
levantava a bunda da cadeira para nada, fora informado, por não sei
quem, que o mercado estava completamente desarrumado e faltava
mercadoria nas principais lojas da cidade. Não podia ter recebido um
“bom dia” melhor do que aquele. A vontade naquele momento era de
mandar tudo para o inferno com ele junto, mas tranquilizei-o dizendo
que eu pessoalmente tomaria as providências imediatamente e
desliguei o telefone.
Como
meu representante só viria me apanhar por volta das nove horas e
trinta minutos, resolvi dar uma volta pelo centro e verificar se as
informações dadas ao meu diretor tinham fundamento. Saí do hotel e
já me vi olhando atentamente a todos os varejos que poderiam
comercializar meu produto. Precisava conferir se o mesmo estava
presente ou se realmente faltava. Caminhei por quarenta minutos e o
que eu via não batia com as informações passadas ao meu diretor –
e isso me deixava mais fulo da vida. A vontade era de arrancá-lo de
onde estava e esfregar seu nariz naquele panorama oposto ao que me
informou, mas como ele estava há dois mil quilômetros dali, o jeito
era relaxar. Tudo me incomodava naquele momento. O bom humor, que já
não era muito, deu lugar à depressão. Parecia que eu iria sofrer
um infarto, tal a irritação. Na verdade a vontade era de jogar tudo
para o alto, voltar para casa e acabar com o sofrimento que sentia.
Continuei
caminhando, agora com a calçada um pouco mais concorrida, pois as
pessoas começavam a chegar em seus locais de trabalho; outras já
trabalhando como eu. Enfim, a cidade estava pulsando. De repente, sem
mais nem menos, as pessoas sumiram e na calçada abriu-se um clarão
à minha frente. Não tive como evitar aquele cenário. A visão foi
deprimente e estarrecedora. Deparei com aquele ser humano largado,
por alguém, ali no chão; não tinha os braços e nem as pernas,
seus membros foram amputados pela raiz. Seu olhar veio de encontro ao
meu. Era melancólico e de súplica, que expressava não só seu
pedido de ajuda, mas todo um sofrimento. Fiquei atônito. Nesses
trinta segundos que me separavam dele, o filme da minha vida se fez
presente em minha mente. Passei por ele não me dando conta de que
não tinha deixado nenhuma ajuda, o que me obrigou a voltar e pagá-lo
pelo seu ensinamento esclarecedor.
Essa
rápida, mas inesquecível experiência me trouxe a realidade:
reclamar das agruras da vida? Nunca mais.
16/10/1998
Concursos
de Contos da Editora Litteris – 2006
Conto
- A viagem. 4º lugar
Convidado
a participar do novo lançamento de suas coletâneas com o conto: - A
viagem.
***
O
Bonde
Tendo
passado mais de quarenta e cinco anos, ainda hoje me recordo, com uma
leve nostalgia, daquele meio de transporte que utilizei por algum
tempo: – o Bonde.
Este
meio de transporte ecologicamente certo que durante tantos anos nos
serviu e de repente foi substituído pelo ônibus, verdadeiro
trambolho para nossas vias urbanas além de grande responsável pela
poluição e pelos engarrafamentos, a meu ver, deveria estar
novamente circulando em nossas vias.
Quem
viveu naquele tempo vai se lembrar do quanto ele foi importante e
como marcou nossas vidas.
No
interior dos bondes vários cartazes coloridos, instalados acima de
suas janelas, nos mostravam algum produto e onde podíamos
adquiri-los. Era ali, o local ideal que os anunciantes encontraram
para fazer suas propagandas.
O
bonde elétrico, por ser aberto, tinha suas cortinas de lona baixadas
nos dias de chuva, todavia mesmo assim saíamos molhados, mas ninguém
reclamava seriamente. Com somente dois eixos centrais, fileiras de
bancos transversais extensos a ambas as extremidades do veículo,
estribos, balaústres e freios à manivela, lá iam eles nos
conduzindo, com absoluta segurança e relativo conforto, a todos os
cantos da cidade. Lá, estávamos felizes a cada viagem. Os
condutores responsáveis pela direção costumavam usar um pedal para
tocar um estridente sino como buzina a alertar nos cruzamentos, aos
veículos pedindo passagem uma vez que não saiam dos trilhos ou aos
passageiros anunciando a partida do ponto.
Vários
bairros eram atendidos entre seus percursos, que praticamente
recortavam toda a Cidade. Uruguai – Engenho Novo. Este era um dos
muitos trajetos feitos pelos bondes existentes naquela época. Nele
eu ia e voltava todos os dias para o colégio. De graça, é claro,
pois o calote fazia parte da vida estudantil, ato esse que deixava
inteiramente loucos de raiva os responsáveis por receber as
passagens. Desses bondes, quando parados nos pontos, os condutores e
cobradores muitas vezes saíam correndo atrás de quem não pagava o
que fazia da viagem bem mais excitante para nós adolescentes. O mais
impressionante era como o funcionário conseguia identificar quem
tinha, ou não pago, mesmo nos horários em que a quantidade de
passageiros era maior. Já existia o maldito “rush”.
Viajar
de bonde era fascinante, pois a impressão era igual à de um passeio
de trem. Posso garantir que era muito bom andar nos estribos do
bonde; o vento batendo no rosto aumentava a sensação de liberdade,
sem contar o prazer causado por saltar e pegar o bonde andando,
fazendo disso, algumas vezes uma forma de aparecer para as meninas do
colégio. Quanto maior a velocidade imprimida pelo bonde mais difícil
era de se saltar dele, porém mais impressão era causada na
assistência e tornava um desafio há cada vez maior fazê-lo.
Sim,
era muito perigoso, mas divertido. Subir e descer com o bonde andando
era sinônimo de esperteza e habilidade, mas quando alguém
escorregava e caía, era uma gozação só. Nos horários de rush,
era comum o estribo ficar apinhado com tanta gente.
Vivenciei
vários acontecimentos interessantes que marcaram época, alguns
tristes e outros violentos, mas indiscutivelmente foi nele que também
me distraí diversas vezes durante os carnavais. O lugar preferido
para viajar nessa época quando não se estava no estribo era a
"cozinha" (apelido dado à cabine de traz do bonde). Neste
local mais amplo se podia fazer bagunça, rir e brincar sem nenhum
risco.
A
cada dia que passa e vejo o caos existente no trânsito, acredito que
seria uma ótima ideia a volta deste transporte simples, mas
eficiente desde que modernizado é claro. Se em alguns lugares na
Europa eles ainda funcionam e muito bem, por que não, aqui também?
Teríamos
menos carros e ônibus nas ruas e com certeza estaríamos
contribuindo para uma melhora do meio ambiente.
15/02/03
Editora
AG - Classificação do XXVII Concurso Internacional Literário -
Março 2009
O
bonde - 11º lugar
Convidado
a participar do lançamento de sua coletânea com a crônica: - O
bonde
Via
Literária – Premio Literário Cidade de Porto Seguro edição
2009.
O
bonde – 6° lugar
Convidado
a participar do lançamento de sua coletânea com a crônica: - O
bonde.
***
Velhos
e bons tempos
Nos
anos 60, as noites de Sábado eram aguardadas com uma certa
impaciência por nós, jovens adolescentes. Afinal era o melhor
momento da semana. Descontração total, papo alegre, flertes e
namoros.
Drogas?
Ouvia-se falar de casos ocorridos pela zona sul do Rio. Ali na zona
norte, muito raro, um mané ou outro queimava uma maconha, mas não
era enturmado com a maioria.
Quando
não tinha festa no clube, nós fazíamos o nosso próprio baile e
cada um se encarregava de alguma coisa levar: - Uma bandeja de
salgados. Uma garrafa de rum, coca cola, limão e gelo, ingredientes
para fazer o cobiçado e famoso cuba libre. Na vitrola discos de
boleros, sambas, chá-chá-chá, fox, rock and roll, twist e jazz.
Pronto estava formado os saudosos hi fi. Lá no casarão!
Esses
bons momentos guardados no passado, permanecem vivos na lembrança, e
aquela época em que predominava o romantismo e que ainda não se
conhecia a violência urbana, hoje são só recordações.
16/03/03
***
Um
Estadista
Em
várias ocasiões da nossa História, tomamos conhecimento da vontade
de alguns espertos políticos quererem transformar aos olhos do povo
algum de seus pares, elegendo-o um Estadista. Entretanto, demonstram
primeiramente total desconhecimento do que realmente é ser “um”,
segundo, tentam iludir o povo para que através da vontade deste
pretenso eleito, aqueles formem opinião muita das vezes contrárias
a sua vontade, em terceiro, e mais grave, a meu ver, é o desrespeito
a quem de direito. E esse desrespeito tem seu endereço certo, pois
em não podendo reconhecer o verdadeiro Estadista sob pena de
ratificarem um fracasso, cometem a maior das injustiças e privam não
só ao povo, mas também a algum patriota que queira seguir seu
exemplo. Se não vejamos.
Dom
Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco
Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Bragança
e Habsburgo mais tarde chamado de “O Magnânimo”, nasceu, no Paço
de São Cristóvão na Cidade do Rio de Janeiro, em 2 de Dezembro de
1825. Foi o segundo e último Imperador do Brasil de fato, vindo a
falecer exilado em Paris, no dia 5 de Dezembro de 1891. Precisamente
dois anos e vinte dias após a Proclamação de Republica no Brasil,
ou melhor dizendo, após ter sofrido a maior traição de sua vida
cometida por seu amigo pessoal Marechal Deodoro da Fonseca.
Desde
muito cedo, dom Pedro II teve por parte de seu pai e de seus
educadores, grande influência sobre a visão em relação às etnias
e culturas existente em sua época. Na verdade um período bem
conturbado, onde era comum a existência da separação racial,
entretanto ele sempre demonstrou aversão a tais fatos e nunca se
deixou convencer desta diferenciação, tratando a todos com
igualdade e respeito. Tanto que um dos poucos e sinceros amigos que
possuiu se chamava Rafael, um negro, veterano da Guerra da Cisplatina
que trabalhou no paço como seu criado particular. A amizade de ambos
perdurou até o fim do regime monárquico e Rafael inclusive foi um
de seus acompanhantes em uma de suas viagens ao exterior.
O
sentimento que tinha sobre a escravidão era fruto da sua criação e
por essa razão percebera o grave erro que seria manter e apoiar o
regime escravocrata no Brasil. Por outro lado, tinha consciência de
que não poderia de forma alguma abolir a escravidão de uma hora
para outra e não o fez, pois corria o sério risco de iniciar uma
guerra no País contra aqueles que se utilizavam desse expediente
para manter suas riquezas. O que para muitos este pensamento não
passava de uma fraqueza. Dom Pedro II ciente disso, mas determinado a
levar avante seu projeto de extinguir com a escravidão resolveu
fazê-lo gradativamente, bem dizer em etapas, e por iniciativa
pessoal mandou libertar todos os escravos que recebera como parte de
sua herança quando foi declarado maior de idade. Há quem diga, ter
sido este o seu primeiro ato como Imperador, demonstrando claramente
sua posição contrária a escravatura e sua vontade em ver seus
semelhantes livres.
Apresentava-se
desta forma, aos brasileiros, um virtuoso Cristão, aquele que viria
a ser o mais sério de todos os governantes que nosso País já
conheceu.
Mas
este grande Estadista não ficaria só neste ato. Mais tarde por
volta da década de 40 por sua iniciativa pressionou nossos políticos
a extinguirem o tráfico de escravos, chegando a ameaçar abdicar a
ter que conviver com este tipo de comércio. Seu esforço não foi em
vão e em 4 de Setembro de 1850 era promulgada a lei que extinguia o
tráfico e o tornava ilegal.
Sua
vontade em extinguir gradativamente a escravidão não se apagara e
foi revelado publicamente na Fala do Trono de 1866, fato esse, que
resultou na resistência interna, sendo atacado não só por
políticos, mas também pela sociedade em geral que achavam que tal
medida seria um suicídio nacional. Isto e mais o conflito com o
Paraguai retardaram seu projeto, mas não esmoreceram sua luta.
Obtendo sucesso assim que terminado o conflito com a nova lei
promulgada em 18 de setembro de 1871, concedendo liberdade a todos os
filhos nascidos de escravas a partir daquela data.
Dom
Pedro II sabia que com a extinção do tráfico e o não nascimento
de escravos restava agora libertar os escravos com mais de 60 anos
para que a escravidão deixasse de existir também no Brasil. Seria
só uma questão de tempo. Assim foi com o apoio de Manuel Dantas e
em seguida, após a queda deste, Antônio Saraiva, que conseguiu
promulgar em 28 de setembro de 1885 a Lei dos Sexagenários.
Todas
essas medidas não abalaram a economia do País e permitiram aos
grandes fazendeiros buscar novas alternativas de mão de obra,
entretanto ainda existia uma parcela de escravos a ser libertado, o
que veio a acontecer três anos mais tarde, em 13 de maio de 1888.
Mesmo não tendo participação na promulgação da Lei Áurea, por
ter viajado a Europa, dom Pedro II ao tomar conhecimento do ocorrido
sentiu-se muito feliz por ter conseguido realizar o sonho cultivado
desde sua juventude e emocionado declarou, ainda no seu leito de
enfermo, sermos um “Grande Povo”.
Este
sim foi o melhor governante que nosso pais conheceu e podemos dizer,
sem medo de errar ou cometer alguma injustiça com algum outro, este
foi um ESTADISTA.
29/042003
***
Descobrindo
o prazer
Nada
como ser peça integrante de uma bela e bem planejada excursão.
Interessante como esse tipo de diversão envolve e conforta as
pessoas. Sejam elas de qualquer idade. Hoje mesmo pude constatar que
a excursão não só distrai como também serve para nos levar a
viajar no tempo. Agora mesmo estou no meio de uma, a caminho da
Fazenda Três Pinheiros que fica localizada em Engenheiro Passos e me
veio à mente minha primeira excursão: – foi há cinquenta anos e
estávamos indo para Petrópolis. A escola que eu estudava resolveu
fazer uma aula de História e escolheu o Museu Imperial para tal. –
Confesso que por alguns instantes me senti novamente dentro daquele
ônibus tal a alegria que me invadiu. Era como estivesse novamente
com meus nove anos e adquirindo pela primeira vez a liberdade de ir
mais longe, sem a companhia de meus pais.
Agora,
como naquele tempo, via passar pela janela os pastos de algumas
fazendas com seu ar bucólico e cada vez mais sentia o quanto
importante era realizar esses passeios. Aqui os companheiros de
viagem apesar de conversarem baixo e algumas vezes ouvir um riso um
pouco mais alto, podia-se sentir o burburinho no ar, não tão
ensurdecedor como o das crianças daquela época, mas sem dúvida
tinha o burburinho, mesmo que sendo de uma agitação mais contida ou
controlada.
Preso
a esse devaneio, quando me dei conta estava entrando nas dependências
da fazenda. Mal comparando foi à mesma sensação de estar entrando
no Museu, uma vez que era a primeira vez que eu também visitava
aquela fazenda.
Tudo
era novidade.
Cada
uma das dependências com suas peças rústicas me reportava ao
passado. Da mesma forma que naquela época, quando conheci cada
pedacinho do museu. Não tínhamos o professor a nos ensinar, mas
tínhamos um guia nos informando de todas as atividades e atrações
que poderíamos encontrar no lugar.
Havíamos
chegado às 10hs10min e segundo o Gualberto, nosso guia, o
restaurante do hotel fazenda seria aberto ao meio dia para o almoço
ser servido. Teríamos tempo suficiente para dar uma caminhada pelos
arredores e nos familiarizar com o local.
Gualberto
levou-nos primeiramente para ver uma cobertura do tipo galpão,
totalmente aberto, onde eram guardados carros e charretes antigas,
que outrora foram utilizados pelo pessoal da fazenda. Foi nesse
momento que, vendo todos aqueles veículos, mais uma vez meu
pensamento viajou ao passado, precisamente na garagem onde estavam
guardadas as carruagens imperiais.
A
casa sede onde funciona hoje o hotel, sua construção data do final
do século 18 e pelo nosso guia fiquei sabendo que ali naquela
fazenda a Família Imperial se hospedava quando ia para a estação
de águas da cidade de Caxambu.
Quem
diria, mais uma vez depois de tantos anos estava eu vivenciando
momentos ligados aquela Família e tendo aulas sobre diversos temas,
tal era a variedade de coisas existentes naquela fazenda.
Posso
garantir sem medo de errar: os três dias que passamos ali foram
recheados de surpresas com lembranças maravilhosas e gratificantes.
Seria
ótimo se todos pudessem ter uma experiência periódica desse tipo,
pois com isso não só estariam distraindo-se como também
rejuvenescendo, além de estarem aumentando o círculo de amizades.
Vale à pena, sempre que possível, participar de uma excursão: é
saudável, estimulante e recompensadora.
22/04/09
***
Umbanda:
Conhecimento confuso
Zélio
Fernandino de Moraes então com dezessete anos de idade sofria de
paralisia e os médicos não conseguiam resolver seu mal. Para tentar
sanar o problema, o jovem foi levado à Federação Espírita do
Estado do Rio de Janeiro. Ali, sua mediunidade foi revelada,
entretanto o Caboclo das Sete Encruzilhadas, entidade que incorporou,
não teria sido aceita entre os espíritas por ser considerada
inferior. A rejeição o levou a fundar em 15 de novembro de 1908 um
novo culto, e esse novo movimento o Caboclo denominou de “Umbanda –
A manifestação do Espírito para a Caridade.”
Desde
então surgiram vários locais, intitulando-se de tenda, terreiro,
centro, cabana e casa de caridade, esses e tantos outros nomes que
por aí existem. Na pessoa de seus dirigentes, todos convencidos de
estar praticando a Umbanda verdadeira, vão a cada instante
acrescentando em seus cultos, rituais mirabolantes para impressionar
aos assistentes, que na verdade, nada tem a ver com prática espírita
inicial.
Noto
sim, que em todos esses locais, o que praticam é uma corruptela
daquilo que o Caboclo das Sete Encruzilhadas junto com seu médium
praticou, determinou e ensinou ao longo de tantos anos.
Na
verdade o que a maioria faz nada mais é do que uma mistura com as
religiões afras, onde adoram e cultuam orixás que são para eles
(os Africanos) elementos da natureza e esses nada tem a ver com a
querida Umbanda, que é voltada para a caridade e feita através de
seus Caboclos e Preto Velhos.
Não
tenho nada contra qualquer desses lugares, porém me sinto na
obrigação de alertar a todos os irmãos encarnados, sejam médiuns
ou simples assistentes, para os riscos que correm participando desses
cultos onde são feitas matanças de animais ou quando não, usam
sangue e comidas como oferendas para agradar aqueles espíritos.
Os
verdadeiros Caboclos e Pretos Velhos só precisam que seus médiuns
estejam com o coração irmanado com a caridade pura, que tenham
sempre a boa vontade como lema e que a simplicidade seja o cartão de
visita apresentado a todos aqueles que os procuram. Portanto,
recomendo muito cuidado, mas muito cuidado mesmo, para não se
envolverem inocentemente e acabarem se comprometendo com vibrações
que nada tem a ver com a Umbanda, pois a libertação é difícil e
traumática.
Cabe
aqui um alerta para todos os que se envolvem com o espiritismo e
querem realmente prestar a caridade; que deixem definitivamente os
nossos mentores espirituais comandarem essa prática. Garanto que os
Caboclos e Pretos Velhos, verdadeiras entidades de luz e nossos fiéis
amigos, jamais pedirão o sacrifício de algum animal para aumentar
sua força espiritual ou farão questão de qualquer tipo de comida e
bebida como oferenda para saciar sua fome ou sede. O material por
eles usado na ajuda aos nossos irmãos necessitados transcende a
esses tão comumente usados nos cultos afros.
26/04/08
***
Herança
Genética
Minha
avó, uma simpática velhinha portuguesa, há cinquenta anos já
dizia: o que começa errado mantém-se errado e termina errado. Hoje
vejo o quanto àquela velha senhora, na sua simplicidade, sabia das
coisas e que de forma alguma estava dizendo besteira. Basta que
voltemos então um pouco no tempo para comprovar através da
História.
Depois
de décadas de lutas entre Portugal e Castela (atual Espanha) pelo
domínio das terras que existissem além mar, o Papa Alexandre VI
(espanhol), através da “Bula Inter Coetera”, criou o meridiano
que passava a 100 léguas a oeste dos Açores e de Cabo Verde.
Determinava assim que toda terra existente a ocidente deste meridiano
pertenceria a Castela, e Portugal ficaria com as terras a oriente. No
ano de 1494, depois da descoberta da América em 1492, Portugal
sentiu-se prejudicado e voltou às negociações. Alegou que a “Bula
Inter Coetera” vinha a ferir seus direitos já adquiridos, uma vez
que negociou com o outro reino o Tratado de Alcáçovas (1479) e
obteve posteriormente do Papa Inocêncio VII a “Bula Eterni
Regis”, que dividia as terras descobertas e a descobrir por um
paralelo na altura das ilhas Canárias. Este dividia o mundo em dois
hemisférios: a norte para a Coroa de Castela e a sul para a Coroa de
Portugal. Após novos entendimentos, os dois reinos assinaram o
Tratado de Tordesilhas. Nele ficou estabelecido que o limite não
mais seria de 100 léguas, mas sim de 370 léguas a oeste das ilhas
dos Açores. Com isso, mais tarde Cabral (1500) desviou-se de sua
rota para o oriente e veio até ao continente americano tomar posse
das terras que já eram de Portugal — não fomos descobertos —.
A
necessidade de manter a posse das terras obrigou Portugal a
colonizar, e para isso este resolveu dividi-la em Capitanias
Hereditárias. Mas não houve nenhum interesse dos infantes, duques e
condes em receber as imensas e selvagens terras para colonizá-las
com seus próprios recursos. Devido a esse impedimento, para o novo
mundo foram enviados alguns membros da pequena nobreza (12), além
das prostitutas e centenas de degredados e ladrões condenados a
cumprir penas fora da metrópole. Juntando-se aos indígenas, aos
náufragos e aos piratas (franceses, ingleses e holandeses) aqui
existentes, e mais tarde aos escravos que começaram a aparecer,
formaram o que hoje somos: – Brasileiros.
Desde
então, o aperfeiçoamento dessa genética não parou mais. Os
degredados, as prostitutas e os ladrões passaram a elite dominante.
Com isso instituiu-se o jeito brasileiro. Desvios, roubos,
exploração, corrupção, tráfico e falcatruas são algumas das
heranças deixadas pelos colonizadores, e tão bem cuidadas e
mantidas na atualidade por alguns inescrupulosos políticos.
É
chegada à hora de fazermos desse País uma verdadeira Nação,
incentivando a educação, criando oportunidades de trabalho,
oferecendo moradia digna e atendimento hospitalar adequado, em fim
proporcionar meios para que todos possam usufruir toda sua riqueza.
Para tanto, basta que nós homens de bem (maioria absoluta),
combatamos essa escória, que não passa de meia dúzia de parasitas,
herdeiros diretos daquela genética. Expulsemo-los do seio da
sociedade e do poder. Não fazê-lo é o mesmo que avalizar ou
compartilhar de seus atos e ter a certeza que daqui a duzentos anos
terá alguém como eu fazendo a mesma observação.
26/04/09
***
Surpresa
no quotidiano
Andamos
pela vida sem nos darmos conta das tantas coisas que deixamos de
fazer e que verdadeiramente poderiam ser feitas, das mais simples às
mais complicadas e aqui, sem medo de errar, posso citar tantos
exemplos que com certeza não teria espaço suficiente para
registrá-los: – ajudar uma pessoa idosa a atravessar a rua,
acompanhar a vítima de um atropelamento ao hospital e outras coisas
mais. Talvez isso se deva à correria em que estamos metidos nessa
cidade grande. Quem sabe?
Mesmo
assim, hoje acredito que bastaria um pouco de iniciativa e boa
vontade de nossa parte para estarmos suprindo essa falha.
O
que presenciei dias atrás serve perfeitamente como parâmetro para
reavaliarmos nossa conduta.
Estávamos
eu e minha mulher, parados confortavelmente dentro do nosso carro
aguardando o sinal que fica no cruzamento da Avenida Nossa Senhora de
Copacabana com a rua Constante Ramos abrir, para que pudéssemos
seguir nosso trajeto.
Íamos
a uma pizzaria na Siqueira Campos.
Nesse
curto espaço de tempo pudemos compartilhar do mesmo ato apresentado
no palco da vida. O movimento de pessoas naquele horário era intenso
na calçada; tanto num sentido como no outro. Avistamos um mendigo
sentado ao chão bem próximo ao canto que o recuo da parede fazia.
Para complicar sua vida ainda mais, ele também era deficiente
visual. Qual não foi a nossa surpresa quando avistamos um outro
mendigo, no meio de tudo aquilo, andando no sentido contrário ao que
seguíamos – aliás, diga-se de passagem, bem mais esfarrapado do
que aquele que estava ali jogado ao solo. Este, diferente da maioria
dos transeuntes, reparou que o colega ali presente era possuidor de
uma necessidade bem maior que a sua; – era cego. Parou, retirou do
bolso uma nota de dez cruzados, e tocando-lhe no ombro como que a
avisá-lo, colocou aquela importância no chapéu jogado ao lado, que
nada continha.
Eu
e minha mulher nos olhamos imediatamente. Não falamos nada, mas
acabávamos de constatar ao vivo e a cores, quantas pessoas passavam
por ali e não davam a mínima importância àquele pobre coitado.
Sem contar os que se quer o viram ali jogado.
O
gesto despretensioso daquele homem cujo recurso é nenhum obriga-nos
a pensar o quanto que ainda somos egoístas e insensíveis com o que
acontece a nossa volta.
Cabe
agora uma pergunta inquietante:
Conseguiremos
reverter tal situação? Ou continuaremos a viver como se nada
daquilo existisse.
22/09/1988
***
Conspiração
do Universo
Para
muitos que ainda se dizem ateus; para aqueles que creem, somente pelo
simples fato de não serem discriminados; para aqueles que vão aos
templos e igrejas julgar o comportamento do sacerdote e tudo o mais à
volta, como se estivessem numa reunião social; ou até mesmo para
aqueles que frequentam as reuniões espirituais como forma de
demonstração de status. Enfim, para todo aquele ser humano que se
julga grande conhecedor ou não, das causas divinas, Deus interage
para mostrar que nada nessa vida é por acaso.
Como
prova incontestável dessa afirmação, transcrevo agora uma das suas
formas sutis de alertar-nos de que mesmo com pouco dinheiro pode-se
realizar muito nesta vida e que o amor não é uma simples palavra
para ser dita ao vento, mas sim, uma forma de viver e
consequentemente alcançar o crescimento espiritualmente.
Uma
mulher no espaço de um ano e meio, deu a luz há duas crianças com
paralisia cerebral. Essa mulher na sua santa ignorância ao se
desvencilhar das mesmas, acabou separando o que Deus queria junto,
mas...
Juliana,
pessoa de origem humilde, com sua bondade contagiante, está sempre
pronta a ajudar. Casada. Possui dois filhos naturais e dois adotados,
sendo que a última adoção é o pequeno Rômulo que sofre de
paralisia cerebral. Ela e seu marido Ernesto, não resistindo ao
apelo desta criança, que há dez meses estava largada no orfanato na
busca por novos pais, o levaram para casa. Tinha um ano e três
meses.
Agnes,
pessoa pura que vê a vida com otimismo enfrenta seus problemas com
muita disposição, mas sofre por não conseguir engravidar. Jorge,
seu marido, sempre procurava convencê-la a adotar uma criança, já
que o problema parecia não ter jeito.
Como
Juliana, Agnes também era de origem humilde, possuidora de uma
bondade impar, procurava sempre ajudar quem estivesse precisando.
Tinha plena consciência de sua deficiência, mas mesmo assim
rechaçava a ideia de adoção. Na sua cabeça tinha que dar a luz, e
não havia meio de superar esse impasse.
Até
o dia em que o destino ao colocá-la na casa da amiga Judite a fez
mudar de ideia. Lá ela conheceu o pequeno Remo, de três meses,
também portador de paralisia cerebral. Ficou sabendo por ela, a tia
do menino, que ele seria entregue a uma instituição para ser
adotado, pois a mãe não o queria e ela não tinha como cuidar da
criança. Agnes voltou a visitar a amiga mais algumas vezes e em
todas elas não deixou de nutrir a vontade de ficar com aquela
criança.
Quando
a criança foi entregue no orfanato, ela de acordo com seu marido
resolveu adotá-la. Por ser uma criança deficiente, sua amiga, a
oficial de justiça responsável pelo processo, sabendo de sua
relutância em adotar uma criança, por ocasião da assinatura dos
papeis tentou dissuadi-la, fazendo-lhe ver o quanto seria difícil
sua dedicação integral. Entretanto Agnes estava convicta de sua
decisão.
Praticamente
essas adoções se deram quase que simultâneas. Tanto Juliana como
Agnes sabiam quando as adotaram da discriminação e dificuldades que
aquelas crianças iriam enfrentar. Na verdade, não só as crianças,
mas elas também. Mesmo assim nunca esmoreceram, não seria por falta
de amor e carinho que as crianças sofreriam e elas lutavam como
verdadeiras leoas nos últimos anos para dar-lhes o melhor.
Devido
à deficiência das crianças, elas eram levadas, por suas mães,
quatro vezes por semana ao posto médico da região para fazer
fisioterapia. Esse processo era realizado, já há três anos e
justamente aqui, neste local, a providencia divina se fez presente
com sua sutileza. Por um impedimento da fisioterapeuta da parte da
manhã foi marcada para à tarde a seção de fisioterapia do pequeno
Remo.
Como
sempre na hora marcada, lá estava Juliana com o Rômulo esperando
ser chamada para ele fazer seus exercícios. Nesse meio tempo também
chegou Agnes com o Remo. As atendentes tinham marcado para o mesmo
horário os seus exercícios.
Sentadas
uma ao lado da outra com seus filhos ao colo, conversavam esperando
serem chamadas, até que, Juliana muito observadora, notando certa
semelhança entre as crianças perguntou a nova conhecida se aquela
criança era seu filho natural. Sabendo ser ele também adotado,
procurou saber o nome da mãe. Para sua surpresa a mãe biológica de
Remo era a mesma de Rômulo.
Aquelas
duas crianças que, por uma fraqueza, foram descartadas e separadas
pela própria mãe, agora criadas por pessoas diferentes, eram
novamente postas lado a lado. E um detalhe que não pode deixar de
ser mencionado. Por incrível que possa parecer, mesmo com as
acentuadas deficiências mentais, no convívio diário que passaram a
ter, eles davam a entender que sabiam ser irmãos.
Deus
com a sua sabedoria nos mostra: – Não existem barreiras que não
possam ser vencidas quando fazemos uso do amor.
11/03/99
***
Saudade
de uma época
Constato
tristemente o abandono que os nossos governantes nos impõem. Ao
longo dos anos não se preocuparam e nem se programaram para os dias
atuais, haja vista a não mais presença do Cosme e Damião pelas
ruas, como um dos muitos exemplos típicos desse abandono.
Para
quem não testemunhou essa prática, vou esclarecer: o Cosme e Damião
a que me refiro não são os santos católicos, mas sim os dois
policiais militares que rondavam nossas ruas, dando-nos segurança, e
que hoje não vemos mais, mas existem, só estão alocados dentro das
unidades sem nada fazer. Tenho consciência de que a cidade, como
qualquer outra, cresceu e inchou, mas nem por isso é justificável
tal situação. Até porque manter esses homens nos quartéis é um
custo alto e desnecessário se não são aproveitados no policiamento
ostensivo.
A
falta de segurança está nos levando às raias do desespero. Não se
pode mais sair com a garantia de que voltaremos para casa seguros, de
que não seremos atingidos por uma bala perdida, ou de que não
sofreremos qualquer tipo de violência.
Roubos
de carros, arrastões, assaltos à mão armada, sequestros relâmpagos
e não relâmpagos fazem parte do cotidiano da cidade, deixando-nos
cada vez mais prisioneiros da síndrome do medo.
A
disseminação das drogas deve ser combatida com rigor, pois não há
um só lugar em que ela não esteja presente, e a manutenção da sua
distribuição é por conseguinte a grande causadora de toda essa
violência. Acredito que a volta da ronda do Cosme e Damião em todos
os bairros seja o início desse combate.
Ah,
que saudades da minha adolescência! Acredito que essa sensação
seja de todos os que hoje estão com sessenta anos. Tudo era possível
de ser fazer. Como hoje ainda o é, é claro. Só que com uma
diferença: naquele tempo não corríamos os riscos da atualidade e
hoje temos que enfrentá-los se quisermos ter algum tipo de
distração.
Lamentável,
muito lamentável!
Naquela
época ainda era bem difícil o contato com as drogas e a estigma de
“aborrescente” não empurrava ninguém para elas, por isso a
grande maioria dos jovens eram bem mais felizes. Curtiam a vida de
cara limpa.
Lembro-me
perfeitamente de como era raro aparecer algum ladrão, desses que
arrombam casa ou cometem um assalto.
Arrastão?
Só existia nas pescarias.
Um
costume da época que hoje se tornou impraticável é o padeiro
deixar o leite e o pão na porta de algumas casas bem cedinho,
evitando com isso a ida à padaria ao acordarmos. Outra boa lembrança
é a de quando íamos a um baile e no final podíamos voltar de
madrugada caminhando pelas ruas da cidade sem nada temer. E digo
mais, dependendo do horário deste retorno, nós é que éramos os
grandes perigosos do momento, pois algumas vezes por pura molecagem
de adolescente roubávamos uma daquelas entregas de leite e pão.
Quando
penso nessa época, uma angústia aperta o peito e sinto pena dos
jovens atuais. Jamais saberão o que é verdadeiramente a liberdade.
Entretanto,
acredito que se houvesse um melhor planejamento, mais seriedade e
responsabilidade por parte das autoridades, com certeza não
estaríamos passando por tudo isso.
05/03/01
***
Um
Carioca em Teresina
Era
a primeira vez que eu ia ao Piauí naquele ano (1986). Cheguei de
Belém numa quarta feira a noite e hospedei-me no hotel Luxor, bem no
centro de Teresina, a capital do Estado. Iria trabalhar na cidade
durante dois dias e depois viajaria para Natal.
Não
posso precisar o mês que fiz essa viagem, foi há mais de vinte
anos, mas lembro como se fosse hoje. O hotel ficava em frente a uma
bela praça e várias coisas chamaram-me a atenção quando lá
estive.
O
povo que lá encontrei era bem acolhedor, mas me pareceu sofredor.
Também fiquei impressionado com o número de pessoas que haviam
sofrido um AVC. O calor era insuportável, e olha que estou
acostumado a ele. Outra coisa interessante que constatei foi quando
visitei um espaço público as margens do Rio Parnaíba, local este,
onde as pessoas lá, compravam e trocavam de tudo, desde que usado.
Um pouco mais adiante, ainda na margem do rio, haviam vários
estabelecimentos rústicos, feitos em madeiras e cobertos com palha,
onde se podia sentar, tomar uma cerveja e beliscar um tira gosto, mas
estavam vazios, talvez à noite fossem mais frequentados. Ali tomei
minha cerveja e apreciei a paisagem acolhedora do local. Outra coisa
que me surpreendeu foi a feira existente em uma das ruas laterais a
esta praça, próxima do hotel, onde era vendido, livremente, vários
tipos de aves (passarinhos), sem que seus vendedores fossem
incomodados pelas autoridades.
Impossibilitado
de fazer a viagem para Natal, por falta de vaga no voo, naquele final
de semana fiquei na cidade. Não tendo nada para fazer, resolvi
assistir a uma partida de futebol para passar o tempo. O jogo foi
entre o Piauí Esporte Clube e um time do interior que agora não me
recordo o nome, mas acredito que o clássico não era muito
importante pois o Estádio estava bem vazio. Acomodei-me no lado da
torcida visitante e contei, não mais que dez pessoas, isso mesmo dez
pessoas. Do outro lado, bem a minha frente, estava a torcida do Piauí
que também não passava de mil expectadores, talvez. Esse quadro
assustador me fez lembrar o quanto era pobre aquele Estado,
entretanto, momentos antes fui testemunha de um fato inusitado, para
não dizer dantesco, revoltante, triste.
Estava
na porta do hotel quando chegou de táxi um senhor elegantemente
vestido, usava terno e gravata em pleno domingo de manhã.
Imediatamente o porteiro, subserviente, saiu em sua direção pegando
suas malas e trazendo, para a recepção do hotel. Da porta pude
ouvir e ver a arrogância daquele senhor ao perguntar se já havia
chegado seu empenho. Estranhei na hora, pois sabia o que ele queria.
A
curiosidade me levou a perguntar ao porteiro de quem se tratava, e
pasmem, fiquei sabendo que aquele respeitável senhor era um Deputado
Estadual que morava na Parnaíba, cidade litorânea, e estava
chegando a capital, que fica no interior do estado, para trabalhar.
Sua estadia, num hotel de quatro estrelas, durante toda a semana
seria paga com dinheiro público, quando o certo seria ele alugar uma
casa na cidade, com seu próprio dinheiro, e ali viver enquanto
durasse o exercício do seu mandato.
Infelizmente
essa e outras aberrações fazem parte da nossa realidade, e cada vez
mais, o povo fica a mercê desses vampiros, que infestam o País.
Até
quando teremos que aturar isso?
26/07/00
***
Um
Carioca em São Paulo
Em
1988 eu era Gerente Nacional de Vendas de uma Multinacional. Esta
função me obrigava a estar toda segunda feira na fábrica para uma
reunião rotineira e depois, aí sim, viajar por todo o País. Foi
numa dessas viagens que passei por uma experiência jamais imaginada:
Naquele
domingo peguei a ponte aérea para São Paulo um pouco mais cedo do
que o de costume, quando lá cheguei instalei-me no hotel Hilton e
sai para jantar.
Não
é segredo para ninguém que aquela cidade não para nunca, por isso
após o jantar aproveitei para engraxar meus sapatos. Gostava de
fazê-lo numa loja de engraxates próxima ao hotel, cujas cadeiras
eram bem altas e eu, sentado ali em cima, podia observar
tranquilamente as pessoas, com bastante clareza, que passavam pela
calçada. Umas absortas em seus pensamentos, ou consultando as
revistas da banca de jornal que existia bem em frente, outras
conversando com seu acompanhante e algumas até falando sozinhas
mesmas.
A
vista pela porta, parecia ser uma grande tela cinematográfica e
neste dia tive a oportunidade de presenciar um punguista em ação.
Tudo foi muito rápido. Uma daquelas pessoas que passava distraída
nem se deu conta de quando o meliante enfiou a mão no bolso de sua
calça e saiu em disparada pela avenida. A desolação estava
estampada em seu rosto, nesse tempo ainda se andava com todo o
dinheiro no bolso e pela sua fisionomia devia ter perdido uma boa
quantia. Fiquei indignado, mas não pude fazer nada, pois o safado
desapareceu no meio das pessoas que por ali passavam.
Voltei
ao hotel. Tomei um banho para relaxar e dormir, mas aquela cena não
saía da minha mente. Na manhã seguinte fui para fábrica ainda com
a visão na cabeça e dizia para mim mesmo; comigo isso não
acontece. Durante o expediente da manhã não pude deixar de comentar
sobre o presenciado e aproveitar para mexer com os colegas,
registrando que as pessoas em São Paulo não estão atentas por onde
andam, por isso sofrem esse tipo de agressão. Não gostaram muito do
meu comentário, afinal, como todo carioca é gozador, eles sentiram
uma ponta de gozação da minha parte.
Mais
tarde saímos para almoçar fora. Ao descermos do táxi e caminhar
até o restaurante, para minha surpresa, nesse curto espaço, fui
também vítima de um punguista. Todos riram satisfeitos e eu, como
não podia deixar de ser, fiquei qual uma arara de tanta raiva.
Quem
diria, um carioca acostumado à malandragem do Rio de Janeiro, em São
Paulo iria ser vítima de um punguista em plena Avenida Paulista.
É
realmente uma verdade o que diz a música, “malandro é malandro e
mané é mané”. E eu, como muitos outros, tive também o meu dia
de mané, mas pior que ser roubado foi ter que aguentar a gozação
dos paulistas durante resto do dia.
Mas,
roubo a parte, fica a saudade de uma época onde só éramos
pungados, hoje sofremos com sequestros relâmpagos, que muitas das
vezes resultam em morte.
19/07/02
***
Luxo!
Necessário?
Serei
rápido. Dia desses estava eu assistindo a uma reportagem sobre a
nova cidade de Dubai localizada no Oriente Médio. Ocasião em que
fiquei sabendo que a Torre de Dubai será o arranha-céu mais alto do
mundo quando terminada, e embora ainda esteja em construção já tem
seu custo estimado em mais de US$ 10 bilhões. Para mim um verdadeiro
absurdo tal investimento, mas fazer o quê. Excentricidades de rico.
Tudo o que é feito por lá tem como regra ser o maior e mais caro do
mundo.
Os
suntuosos hotéis com seus pisos maravilhosos, deixa a nós “pobres
mortais” a sensação de não sabermos se andamos sobre eles ou
arrastamos a bunda pelo chão para não estragá-lo. As colunas de
sustentação, revestidas em mármores vitrificados, nos impede
passar a mão ou encostar para não as manchar. Quanto as acomodações
não sabemos se nos deitamos ou ficamos de pé admirando tal luxo e
conforto. Também constatei várias peças em ouro, como pias,
torneiras e aparadores.
Já
as comidas apresentadas, só pratos sofisticados, não sabemos nem
por onde começar, é preciso fazer um curso de etiqueta para não
nos perdermos nos pedidos, sem contar os talheres confeccionados em
prata e ouro que acompanham tais pratos que dá até medo de
segurá-los.
Um
requinte só.
Poderia
continuar enumerando diversos itens luxuosos existente no local, que
só o poder do dinheiro proporciona, mas vou parar por aqui e deixar
duas perguntas no ar para uma reflexão: - Será que eles tem
conhecimento da miséria existente na Africa?
E
a outra é: O que pensa Deus de tudo isso?
23/08/09
***
Vida
Pública
Caráter
é algo realmente muito interessante, pelo menos aqui no Brasil. Eu
até tenho a coragem de afirmar que ele é o principal responsável
pela total perda de memória das pessoas.
E
por que digo isso?
É
simples.
Agora
mesmo acabamos de tomar conhecimento de que a Câmara dos Vereadores,
na pessoa de seus representantes — os quais também são nossos, os
contribuintes —, aprovou o projeto do vereador Luiz Carlos Ramos de
taxação de luz pública escalonada de acordo com consumo da Light.
Com
essa medida, esses vereadores confirmam minhas palavras quando falo
da perda de memória, pois essas mesmas pessoas, um pouco antes de se
elegerem, nos pediam um voto de confiança para nos representar e
lutar pelos nossos interesses.
E
o que vemos?
Falta
de memória, ética, carácter e uma série de outras coisas que não
me atrevo a mencionar — não por medo, mas por vergonha. Vergonha
de ter sido eu mesmo um dos responsáveis por eles estarem lá.
Mas
agora vou tentar nas próximas eleições aplicar um antídoto não
só neles, mas em mim também, para não mais errar e acabar de vez
com essa podridão na política.
17/12/09
***
Valores
invertidos
Aqui,
no país das “maravilhas”, tudo é possível. Tanto é verdade,
que não ficamos aborrecidos quando o general De Gaulle disse “o
Brasil não é um país sério”, e passamos a usar tal frase como
crítica aos escândalos e à corrupção por aqui.
Porém,
acredito que está chegando a hora de mudarmos tal situação. Não
mais é possível assistirmos a tanta impunidade. Fico a me
perguntar: será que nossos governantes perderam a noção do certo e
errado? Ou estou ficando velho e não tenho ideia de mais nada?
Para
não me estender, citarei dois casos bem recentes. Nosso ilustre
visitante, o terrorista italiano Cesare Battisti, assassino ou não,
até hoje ainda não foi extraditado para seu país, e tudo indica
que morrerá por aqui mesmo graças à intervenção do nosso
respeitabilíssimo Ministro da Justiça. Recentemente fomos
apresentados às duas turistas inglesas que tentaram dar o golpe das
malas para receberem um seguro. Condenadas a prestar trabalhos
comunitários, acabaram de ser absolvidas no segundo julgamento, sob
alegação de que seus pertences (malas) foram apreendidos pela
polícia no albergue sem um mandado judicial — dessa vez graças ao
nosso judiciário.
Será
que conseguirei ver nosso país tornar-se uma verdadeira nação de
respeito ou morrerei antes?
19/12/09
***
Irresponsável
Vaidade
Como
podemos concordar e até quando iremos aceitar que o nosso
excelentíssimo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por pura
vaidade, distribua bilhões e bilhões de dólares pelo mundo afora
aos ditos países em desenvolvimento (emergentes), quando nós aqui
no Brasil necessitamos de tantas melhorias na saúde, na educação,
na moradia, na cultura, nas estradas e na segurança.
Onde
anda (voa) nosso congresso que não toma nenhuma providência para
impedir tais abusos?
Será
que estou enganado?
10/05/09
***
Fórmula
um
Quem
poderia imaginar que o Rubinho Barrichello (acabado para muitos)
estaria ocupando o segundo lugar nesta temporada (2009)?
Torço
para que ele consiga mostrar que ainda é um grande piloto e que sua
atuação na fórmula um sempre foi e é muito importante.
O
que diz e onde anda a famosa Ferrari (lá traz) que o desprezou e
rejeitou?
10/05/09
***
Valores
É
de impressionar o comportamento social de uma certa minoria que teima
em tentar impor ao restante da sociedade suas convicções errôneas
(levar vantagem a qualquer custo).
Para
esses pequenos seres, ou seres pequenos, desculpem-me, ainda não sei
bem como me referir a eles, o fato é, que ao fazer uma rápida
análise chego à conclusão de que eles perderam a noção do que é
nobreza de caráter ou nunca souberam o que é isso.
Agora
então, tendo a certeza da impunidade, não se dão mais ao trabalho
de sequer tentar encobrir suas ações ilícitas. Haja cuecas e
meias. A onde iremos parar?
11/05/09
***
É
Preciso Mudar
Parece
mentira, porém ainda hoje persistem tais acontecimentos como:
Mário
está aposentado recebendo dez salários, entretanto, nunca descontou
para o INSS. Como o Mário existem milhares nessa mesma condição e
nenhuma providência é tomada.
Amadeu
nunca entrou na Cia. Siderúrgica Nacional, mas foi aposentado como
se nela houvesse trabalhado 35 anos. O mesmo acontece em várias
outras instituições governamentais.
Dirceu's
e Arruda's instituem mensalões pelo Brasil afora e nenhum bem é
sequestrado para que o dinheiro roubado seja posto de volta nos
cofres públicos.
Enquanto
existir pessoas com a mentalidade de se dar bem a qualquer custo,
nosso povo padecerá com a falta de assistência médica, de escolas,
de habitação e de segurança e o país jamais chegará a ser uma
NAÇÃO.
23/05/09
***
Desrespeito
e Hipocrisia
Colocar
280 detentos numa cela onde só cabem 36 é realmente cruel.
Tal
fato contradiz até uma das leis da física. “Dois corpos não
podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo”.
Entretanto,
numa instituição penal de Vila Velha 7.777 corpos, ocupam o mesmo
espaço todo o tempo. Como pode eu não sei, Só sei que ocupam.
Pelo
menos é o que diz e nos mostra a reportagem publicada no Globo do
dia 22/05/2009.
Deixo
a pergunta no ar:
Por
quê o governo não abre concorrência para a iniciativa privada
construir e administrar novos presídios e acabar de vez com as
superlotações?
Alguém
sabe o porquê?
23/05/09
Estamos
em 2013 e até o presente momento ainda não vi nada a respeito. Será
que verei?
2018
Nada mudou.
***
Porquê
Veja
que coisa interessante. Inventaram a palavra temporada para definir
feriados prolongados e férias, com isso os hotéis seguem
religiosamente esses momentos.
Você
liga para qualquer hotel de uma estação de águas para saber quanto
é a diária.
Se
estiver dentro da temporada ela aumenta, às vezes, até trezentos
por cento, dependendo do hotel.
Não
deveria ser ao contrário? Mais caro quando há pouca frequência? E
qual a razão desse procedimento se as camas e os lençóis são os
mesmos? A limpeza é feita pelas mesmas pessoas e com o mesmo
desinfetante? O café da manhã, o almoço e a janta não mudam em
nada?
Apesar
de não concordar com nenhuma das opções de preço, fora ou dentro
da temporada, até hoje não consegui entender?
02/08/06
***
Bolsa
Família
Programa
de bem-estar social desenvolvido pelo governo federal brasileiro, que
consiste na ajuda financeira às "famílias pobres" e
"indigentes" do país, com a condição de que estas
mantenham seus filhos na escola e vacinados.
É
considerado um dos principais programas de combate à pobreza do
mundo, tendo sido nomeado como "um esquema antipobreza inventado
na América Latina (que) está ganhando adeptos mundo afora"
pela britânica, The Economist.
Sinal
que desconhece alguns detalhes que desabonam tal iniciativa. Na minha
opinião o programa é muito bom como base de campanha eleitoral.
Uma
pena!
E
por isso, cabem aqui perguntas:
1º
- Já viram filhos de indigentes matriculados em alguma escola?
— Particularmente
desconheço.
2º
- Serão mesmo os beneficiados, “famílias pobres”?
— Eu,
por exemplo, sem muito procurar presenciei dois momentos distintos na
porta da Caixa Econômica que põem em dúvida tal programa;
Ex:
- Um cidadão tão bem vestido quanto eu, perguntado por um amigo, o
que estava fazendo ali, respondeu ironicamente; - “estou vindo
pegar o dindim (bolsa família) que o titio manda todo mês para
fazer o churrasco do fim de semana. kkkkk...
Outro
EX: - A senhora perguntou a amiga: - Laura, vai pagar hoje a fatura
da Natura? Resposta: - Claro, vou receber agora o bolsa família e já
te pago...
3º
- Como estes que mencionei, (que saltam aos olhos que não precisam)
quantos mais existem pelo Brasil afora desfrutando desse benefício?
4º
- Até quando continuaremos a pagar essa (invenção do capeta)
conta?
Não
sou contra a ajuda, mais se faz necessário um controle mais
rigoroso, para que realmente só os necessitados o recebam, de
preferência aqueles que sofrem lá no interior do nordeste onde a
seca acaba com tudo, mas não deixar por conta de algumas igrejas ou
templos que beneficiam ou distribuem essas quantias entre seus
frequentadores.
29/05/09
***
Diversão:
Eis a questão
Logo
mais eu vou me preparar para sair. Não sei ainda aonde irei, mas vou
sair.
Cansei
de ser prisioneiro do medo.
Vou
preparado para não resistir a assalto, fugir do sequestro relâmpago
e me desviar de uma possível bala perdida.
Já
sei, vou ao teatro e depois sento num barzinho na zona sul que tenha
câmera e segurança armado ... Mas hoje é Sábado, deve estar tudo
cheio.
Vou
preparado para descartar as garotas de programa, os pedintes do
calçadão e tolerar os cantores de pagodes que se apresentam na
orla.
Não,
nada disso!
Acho
melhor sair mais cedo, vou até ao Barra Shopping assisto um filme e
depois tomo meu chope por lá mesmo, pois e bem mais seguro... Mas lá
também estará cheio.
Não
tem problema, vou preparado para esperar a vez, pedir ao garçom a
cerveja mais gelada e não comerei frituras. - Será que consigo?
Parece-me
muita preparação de um só mortal para um passeio quase que mortal.
Quer
saber?
Vou
ficar em casa. Já estou preparado para assistir a um filme repetido
da Net, e minha cerveja, pelo menos, está bem gelada. Com um detalhe
importante, sem riscos.
Nossa
acabou a luz!
Será
outro apagão?
Assim
não dá! Vou dormir.
29/05/09
***
Críticas
Nada
contra a elas, mas acho deveras interessante certos, "pretensos
poetas, escritores e aprendizes de crítico”, quando leem nossas
composições, sejam elas em que estilo for, e dizem que poderiam ser
melhoradas porque esse ou aquele antigo autor inventou aquela forma
de escrever diferente.
Então
deixo no ar perguntas para reflexões e esclarecimentos:
Porque
é que devemos acompanhar o pensamento daqueles?
Não
podemos também estar inventando uma nova forma de escrever e de
expressar?
Qual
é a certa, a deles ou a nossa?
E
quem pode garantir que a deles ou a nossa seja a correta?
Creio
que essas convenções (forma estrutural de escrever) deveriam ser
deixadas de lado e apreciarmos somente as mensagens, sejam elas dita
de que forma for.
Quanto
ao conteúdo bom ou ruim, isso sim, cada um que sinta o momento.
17/08/09
***
Eficiência
O
prefeito Eduardo Paes logo que chegou da Dinamarca (Kopenhagen), (com
as olimpíadas asseguradas para o rio) providenciou para que fosse
aberta licitação as empreiteiras que estivessem interessadas em
construir um monumento a olimpíada para ser inaugurado no próximo
ano (2011).
rápido
não?
Mas...
por qual razão não começar por outras necessidades mais urgentes?
Tipo:
Transportes
decente para a população.
saneamento
básico e limpeza das galerias pluviais.
melhoria
das escolas, com professores melhor remunerados.
A
construção de moradias dignas!
Neste
item, talvez muitas dessas pessoas que tiveram suas casas (nas
encostas) levadas pelas enxurradas não estariam agora sendo
notícias.
Ps.
nada contra as olimpíadas.
09/10/09
***
Vergonha
Admirável
é a capacidade intelectual do ser humano, capaz de deixar qualquer
alienígena impressionado, já que somos animais. Entretanto, nós
ainda não aprendemos como lidar com essa coisinha chamada lixo.
A
irresponsabilidade é tanta que até nos oceanos são largados
toneladas de materiais impróprios, a ponto de confundir e atrasando
as equipes de resgate, que trabalham na área do acidente com o
Airbus A330, que fazia a rota Rio de Janeiro-Paris, na identificação
dos destroços.
Até
quando nós teimaremos em destruir cada vez mais nosso planeta?
06/06/09
***
Destino
ou sobrenatural
A
italiana Johanna e o marido Kurt, que estavam de férias no Brasil,
perderam o voo AF 447 - que caiu no Oceano Atlântico.
Sem
alternativa, embarcaram no dia seguinte rumo a Europa. Já na
Alemanha, em Munique alugaram um carro que os levariam até a cidade
onde moram.
Numa
estrada austríaca, o motorista perdeu a direção e bateu o carro
contra um caminhão. Johanna morreu na hora e seu marido encontra-se
gravemente ferido.
Chego
à conclusão que a morte não perdoa: Mata!
Ou
existe outra explicação?
12/06/09
***
Lágrimas
Cai
uma lágrima, toda vez que a insensatez humana prevalece, e
infelizmente constatamos, que de lágrima em lágrima está se
formando uma cachoeira.
Com
isso...
Vamos
deixando os desassistidos, ainda mais em falta...
Nossas
florestas vão sendo dizimadas, para dar lugar a pastos...
Nosso,
que há de melhor, vai indo embora...
Nossas
estradas vão ficando esburacadas e abandonadas...
Nossas
escolas estão ficando sem professores...
Os
hospitais estão cada vez mais doentes e nossos doentes morrendo...
Não
temos mais segurança nem mesmo dentro do nosso lar...
Sou
obrigado a parar por aqui, pois já estou chorando ao constatar que a
nossa casa, não está caindo...
Ela
já caiu.
24/06/09
***
Michael
Jackson
Muitos
estão se perguntando o que levou o astro pop a ingerir tanta
medicação a ponto de matá-lo. Eu, particularmente também me
perguntei, e em meus pensamentos começou a tomar forma, tal motivo.
Se
não vejamos:
– A
inspiração em personagens tão dantescos levou-me a uma reflexão
mais apurada sobre aquela apresentação, tanto que, revendo o
videoclipe de Thriller, percebi, que aqueles dançarinos à volta de
Michael Jackson, estão representando todas as pessoas que em vida o
agrediram e atormentaram, com cobranças, extorsões, exigências,
falsidades e etc, etc, etc.
Pai,
mãe, irmãos, editor musical, diretor de gravadoras, médicos,
farmacêuticos, gerentes de todos os tipos de lojas e cabeleireiros,
enfim, como podem ver, a lista é grande... Daí, o avolumado elenco
de bailarinos a nos mostrar o quão amargurado ele vivia.
Podemos
dessa forma chegar à conclusão, que tudo isso sem sombra de
dúvidas, foi o que contribuiu para o seu desenlace.
04/07/09
***
Uma
fraqueza
Ao
conceder uma entrevista, Diógenes, um famoso sociólogo, mostrou em
poucas palavras as consequências de um preconceito.
Lembro-me
como se fosse hoje, dizia ele.
“Anita
uma cafuza, produto da mistura de uma negra com um índio, começou a
trabalhar na padaria lá do nosso bairro. Não havia quem não
reparasse naquela bela mestiça. Naquela época em conversa com meu
amigo Wallace fiquei sabendo da sua atração pela moça, a ponto de
querer casar-se com ela, mas o preconceito de sua família, por ser
ela mestiça e sem cultura, aliado a sua fraqueza levou-o a desistir
da intenção. O tempo passou e cada um seguiu seu caminho. Agora
olha como são as coisas; Anita conheceu um rapaz branco, estudante
da academia militar, que a ajudou com a educação. Ela formou-se em
direito vindo a casar mais tarde com ele, hoje um oficial do exército
e vivem felizes com os filhos. Enquanto o meu amigo Wallace já
estava no segundo casamento, infeliz e preste a se separar mais uma
vez”.
É
uma pena que assim como o Wallace ainda existam centenas com a mesma
fraqueza.
21/09/09
***
Triste
constatação
É
lamentável, mas cada vez mais me convenço de que não há lugar
mais seguro para guardarmos nosso dinheiro do que nas cuecas e nas
meias.
Pelo
menos é o que tem nos mostrados nossos honestos políticos com medo
de terem seus roubos, roubados.
Quando
é que essa bandalheira vai acabar?
03/12/09
***
Hoje
os roubos são guardados ou levados em grandes malas.
***
Drogas
X Moral
A
que ponto chegamos! Hoje deparei com essa triste notícia:
“Pai
dá dinheiro a traficantes para não venderem crack a seu filho no
Rio Grande do Sul.”
Entendo
a atitude drástica desse pai, pois no desespero somos capazes de nos
agarrar com um jacaré para não morrer afogado.
Entretanto,
cabe aqui perguntas:
É
esse o caminho a seguir?
Até
quando nossas autoridades farão vista grossa e permitirão que esses
traficantes continuem impunes?
Por
que não se endurecem as penalidades para que esses líderes do mal
sejam retirados definitivamente de circulação?
Creio
que a permissividade não é da sociedade, mas sim de alguns
segmentos com reais interesses de que as drogas circulem livremente,
favorecendo assim o enriquecimento ilícito, destruindo nossa
juventude, a cidadania e até pondo em risco a nossa soberania
nacional.
17/12/09
***
Justiça:
Justa ou Injusta
Com
a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), na pessoa de seu
ministro, em suspender todas as ações da Polícia Federal contra o
banqueiro Daniel Dantas, estamos caminhando para mais uma decepção
judicial, pois tal medida interrompe até mesmo a ação penal que
resultou na condenação de dez anos do banqueiro. Ao que tudo indica
este processo será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e,
caso o mesmo ratifique tal decisão, estaremos diante da anulação
definitiva de todo o processo.
Pelo
visto, enquanto permanecer tal situação, onde interesses de alguns
impedem que a justiça se realize, este país nunca se livrará da
maldita impunidade.
22/12/09
***
Hoje
está dez vezes pior, ou seja, acabou a justiça.
***
Marketing
Cristão
Após
a morte de João Paulo II a igreja de Jesus Cristo anda meio
“démodé”, mas agora com o recente atentado sofrido pelo Santo
Padre, Papa Bento XVI, os cardeais responsáveis pela instituição
viram a grande oportunidade de colocá-la novamente em evidência e
começaram anunciando que aumentarão a segurança.
Para
mim tudo isso não passou de uma estratégica jogada de marketing,
uma vez que a mulher responsável pelo ato nem armada estava e mais
me pareceu querer somente tocar o dito “Santo Padre” ─ como
acontecia antigamente na época em que Jesus de Nazareth viveu ─ na
busca de sua cura.
Com
o tumulto instalado pela própria segurança do pontífice, quem saiu
dessa prejudicado foi o cardeal francês Roger Etchegaray, de 87
anos, com o colo do fêmur quebrado. Entretanto, tudo é válido por
uma boa causa. No caso específico, a volta da igreja em evidência
através dos noticiários internacionais.
27/12/09
***
Meio
Ambiente
A
cada dia presenciamos no mundo inteiro a preocupação com o meio
ambiente.
Ecologia
passou a ser palavra de ordem na atualidade, entretanto você vai
concordar comigo quando digo que a humanidade ainda não se
conscientizou disso e que perde muito tempo discutindo o que deve ser
feito para evitar um colapso ambiental. Na verdade de concreto quase
nada foi feito é só blá, blá, blá nas suntuosas reuniões.
Veja
bem, a medida que a ciência comprova o aquecimento global, todos se
voltam para a ecologia, mesmo assim, é de se ficar triste com o que
presenciamos em nosso país, um descaso quase que total em relação
ao meio ambiente. E aqui cabe lembrar que a maior parte desse descaso
é agravado principalmente por nossos governantes, uma vez que só se
preocupam com os seus bolsos e esquecem do principal, que é
conscientizar a população para a gravidade do que iremos enfrentar
num futuro próximo e dar condições para que cada um realize a sua
parte.
E
digo mais, o problema não são as leis. Hoje o Brasil é um dos
países, onde a legislação Ambiental mais evoluiu nos últimos
anos, as leis são até suficientes, contudo seu cumprimento é
ignorado, aliás como a maioria das leis por aqui. Enquanto os
interesses imobiliários, pecuários e agrícolas forem maiores que o
Ambiental, nada vai mudar, pois continuarão a desmatar ou destruir
as matas.
Daí
a necessidade de governantes íntegros para impedirem que empresas
multinacionais destruam nosso solo.
Em
algumas regiões já houve secagem de vários rios e arroios devido
as plantações de "arvores" exóticas como o pinus e o
eucalipto em terras que foram tomadas dos índios e das famílias
quilombolas que ali habitavam. Essas multinacionais foram expulsas da
Europa por causarem tanto desequilíbrio ecológico, e agora querem
tomar conta do Brasil destruindo nossa vegetação natural e nossa
biodiversidade.
18/02/10
***
Comunicação
Neste
dia o casal completava exatos 35 anos de vida em comum. Durante esse
tempo tiveram conquistas e perdas, dividiram alegrias e tristezas.
Não havia nada, que um, não soubesse do outro. Pensavam.
Entretanto,
naquela noite ao se deitar Jussara acomodou-se no lado direito da
cama, local que o marido dormiu todos esses anos. Vou deitar neste
lado, afinal nunca gostei mesmo do lado que durmo e sempre deixo para
ele porque sei que gosta, mas sendo hoje nosso aniversário de
casamento nada mais justo de pelo menos um dia eu fazer a minha
vontade. Pensou com ela mesmo.
Carlos
quando entrou no quarto vendo a esposa deitada no seu lado não se
conteve e perguntou se ela ia dormir naquele lado.
Para
sua surpresa ficou sabendo que ela já não aguentava mais dormir do
lado esquerdo da cama e que gostaria muito de ser presenteada naquela
noite com a troca de lugar.
Ao
que tudo indica aquele era o dia das descobertas e Jussara também
ficou sabendo que seu marido durante todos esses anos dormiu daquele
lado para não contrariá-la, mas que na verdade gostava mesmo era de
deitar ali onde iria dormir doravante.
É
preciso estarmos sempre atento com a nossa comunicação, para que
tenhamos real conhecimento do que nos cerca e sejamos inteiramente
felizes.
07/04/10
***
Saudosismo
Os
dias atuais estão recheados com notícias de todo tipo, fazendo com
que estejamos sempre atualizados e super informados sobre tudo o que
acontece no Brasil e no mundo, seja de bom ou de ruim, realmente
agora não temos o que, ou do que, reclamar. Parabéns aos nossos
órgãos de notícias e a seus ilustres e competentes jornalistas.
Entretanto sinto falta de uma época em que essas informações eram
mais escassas e quem sabe até truncadas, não, por não acontecerem,
mas sim por não serem informadas em larga escala. Tudo parecia bem
mais calmo e a sensação era de grande segurança. Naquela época
aberrações como “pai matando filha ou filho para se vingar da
traição da mulher, pedófilos abusando e matando suas vítimas,
sequestros relâmpagos a todo instante seguido as vezes de morte,
assassinatos por causa de um par de tênis e outras coisas mais”,
só eram de conhecimento das pessoas que viviam na localidade onde
ocorrera tal fato. Hoje muitos sabem e quem sabe até, alguns são
incentivados a cometerem as mesmas atrocidades. Até mesmo só para
aparecerem na mídia e chamar atenção. Infelizmente tenho que me
acostumar a conviver com o progresso e o saudosismo de uma época
tranquila, mesmo que fictícia, pois não tenho como me iludir;
“atrocidades existem desde que o mundo é mundo”, mas que éramos
mais poupados e felizes, isso éramos.
19/04/10
***
Coração
Outro
dia escrevi um pensamento. “Estação Coração” – e disse mais
ou menos assim: - “local de embarque e desembarque de sentimentos”.
Mas
na verdade esse coração também pode estar dentro de outra estação
e achei interessante os sentimentos dele, dentro dela (estação).
Um
coração agoniza com a demora da chegada do seu amor, já um outro é
só alegria com a sua chegada.
Um
outro se entristece porque seu amor vai viajar e o que viaja porque o
seu amor vai ficar.
Um
está tenso com a incerteza da viagem. Já um outro aliviado por ter
chegado bem.
E
assim de coração em coração sempre haverá uma história de
sentimentos infindáveis, que cada poeta contará a sua moda.
21/04/10
***
Engodo
A
humanidade deveria ser apresentada, ou pelo menos informada, sobre a
qualidade de vida que levam a grande maioria dos brasileiros
(dignidade zero), principalmente os que vivem em nossos sertões, sem
contar os das palafitas e favelas (sem saúde, casa, saneamento,
escola, hospital, segurança e transporte).
Depois
disso eu queria ver ser realmente os grandes líderes (Barack Obama e
cia ) e proprietários de jornais (Time, Le Monde e outros), ao redor
do mundo, enalteceriam o Sr. Lula da mesma forma que o fazem agora
(“esse é o cara” - “personalidade do ano” - “líder mais
influente do mundo”). Creio que os rótulos só servem para
satisfazer seu ego (do Lula) alimentando sua vaidade e iludir nosso
povo já tão sofrido. Mas infelizmente essa foi a forma encontrada
para a atualidade (no passado davam espelhinhos), assim poderão
continuar tirando tudo que temos de melhor e nos escravizando.
30/04/10
***
Esse
senhor (Lula) hoje desmascarado, condenado e preso, não passa de um
grande ladrão e falsário.
***
Saudade
Agora
deitado em minha aconchegante cama e pensando com meus botões, noto
que não é a saudade que me bate a porta. Na verdade são saudades
que se acumulam em minha mente já bastante desgastada, não só pela
idade, mas também pelas mudanças do moderno.
Foi
o tempo que a garotada se divertia a valer, num convívio social
intensivo. Jogava bola de gude, brincava de pique bandeira e
garrafão, pulava carniça, rodava pião. Nossa! Tempo bom aquele.
Tudo substituído pelo computador...
Cadeiras
na calçada e as famílias da vizinhança reunidas para um bate papo
amigável e saudável. Hoje mal conhecemos nosso vizinho do lado.
Quantas
foram as vezes que saí do baile de madrugada e andando voltava para
casa com toda segurança. Hoje, nem pensar!
No
amor, o segredo da conquista e do encantamento já não existem mais.
É direto aos finalmente. A sedução espalhou-se deixando todos a
sua mercê e sem defesa.
O
flerte virou ficar. O namoro é casamento. Tudo agora é muito rápido
e superficial! Tão ligeiro que o amanhã é hoje e quanto ao hoje?
Já era... É ontem.
Tudo
isso graças a globalização.
O
que será dos meus bisnetos com o que lhes sobrar?
12/09/10
***
O
Aproveitador
Tem
certas coisas que não deveriam acontecer e muito menos serem
escritas, entretanto, não posso me calar e hoje (12/2010) passados
quase cinquenta anos contarei um fato que presenciei sobre um dos
responsáveis por uma instituição de assistência a deficientes
visual.
Lá
pelos idos dos anos sessenta, eu ainda um moleque, resolvi trabalhar
para ganhar meu próprio dinheirinho. Fui à luta e consegui uma vaga
para trabalhar, sem registro, nessa instituição que me reservo o
direito de não mencionar o nome, mas que é bastante conhecida.
Meu
trabalho consistia em distribuir nas salas de aulas das Escolas do
Rio de Janeiro, a cada criança, uma pequena lista em branco com
vinte cinco espaços para que pedissem a seus familiares e vizinhos,
que ali assinassem, qualquer quantia que fosse, para ajudar a tal
instituição.
Depois
de uma semana eu voltava na tal escola e recolhia as listas com as
contribuições feitas e as levava ao escritório que ficava no
Centro da Cidade para prestar conta.
Posso
garantir que a arrecadação era bem alta. Uma verdadeira obra de
amor que todos os que contribuíam, faziam em benefício do próximo.
Agora
vem o que eu não gostaria de estar escrevendo:
Em
uma dessas minhas prestações de contas - a última diga-se de
passagem - ao chegar ao escritório encontrei a porta da Diretoria
entreaberta e pude ouvir parte da conversa entre o Presidente e o
Secretário que transcrevo:
-
Presidente, segunda feira vence a prestação da sua Mercedes. Como o
senhor vai fazer?
-
Não se preocupe. Daqui a pouco começam a chegar os garotos com as
arrecadações da semana. - Riu.
-
Mas vai dar para pagar a prestação?
-
Acredito que sim. Têm sido muito boas as doações. Nossos
contribuintes são fiéis a causa. - Gargalharam os dois.
Dali
mesmo eu voltei e naquele dia não prestei conta.
Dirigi-me
a dois endereços onde funcionava a Instituição (local onde alguns
cegos trabalhavam) e entreguei ao responsável de cada uma delas o
equivalente a metade do arrecadado.
Espero
hoje, que isso tenha mudado e os novos responsáveis sejam
verdadeiramente honrados.
11/12/10
***
Magia
Dezembro
de 2010. Chegamos a mais um final de ano, mas antes ainda temos a
data magna dos cristãos que é o Natal.
Data
festiva, em que se divide a ceia e trocamos presentes com os
familiares, tão esperada tanto por adultos como pelas crianças.
Época
que a esperança se renova num ano que esta por vir e apostamos que
neste novo ano tudo será realizado. Entretanto, constato a cada
tempo que tudo não passa da magia do momento e que na verdade tudo
continuará como antes se nada fizermos para que realmente as coisas
aconteçam.
Nosso
desejos não são mais atendidos como em criança, que tínhamos o
papai e mamãe por traz cuidando para que tudo se realizasse conforme
a nossa vontade.
Nada
como acreditar no Papai Noel: - o bom velhinho resolve!
Era
correr no quintal e lá estava o presente sonhado; ou então, ao
acordar encontrávamos debaixo da Arvore de Natal nosso pedido
atendido. Tudo mágico, muito mágico.
Mesmo
assim teimo em acreditar que o bom velhinho está por trás de tudo
aquilo que desejamos de melhor não só para nós, mas também aos
parentes e amigos.
Aí
de mim se não houvesse o Papai Noel a vida seria um enfado! Agora
mesmo eu não estaria escrevendo essa crônica e renovando minhas
esperança num ano melhor. Com ele abençoando, é claro.
Por
essa razão desejo a todos um Feliz Natal e um Ano Novo repleto de
realizações.
Vida
a Papai Noel!
24/12/10
***
25
Anos depois
Volto
a falar sobre os moradores que vivem debaixo dos viadutos ou nas
nossas ruas. Serei bastante rápido para não constranger o meu amigo
leitor.
Impressionante!
Mesmo
sem teto... Mesmo sem nada... Ainda resta para alguns o sentimento de
solidariedade.
Ontem,
depois de muitos anos, voltei a presenciar uma cena no cotidiano da
cidade. Desta vez eu não estava passeando, mas indo para o trabalho,
quando avistei adiante um mendigo travestido de mulher, desses mais
chegados à loucura, sentado cabisbaixo no canto da calçada, e um
outro, já não tão louco, vindo em minha direção. Notei que ele
também reparou no que estava sentado e balançava a cabeça como a
censurar ou lamentar o estado em que seu colega se encontrava.
Pensei
com meus botões: será que vão se desentender?
Ledo
foi o meu engano.
Ele
passou pelo pobre coitado no exato momento que eu. Parei um pouco
mais a frente e virei-me.
Deparei
com um verdadeiro flashback de um acontecimento anterior.
O
mendigo mais lúcido, que já estava bem mais distante no seu
caminho, voltou até ao que estava sentado e, tirando um saco
plástico transparente com dois pães de sua sacola, deu-lhe um dos
pães, o que foi imediatamente aceito.
Com
esse gesto simples e despretensioso aquele mendigo doou nada mais,
nada menos, que 50% do que possuía ao mais necessitado.
Aquele
homem, sem saber, foi o instrumento da vida a me mostrar e garantir
que ninguém é tão pobre que não possa dar alguma coisa a alguém
e que o verdadeiro amor consiste em desapegar-se de todo excesso e
dividir com os menos favorecidos.
29/01/11
***
E
Continua o Marketing Cristão
Lá
no Vaticano estão preparando a ascensão de um ex-Papa ao posto de
novo Santo da Igreja Católica Apostólica Romana.
Com
toda certeza se minha avó ainda fosse viva diria:
“Já
não se faz mais Santo como antigamente”.
Entretanto,
eu a contestaria.
-
Nada disso, vovó! Muito pelo contrário, continua sim tudo como
dantes nas terras de Abrantes.
Os
Santos são criados à vontade e proveito dos mandatários da Igreja,
forma antiga de chamar a atenção e trazer, para o seio de seus
seguidores, novas ovelhas que ainda se acham desgarradas. Com isso
podem continuar alimentando o luxo ali existente há séculos.
Nada
tive contra o Senhor Karol Wojtyla quando vivo e nem tenho agora
depois de morto. Aliás devo aqui acrescentar que sempre o admirei
por seu carisma e postura na condução de seus correligionários e
fiéis. Mas daí seu substituto tentar fazê-lo Santo, surge um
abismo enorme.
Pena
que o ser humano torna-se cego quando se toca e se trata das questões
da fé, pois com meia dúzia de palavras enganosas esses senhores,
que têm o dom de ludibriar, levam seus seguidores a acreditar no que
não existe.
29/01/11
***
Fora
com as nulidades
Nulidades
sempre estiveram presentes em nossa sociedade, mas eram contidas.
Entretanto, hoje de alguma forma estão conseguindo ocupar espaços
que antes não lhes eram permitidos.
Senão
vejamos:
Qual
não foi a minha surpresa quando deparei com um mega cartaz da capa
da Revista VEJA, pendurado na banca de jornal, que trazia estampado a
foto de uma “personalidade” do mundo do crime.
Fernandinho
Beira Mar.
Tal
cartaz divulgava que, mesmo preso, o bandido continua a comandar o
crime organizado.
Aí
está uma nulidade pois, para vender mais, a Direção da Revista
VEJA, agindo descaradamente contra a sociedade, acintosamente pratica
a apologia ao crime quando enaltece um marginal assassino dando-lhe
um espaço não merecido.
Belo
exemplo a nossa juventude que, por imposição de outras nulidades ―
políticos, governantes ― vaga sem rumo em busca de um norte. Cabe
aqui contar outras nulidades espalhadas ― pela mídia televisiva ―
com seus programas emburrecedores, tipo BBs e outros do gênero.
Até
hoje do alto dos meus sessenta e poucos anos ainda não vi um cartaz
da mesma magnitude espalhado pelo Brasil afora, dando ênfase à
Educação e à Cultura.
Será
que nosso povo conhece personalidades como D. Pedro II, Carlos Gomes,
Castro Alves, Antonio Francisco Lisboa (o Aleijadinho), Carlos
Chagas, Osvaldo Cruz, Machado de Assis, Alberto Santos Dumont, Mário
Koefe e tantos outros?
Parei
as citações porque se eu fosse continuar daria para fazer um livro.
Há
que se pensar e rever nossos valores para que não se distorçam, ou
viraremos todos nulidades.
12/02/11
***
Agora
são só recordações
Hoje
estava navegando pelo YouTube ouvindo música, quando de repente
reparei que nossos irmãos que vem à Terra para nos encantar com
seus talentos, artes e carismas, também incomodam uma pequena
minoria. E para o azar desses artistas privilegiados, essa minoria
desagradada, por incrível que pareça, constitui-se de seus
parentes, colaboradores e amigos. A impressão que tenho é que estes
incomodados tem o prazer de destruir os talentosos, mesmo tendo
consciência de que estes (as galinhas dos ovos de ouro) não mais os
sustentarão financeiramente ao morrer. Mas não se importam;
destroem os artistas assim mesmo, cultivando e alimentando suas
fraquezas, sem antes explorarem ao máximo as suas benesses.
Assim
foi com Elvis Presley, Tim Maia, Michael Jackson, Cazuza, Elis Regina
e recentemente Whitney Houston. Com isso nós, que éramos agraciados
pela magia deles, ficamos empobrecidos e sem esses talentos para
apreciar.
12/03/11
***
A
telefonia no Brasil
Este
serviço a meu ver entrou em colapso. Digo isso pela experiência de
um usuário que lida dez horas por dia com ligações para todos os
cantos do País, se não vejamos.
Afamilie-se
com as mensagens recebidas da Telemar, CTTelecom, Claro, Vivo, Oi e
cias.
Está
se falando e a ligação cai. Voltamos a discar e entra a mensagem:
“Este telefone não está recebendo ligação.” Como pode se
estava falando um minuto atras.
Uma
ligação para outro número. Mensagem: “Este telefone não está
atendendo ou não existe.” Aqui nota-se que nem a operadora sabe ao
certo o que está acontecendo.
Outras
mensagens muito comuns:
“O
número chamado não está correto.” Porém através de registro
sabe-se que na semana anterior foi feito contato naquele número de
telefone.
“Número
inválido, por favor tente novamente.” Se o número é inválido,
porque manda tentar novamente?
Essa
é inacreditável. Você liga e lá vem a fatídica: “Ligação
gratuita... este telefone mudou para (diz o número).” Você troca
o numero informado pela operador disca em seguida e ela dá outra
mensagem: “Este número não existe.” Como pode isso?
Outras
da coleção:
“Não
foi possível completar sua ligação, verifique o número e tente
mais tarde.” Você verifica tenta e a mensagem se mantém igual.
“O
número chamado encontra-se indisponível ou fora da área de
cobertura.” Afinal, o número está ativo ou não? Nem a operadora
sabe.
“Claro
informa... o celular chamado está desligado ou fora da área de
cobertura”
“Sua
chamada está sendo encaminhada para caixa de mensagem e estará
sujeita a cobrança.” Mal termina a mensagem e a ligação desliga,
não lhe dando tempo de deixar seu recado.
“Este
telefone não recebe chamadas a cobrar.” Detalhe, a ligação é
discagem direta.
“Este
telefone não está programado para receber esse tipo de ligação”
Que tipo de ligação? De cobrança? De notícia triste? Como a
operadora pode distinguir o tipo de ligação?
“A
Claro informa... Este telefone não existe ou não recebe ligações
a cobrar.” Mais uma vez a ligação é direta e cabe a pergunta o
telefone existe ou não? A operadora pelo jeito também não sabe.
“Oi!
Este telefone está programado para não receber chamadas.” E você
acabou de falar com ele.
“No
momento este número está indisponível ou fora da área de
cobertura. Tente mais tarde.” Aqui cabe a informação; o telefone
solicitado é fixo.
E
nós ainda pagamos (caro) por esse serviço de alta qualidade...
Duvidosa.
19/03/11
***
Um
momento para reflexão
No
último dia 07 de Abril vivenciamos uma chacina em Realengo, no Rio
de Janeiro, produto de uma insanidade mental causada pelo descaso
social contínuo de nossas autoridades.
Uma
tragédia sem precedentes que ficará marcada por muitos e muitos
anos em nossa vidas.
Infelizmente,
no fundo, sabemos perfeitamente o que levou aquele cidadão ― se é
que podemos classificá-lo como tal ― a cometer tal ato.
O
mais lamentável disso tudo são nossos políticos aproveitarem
imediatamente para fazer seus discursos de retórica, que tão bem
sabemos que não chegará a lugar nenhum. O único objetivo deles é
adiantar suas agendas cínicas e mentirosas falando de mudanças
"radicais", superficiais e incapazes de alterar o destino
inevitável do descaso. Já que a realidade do Brasil é a falta de
educação, saúde, segurança, distribuição de renda, de políticas
sociais e de justiça para todos os brasileiros, seja qual for a
classe social.
Concomitantemente,
testemunhamos também nossos jornalistas tirando proveito, em suas
colunas e programas de televisão e rádio, da dor causada aos
familiares desses pobres inocentes sacrificados, com bate-papos
inexpressivos e consecutivas chamadas de comerciais para pagarem seus
salários e dar lucro às organizações que representam. Sem contar
os ativistas e espertos que se fizeram presentes e não perderam a
oportunidade de explorar a morte daquelas crianças.
A
meu ver não podemos deixar passar esse lamentável acontecimento em
branco. Precisamos fazer dele o marco iniciatório de uma reflexão
necessária para enfrentarmos nossa triste realidade e daí
começarmos uma ação concreta de cidadania, varrendo do mapa esses
políticos demagogos que estão no poder, única e exclusivamente
para se locupletarem.
Só
assim venceremos nossas dificuldades e desfrutaremos de dias
melhores.
08/04/11
***
Acorda
Brasil!!! Seu Venâncio: o funcionário padrão
E
lá naquela operadora de cobrança que abriga uma quantidade enorme
de rapazes alegres, de repente o dia tornou-se muito triste.
Acabavam
de perder o seu Venâncio; Não, ele não morreu, só fora demitido.
Não
existiu nenhum motivo aparente, por isso acreditamos que algum
cliente maldoso levantou a dúvida sobre os descontos por ele
concedido ou reclamaram da sua forma enérgica de cobrar.
Infelizmente
os caloteiros no Brasil são protegidos por lei e por isso passam a
ter mais valor do que um trabalhador honesto.
E
a razão é simples: - entre perder alguns milhões de Reais no
faturamento e um funcionário, mesmo que este seja padrão, o
empresário prefere perder o funcionário.
Lamentável!!!
Tal
atitude é para deixar qualquer um enlutado.
Acorda
Brasil!
17/04/11
***
Visitando
o passado
Acordei
entusiasmado.
Pura
euforia, era como se estivesse no auge dos vinte anos.
É
verdade! De uma forma como há muito não me sentia.
Lembrei:
hoje é Sábado e a turma deve estar reunida lá no bar do seu
Antônio jogando sueca e tomando aquela gelada.
Decidi:
vou até lá por o papo em dia e rever os amigos. Quem sabe até
rever a ex-namoradinha.
Banho
tomado e arrumado fui à frente do espelho me pentear; constatei;
pentear o quê, se estava calvo? Não dei importância ao detalhe e
saí decidido a visitar o passado, mas já me sentindo com quarenta
anos.
No
bairro que outrora morei continuava praticamente da mesma forma.
Nenhuma edificação nova fora construída, porém muitas caras novas
andavam no pedaço.
Também
lá estavam os velhos amigos. Velhos mesmo! Tão velhos e enrugados
quanto eu e alguns até nem me reconheceram de imediato.
Mais
uma vez constatei; o tempo não para.
Papo
vai papo vem, entre notícias alegres e tristes, qual não foi a
surpresa maior? Avistei a meia distância a ex-namorada subindo a
ladeira acompanhada do marido e dos netos.
Nossa!
Assustei-me com a cena.
Foi
aí que a ficha caiu e pensei com meus botões; é melhor deixar o
passado nas lembranças. Lá é bem mais bonito e interessante.
Voltei
pra casa já na realidade dos sessenta anos, onde nada mais me
incomoda nem surpreende.
17/04/08
***
Comprando
Ilusão
Ano
passado participei de uma promoção feita pelo meu banco em que, se
eu atingisse o valor “x” nas compras feitas com meu cartão de
crédito, receberia como prêmio um DVD Player.
Depois
de um esforço redobrado para alcançar o valor imposto, comuniquei à
administração do banco e fiquei no aguardo da entrega do aparelho.
Passados
três meses recebi o prêmio, e qual não foi a minha surpresa?
Não
recebi o anunciado, mas sim uma máquina de fazer pão e bolo.
Diga-se de passagem, um prêmio bem mais caro do que o prometido.
Fiquei
feliz no momento da entrega, mas essa felicidade foi diminuindo à
medida que ia lendo as instruções para fazer o tal do pão
fresquinho.
Como
sabemos, ao ser anunciada no programa Shoptime por vendedores que nos
mostram as praticidades dos produtos, a máquina em minutos produz o
pão liberando fumaça, o qual já recebe manteiga para o consumo. Dá
até água na boca. Entretanto, na verdade descobri que são
necessárias três horas para o pão ficar pronto.
Com
isso, entre ver um filme e fazer pão, fico com a primeira. Mas fazer
o que se a todo instante somos de alguma forma iludidos?
Cabe
aqui um elogio àqueles vendedores: perfeitos e impecáveis, aguçam
nossos desejos de consumo, levando-nos a adquirir aquilo que eles
querem nos empurrar. Mas que não deixa de ser uma propaganda
enganosa, ah, isso é verdade.
16/04/11
***
Conseguimos
mudar o mundo
“Faça-se
a luz”, e assim foi criado um planeta.
Era
maravilhoso e multicolorido. Havia ar puro e água límpida em todos
os cantos. Florestas e matas abrigavam pássaros e animais de todo
tipo. Da sua terra podiam ser retirados legumes, frutas e vegetais, e
da água os peixes eram fonte de alimento constante. Enfim, um casa
viva e aconchegante viajando pela imensidão do Universo.
Entretanto,
seu criador achou que não apenas os animais irracionais deveriam
desfrutar de uma obra tão perfeita. Era necessário que houvesse
alguma espécie que desse mais valor ao planeta e pudesse usufruir
melhor de tudo aquilo. Foi quando Ele resolveu criar também um
animal mais perfeito, que pudesse com o tempo se desenvolver e
melhorar ainda mais aquele lugar.
Apareceu
o Homo Sapiens Sapiens.
Os
membros dessa nova espécie têm um cérebro altamente desenvolvido
com inúmeras capacidades. Possuem raciocínio abstrato, a linguagem,
a introspecção e a facilidade para resolver problemas. Esta
capacidade mental, associada a um corpo ereto, possibilitou o uso dos
braços para manipular objetos, fator que permitiu a essa espécie,
chamada de humanos, a criação e a utilização de ferramentas para
alterar o ambiente a sua volta.
"Pronto,
agora está perfeito o contexto da obra", pensou o criador. "Já
posso descansar e acompanhar a evolução deles."
Ledo
engano.
Esses
novos seres espalharam-se por todo planeta. No início se acomodavam
nas árvores e abrigavam-se em cavernas. Descobriram o fogo,
construíram armas para se defender. Logo dominaram os outros
animais. Exterminaram algumas das espécies.
Não
se contentando mais em viver nas matas e nos buracos, inventaram as
casas e fizeram delas sua nova moradia. Faltou espaço. Desmataram
para construir, abriram novos caminhos.
Inventaram
a roda para melhor se locomoverem. Com esta invenção os espaços
encurtaram e o desejo de novas conquistas passou a ser irrefutável.
Descobriram
o ouro, as pedras coloridas e os tornaram valiosos.
A
ganância aflorou e logo iniciaram as guerras.
Encontraram
e transformaram o combustível fóssil em fonte de energia.
Com
as matas e florestas devastadas seus animais desapareceram e a
poluição espalhou-se. Rios e mares contaminados morrem a cada dia,
suas riquezas são extintas. O ar cada vez mais poluído pelo
monóxido de carbono. Insuportável.
Egoísmo,
vícios e a crueldade alimentam o caos.
Dividiram
o átomo.
Pensaram
que dominavam a energia nuclear. Foi a destruição total. E aquilo
que se fizera luz voltou à escuridão.
Arrependido,
o criador viu que o homem não era digno da sua obra e se retirou
definitivamente do planeta, deixando todos entregues à própria
sorte.
Desesperados
replantam árvores, tentam reduzir a emissão de carbono, criam
mecanismos para purificar novamente as águas, enfim discutem como
desfazer todo o mal feito ao planeta.
Seremos
capaz de reverter todo esse quadro ou sucumbiremos de vez?
22/05/11
***
Triste
comparação
Ainda
precisamos aprender muito com as nações desenvolvidas, onde a lei é
realmente para todos, independente de raça, credo ou posição
social.
Vejamos
dois casos interessantes.
Brasil:
O
Sr. Francenildo Costa nascido no Estado do Piauí, era um caseiro em
Brasília. Em 2006, depois
de confirmar na CPI dos Bingos, que Antonio Palocci frequentava
regularmente a mansão que fingia nem conhecer, teve o sigilo
bancário estuprado e revirado a mando do então ministro da Fazenda.
Consumado o crime, a direção da Caixa Econômica Federal absolveu o
culpado (ministro Palocci) e acusou a vítima (caseiro Francelino) de
ter se beneficiado de um depósito no valor de R$ 30.000,00. O
caseiro informou que o dinheiro tinha sido depositado por seu pai,
mas não obteve credito e por conta disso foi interrogado pela
Polícia Federal até chegarem a conclusão, horas mais tarde, de que
tudo era verdade.
Na
época Francenildo não sabia quem era o homem que vira várias vezes
chegando de carro à “República de Ribeirão Preto”. Informado
de que se tratava do ministro da Fazenda não se abalou, esperou sem
medo a hora de confirmar na Justiça o que dissera no Congresso.
Porém nunca foi chamado para detalhar o que testemunhou.
Na
sessão do Supremo Tribunal Federal que julgou o caso, ele se
ofereceu para falar, mas os juízes se dispensaram de ouvi-lo.
Decidiram que Palocci não mentiu e engavetaram a história.
Hoje
o Sr. Francenildo completou cinco anos sem emprego fixo.
Palocci
desde aquela época livre de complicações judiciais, elegeu-se
deputado, caiu nas graças de Dilma Rousseff e há quatro meses
chefia a Casa Civil, de onde faz e desfaz como primeiro-ministro.
O
Sr. Antonio Palocci hoje pela terceira vez em oito anos, está de
volta ao noticiário político-policial e nada acontece.
Estados
Unidos da América:
Nafissatou
Diallo nascida na Guiné, mudou-se para Nova York em 1998 e trabalha
como camareira do Sofitel há três anos. No Sábado, 14 de maio de
2011, enquanto arrumava o apartamento em que se hospedava Dominique
Strauss-Kahn, foi estuprada pelo diretor do FMI e candidato à
presidência da França. Consumado o crime em Nova York, a
direção do hotel chamou a polícia, que ouviu o relato de
Nafissatou. Confiantes na palavra da camareira, os agentes da lei
descobriram o paradeiro do hóspede suspeito e conseguiram prendê-lo
dois minutos antes da decolagem do avião que o levaria para Paris e
logicamente para a impunidade perpétua.
Depois
da prisão de Strauss, a camareira foi levada à polícia para fazer
o reconhecimento do agressor. Nesse momento descobriu que o
estuprador era uma celebridade internacional. Nafissatou, muçulmana
de 32 anos, disse que acreditava na Justiça americana.
Embora
jurando que tudo não passara de sexo consensual, o acusado foi
recolhido a uma cela.
Cinco
dias mais tarde Strauss renunciou à direção do FMI, sepultou o
projeto presidencial e é forte candidato a uma longa temporada atrás
das grades.
Strauss
pagou a fiança de 1 milhão de dólares para responder ao processo
em prisão domiciliar. Até o julgamento, terá de usar uma
tornozeleira eletrônica. Com isso descobre que,
nos Estados Unidos, todos são iguais perante a lei.
Nafissatou
enquanto se recupera do trauma, a camareira foi confortada por um
comunicado da direção do hotel: - “Estamos completamente
satisfeitos com seu trabalho e seu comportamento”
Já
o Francenildo não foi tentar a vida em Nova York e preferiu
continuar vivendo num país que absolve o criminoso reincidente e
pune quem é honesto, com o desemprego.
28/05/11
***
Descaso
com uma profissão
Certas
atitudes nos levam a crer que realmente a mídia televisiva está
cada vez mais mancomunada com o poder público no intuito de
ridicularizar, achincalhar e denegrir a imagem dos nossos
professores, bem como desestimular novos adeptos à profissão.
(“Cerca
de 25% dos professores que trabalham nas escolas de educação básica
do país não têm diploma de ensino superior. Eles cursaram apenas
até o ensino médio ou o antigo curso normal. Os dados são do Censo
Escolar de 2011, divulgado este mês pelo Inep (Instituto Nacional de
Estudos e Pesquisas Educacionais). Folha de São Paulo, 28/04/2012”)
Tenho
reparado que, ao longo dos últimos anos, nossos “ilustres autores”
(globais) de novelas não fazem outra coisa que não seja atacar
nossos nobres profissionais, mostrando sutilmente, para um Brasil
semianalfabeto, que os mesmos não passam de idiotas, alienados,
viciados.
Senão
vejamos. Atualmente a novela Amor Eterno Amor, que está em
andamento, mostra duas professoras. Uma é aposentada do ensino
médio, barraqueira sem caráter; e a outra é uma alienada insegura
que, ao tentar se colocar numa empresa, é desqualificada por ser uma
professora formada sem exercer o magistério, o que supostamente não
lhe confere capacidade para ser secretária (incrível).
Como
disse anteriormente, a coisa vem de longe. Na novela “Insensato
Coração”, novamente nosso “ilustre autor” inseriu a
personificação de uma professora alcoólatra e ladra, que durante
um longo tempo nos apresentou a ideia, na “grande telinha” da
Globo, de que esses profissionais não têm moral, contribuindo mais
um pouco com o interesse inicial a que me referi.
Entretanto,
ainda acredito que nem tudo está perdido e que nossos nobres e
abnegados professores continuam fazendo a diferença. Basta lermos a
matéria abaixo.
(“Na
Toca da Raposa, centro cultural em Juquitiba (a 72 km da capital) que
realiza encontro entre indígenas e estudantes da cidade, Afukaká
agradeceu aos professores pela chance de apresentar "a verdade
dos índios". Folha de São Paulo, 28/04/2012”)
Eu
não poderia terminar essa crônica sem antes lembrar os nossos
governantes da importância de incentivar nossos jovens a abraçarem
essa digna profissão, melhorando suas condições de trabalho, bem
como seus ganhos.
Para
os que o desconhecem, deixo a nobre declaração de um grande
estadista brasileiro:
"Se
não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão
maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e
preparar os homens do futuro." D. Pedro II
29/04/2012
***
Paz!
A difícil conquista
Ao
longo dos tempos nos deparamos com a incompreensão humana. Mais
precisamente daqueles que estão no poder e espalham a guerra, sempre
com uma desculpa esfarrapada qualquer. Ora pela defesa da paz, ora
pela defesa da democracia, ora pela defesa de uma ideologia
religiosa, ora para defender ou conquistar territórios, ora para
garantir interesses energéticos. Enfim, não importa a causa, a
verdade é que por qualquer interesse lucrativo, a vida humana passa
a não valer sequer um mísero centavo, e a guerra ou o terror são
implantados, desrespeitando valores e desconhecendo a ética. Não
importam as consequências que resultarão de tais atos, uma vez que
para eles, os que se acham os donos da verdade, mortes são apenas
detalhes de um jogo sórdido, no qual ao final tudo será esquecido.
Porém, suas vaidades estarão realizadas e a arrogância terá
prevalecido.
Bem
verdade que, também ao longo desses mesmos tempos, tomamos
conhecimento de homens que deram e dão suas vidas pela paz.
Entregaram-se e entregam-se dia e noite à luta pacífica pelo bem
maior, que é a vida. Despojados do medo, aprenderam a conviver com
ele, não se importando com o que poderia ou poderá lhes acontecer.
Graças a esses homens é que ainda desfrutamos de uma pálida paz.
É
preciso deixar registrado nosso respeito a Jesus de Nazaré, Mahatma
Gandhi, Francisco de Assis, Martin Luther King Jr., Chico Mendes,
Sathya Sai Baba, Madre Teresa de Calcutá, John Lennon, Stephen Biko,
Chico Xavier, Mikhaïl Gorbachev, Albert
Schweitzer, Desmond Tutu e Dalai Lama.
Esses
grandes pacifistas, vítimas de perseguições, torturas, e até
mortes, deixam-nos exemplos que contribuem para uma vida melhor e a
certeza de que não podemos desistir de alcançar a tão sonhada paz.
06/06/2012
***
Estado
de espírito
Manhã
cinzenta. Mesmo assim os pássaros cantam aqui à volta de casa. Para
eles é um dia como outro qualquer. Parece! Será que só eu comparo
o tempo?
Se
está claro e iluminado, fico feliz — ando, passeio e curto o dia.
Mas se está nublado, logo tendo para a melancolia e me enclausuro.
Por que será? Serão todos assim?
Hoje
resolvi testar e mudar esse estigma temporal. Calcei meu tênis e saí
a caminhar. Faria um novo trajeto, e assim poderia sentir ou ver
melhor a diferença.
Já
havia caminhado um bom trecho quando passei a reparar que realmente
estava tudo diferente — e pasmem, para melhor. É verdade, para
melhor.
A
começar, eu estava leve e solto. Não sentia tanto calor e notei o
mesmo nas pessoas que por mim passavam. Pelos botecos a sueca ainda
era jogada, acompanhada da velha cerveja — gelada, como sempre —
e do churrasquinho, o qual fazia a alegria e o cheiro se espalharem
pelo ar.
Os
pássaros continuavam a cantar. As plantas e flores estavam mais
viçosas devido à temperatura amena.
Não
percebi nenhuma reclamação sobre o tempo, do tipo “que calor
brabo” ou “hoje está insuportável”. Posso até afirmar que as
pessoas, como os pássaros, estavam mais alegres.
Depois
de um tempo calculado — não ando com relógio — voltei para
casa. Descobri duas coisas: a primeira, que havia andado mais do que
o de costume, sentindo-me em melhor condição física; a segunda,
que o tempo é nada mais, nada menos que um estado de espírito.
Alegria, alegria... Segredo do bom viver.
08/07/2011
***
Armazéns
É
verdade que o progresso se faz necessário, mas o que atrapalha é
que a medida que ele vem chegando tudo que já está vai sendo
destruído e o que não é destruído, cai no esquecimento.
Agora
mesmo eu aqui pensando com os meus botões me bateu forte a saudade.
Lembrei
de quando tinha meus dez ou doze anos e minha mãe me mandava ir ao
armazém do seu Antônio. Era uma alegria só, me sentia importante
por ajudá-la. As vezes nem tanto, principalmente se estava brincando
com os colegas na rua.
Detalhe:
- naquele tempo nos divertíamos era na rua mesmo. Jogando bola,
rodando pião, soltando pipa, pulando carniças, brincado de pique
bandeira, garrafão e etc. Tudo sem grandes perigos, bem diferente
dos dias atuais.
Mas
voltemos ao armazém do seu Antônio e que, diga-se de passagem, não
era diferente dos demais armazéns que existiam pelos outros bairros.
Esse tipo de comércio da época tinha como proprietário um nobre e
atencioso português. As vezes nem tanto.
Num
local relativamente amplo tudo estava a mão. As linguiças comuns e
portuguesas ficavam dependuradas amarradas por um barbante bem acima
do balcão. Em cima deste, ficava a lata de 20kg com o paio imerso na
banha e a própria lata de banha, que era vendida a varejo. Também
ali estavam todo tipo de salgado, como a carne seca, o lombo, a
costela e etc. Azeitonas, tremoços e picles cada um em sua embalagem
também ficavam amostra no balcão. Encostado na parede ficavam o
feijão, o fubá, o arroz, a farinha de mandioca e o milho, todos
acondicionados no famoso saco de linhagem colocados em cima de um
estrado, ou então em recipientes na parte inferior de de um grande
mostruário confeccionado em madeira, muito comum naquele tempo. Logo
acima podíamos ver nas prateleira todos os tipos de enlatados e
garrafas de bebidas.
Ali,
além de se encontrar de tudo éramos bem atendidos e o próprio
comerciante estava no caixa para receber o pagamento. Era uma época
que existia a confiança e a honestidade, a ponto de se poder comprar
fiado e pagar no fim do mês, coisa que nos dias atuais nem em
pensamento.
Infelizmente
hoje nas cidades grandes já não mais existem esse tipo de comércio
e só nos resta a saudade de um bucólico tempo.
E
por quê?
Culpa
do progresso é claro.
28/08/2012
***
Conflito
de interesses... (Mensalão)
O
vergonhoso episódio de desvio de dinheiro público (mensalão),
ocorrido durante o governo do então presidente Lula, finalmente
começa a ser julgado pela mais alta côrte de justiça do país.
Tenho
assistido e acompanhado o tão esperado julgamento e vejo que o
ilustríssimo ministro Dr. Joaquim Barbosa, relator do processo em
trâmite no STF, para alegria e satisfação da maioria do povo
brasileiro, vem conduzindo e defendendo seu voto de maneira íntegra,
coerente e justa ao condenar os réus integrantes do processo.
Por
outro lado também vejo alguns de seus pares, que têm comportamentos
conflitantes com os interesses do Brasil na luta para limpar o rastro
de sujeira deixada por Lula e seus asseclas, inocentando de maneira
vergonhosa aqueles contra os quais as provas da culpa são mais do
que evidentes, e demonstrando abertamente a falta de moral, honra e
compromisso com a justiça. Dessa forma, isso me leva a crer estarem
eles também envolvidos com o compromisso menor de defender
interesses escusos dos réus.
O
que mais me admira, depois disso tudo, é ver o Sr. Joaquim Barbosa
sendo atacado por meia dúzia de gatos pingados com seus comentários
na mídia impressa. Essa meia dúzia tem a coragem de dizer que o
referido ministro se comporta com rancor e autoritarismo, é
irascível, tem pavio curto, é pouco civilizado e não passa de um
prepotente.
Entretanto,
mesmo não sendo verdadeira tal colocação, eu diria que todo esse
comportamento é o espelho de uma sociedade que não aguenta mais
tanta roubalheira e falcatruas por parte desses políticos que
esquecem seu compromisso maior de lutar pela melhoria das condições
do povo brasileiro em prol de se locupletarem.
Só
espero que, com o término do julgamento do mensalão e a prisão dos
figurões, a próxima vítima não seja justamente o ínclito
ministro, pois com certeza seus desafetos trabalharão para isso. Não
só pelo seu desempenho na conduta do processo, mas por algo que
talvez os incomoda mais e que me dou o direito de não mencionar, mas
que salta aos olhos...
29/09/2012
***
Realidade
brasileira
“Numa
comunidade carente afastada do grande centro, a mulher saiu a rua e
gritou para o vizinho que tinha telefone:
-
Meu marido está tendo um AVC... Chama o SAMÚ.
O
vizinho:
-
Vou chamar é a funerária, assim não perdemos tempo.
-
Tá maluco?
-
Claro que não. A ambulância vai demorar três horas para chegar e
se chegar. No pronto socorro você vai encontrar trezentos na frente
dele para serem atendidos. Provavelmente o médico faltou
ao
plantão e o equipamento não vai estar funcionando.
Desolação...”
Seria
eu muito mais feliz se não precisasse escrever esse pequeno texto de
alerta e que erradamente é por muitos utilizado como gozação.
Entretanto,
acredito que ainda conseguiremos reverter essa situação para que
nossos irmãos brasileiros não sofram tanto com a sem-vergonhice
desses políticos.
12/10/2012
***
Bons
e velhos tempos
Ainda
lembro com euforia e uma certa nostalgia, dos tempos vividos pela
minha geração. Foi uma época muito rica. Pode acreditar! Talvez os
que não a viveram certamente não entenderão nada do que exponho.
Imaginem viver sem televisão, sem brinquedos eletrônicos, sem
computador. Deve ter sido uma loucura, pensarão os mais jovens. Mas
acreditem, foi maravilhoso viver daquela forma. Se não vejamos:
O
dia era dividido em três partes distintas durante a semana. Na parte
da manhã normalmente estávamos na escola. Após o almoço havia um
pouco de estudo e mais à tarde começavam as atividades da garotada
e da rapaziada. Tinha de tudo e para todos os gostos. Jogávamos bola
de gude, rodava-se pião, soltávamos pipa. Muito comum eram o
carrinho de roda de bilhas, os patinetes e também as bicicletas, sem
contar a velha pelada jogada diariamente no paralelepípedo (isso
mesmo, naquele tempo as ruas ainda não eram asfaltadas) e o
saudável futebol do fim de semana. Encerrando a semana os bailes
pelos clubes e os hi-fi improvisados nas residências. À noite, logo
após o jantar, lá estavam todos (vizinhos) sentados na frente da
casa descontraídos, uns jogando buraco ou a famosa sueca, e outros
pondo o papo em dia, as amizades eram cultivadas e mantidas ao longo
da vida. Já os mais jovens participavam de novas diversões ao longo
da rua, sempre repleta. Praticava-se o pique bandeira, o pique
esconde, o garrafão e o pula carniça, esses dois últimos praticado
pelos jovens mais velhos. Assim a alegria e descontração iam até
por volta das dez horas da noite.
Hoje,
os cientistas da atualidade não cansam de frisar que os exercícios
praticados na infância e juventude contribuem para uma velhice
saudável e que são eles os responsáveis pela eliminação de
algumas doenças como osteoporose, pressão alta e etc. Além de que,
o exercício a convivência faz bem a mente.
Tenho
profunda inquietação quando vejo nossos jovem entregues às
armadilhas dos computadores, vídeo games e por que não falar da
televisão. Terão eles um final feliz e com saúde? Ou sentirão o
desprazer de constatar que deixaram de fazer algo no passado, que
agora os tornam fracos e incompletos. Por isso não me canso de
falar: foram bons os velhos tempos.
18/10/2012
***
O
fracasso do capiroto
Hospital
Sírio Libanês:
Após
a alta hospitalar do Senador José Sarney, em entrevista a imprensa,
os médicos que atenderam o político afirmam que o mesmo está
pronto para voltar as atividades (a velha e conhecida “luta com a”
corrupção) sem que isso possa comprometer seu estado de saúde.
Segundo esses mesmos médicos, a infecção que atingiu Sarney era
bastante resistente, mas graças aos antibióticos e aos aparelhos de
última geração existente no hospital ela foi totalmente eliminada.
O Diabo:
A
assessoria de imprensa do Sr. Caramunhão, rebate as acusações de
incompetência na sua tentativa de levar o parlamentar para sua
quente e Real companhia.
Segundo
a nota publicada pelo Capiroto, tal tentativa foi inviabilizada
devido a qualidade das instalações do Hospital Sírio Libanês e da
avançada tecnologia lá existente.
O
Diabo ainda culpou o povo brasileiro pela sobrevivência do senador,
alegando que enquanto permitir que o Congresso Nacional continue a
pagar as contas neste hospital ficará difícil levar qualquer um
desses parlamentares corruptos.
Ao
encerrar sua justificativa sobre o fracasso da tentativa, o mesmo foi
enfático: - O povo deve a partir de agora exigir que todos os
políticos devam ser atendidos pelo SUS.
12/09/2013
***
Tempos
nublados
O
Brasil de hoje corre sérios riscos nas mãos desse criminosos que
infelizmente vem sendo eleitos por uma minoria submissa as esmolas
que lhes são oferecidas, por uma outra fração de brasileiros que
podemos classificar de semianalfabetos, pelos notórios idiotas úteis
e, por fim, pelos irresponsáveis que por se acharem os grandes
entendidos em política deixam de votar pensando dessa forma estarem
se eximindo das suas responsabilidades de cidadão.
Nosso
País está mergulhado na mais densa lama de corrupção, onde
políticos inescrupulosos se aproveitam do aparelhamento
corporativista que o governo central instalou nas instituições,
para se locupletarem, mais e mais, sem se importar com o caos
instalado em todos os setores que deveriam dar respaldo a uma
sociedade cada vez mais carente, seja na saúde, na segurança, na
educação, no trabalho, na moradia, no lazer e etc.
Enfim,
nós cidadãos de bem e pagadores de impostos a cada dia menos
direito temos de exercer com dignidade nossa cidadania e ficamos de
pés e mãos atadas com as inversões de valores vigentes e os
desmandos das nossas autoridades.
Há
que ser feito uma grande mudança rapidamente ou esse País será
assolado por uma guerra entre seus irmãos.
21/01/2015
***
Casa
grande e Senzala
(cuidado com as ideologias)
(cuidado com as ideologias)
Tenho
reparado que volta e meia alguém da raça negra faz questão de
lembrar do tempo da senzala, local onde nunca estiveram, e cutucar a
casa grande, outro local que também desconhecem.
Tudo
orquestrado por uma política de ódio e discriminação disseminada
pelos partidos de esquerda em evidência, pois enquanto fomentam essa
discussão idiota deixam de legislar em prol do povo e compactuam com
os maus políticos em suas falcatruas, enriquecendo junto com eles.
É
lamentável tais colocações, tentando jogar negros contra brancos
pobres contra ricos e todo tipo de preconceitos, que só servem para
afastar cada vez mais os seres humanos cuja mentalidade parou no
tempo, e alguns das classes menos esclarecidas.
Sim,
digo menos esclarecidas, porque nas demais classes ninguém está
preocupado e não tem tempo para perder com tais sentimentos, pois a
luta pela sobrevivência de uns é grande, e a conquista da riqueza
por outros também, sem contar que os mais abastados também lutam
arduamente para manter suas riquezas e conquistar mais.
Creio
que é hora de vocês esquecerem a “senzala” e a “casa grande”
e cuidar para que suas vidas sejam melhor vividas, sem amargura, sem
rancor, longe da indução maléfica, da comparação e da
provocação, além de determinar um norte alcançável e melhor
direcionar todo esforço no sentido de alcançá-lo.
Na
certa, ao final de tudo realizado, suas experiências e dissabores
lhe mostrarão que foram iguais, tanto para os daquela imaginária
senzala quanto para os da tal casa grande
08/03/2017
***
Brasil
de quatro
Durante
21 anos sob o comando dos ditadores militares vivemos anos dourados,
eles mantiveram nosso país a salvo dessa corja de comunistas
canalhas, ladrões, corruptos, mentirosos e preconceituosos que hoje
aí estão fazendo de tudo para acabar com a paz entre os brasileiros
jogando uns contra os outros, além de toda e qualquer possibilidade
de crescimento.
Tão
logo entregaram o poder, aos ditos defensores da democracia, o país
ficou de quatro.
Não
há mais respeito entre os cidadãos. Os políticos perderam toda
credibilidade devido seus envolvimentos até a raiz do cabelo com a
corrupção.
Em
fim vivemos o caos generalizado.
Não
temos mais educação, saúde, emprego e muito menos segurança para
andarmos livremente, pois a qualquer hora do dia ou da noite somos
assaltados e mortos pela bandidagem, que favorecida pelo desarmamento
e protegida pelos Direitos Humanos seguem com suas atrocidades sem
limites e o pior de tudo, com o aval dessa esquerda safada, que
cultiva com todas as forças a anarquia generalizada por todos os
cantos.
Resta
saber até quando os cidadãos de bem continuarão a se omitir e
abster-se do direito de votar, pois essa é a única forma de
mudarmos o rumo ao qual estamos sendo conduzidos e reavermos nossos
valores novamente.
Precisamos
fazer valer a inscrição de nossa Bandeira, (Ordem e Progresso) ou
teremos o desprazer de vê-la trocada pelo martelo e a foice
estampados em seu centro.
10/09/2017
***
Parar?
Jamais
Um
poeta não devia escrever nos tempos de amargura, mas parece que
justamente nessas horas é que a inspiração lhe faz companhia.
Alguns
de maneira sutil varrem esse momento para debaixo do tapete e da
inspiração que lhe é apresentada modificam-na transformando suas
lágrimas de sofrimento em sorrisos de alegria. Deixando até mesmo
de se importar com o próprio coração em detrimento de tantos
corações que compartilharão com a tal inventada alegria.
Entretanto,
hoje eu resolvi externar minha amargura.
Quem
sabe assim consigo exorcizar minha alma.
Só
em pensar já me sinto melhor, e nesse instante já posso garantir
que grande parte dela foi exorcizada, faltando apenas algo que se
esconde pela sua periferia, mas que, com certeza, vou chegar lá.
Jamais
imaginei que uma doença pudesse devastar o que se tem de melhor,
alegria e esperança, mas infelizmente fui apresentado em 07/2016 a
essa coisa chamada Câncer e confesso que não gostei nem um pouco de
me familiarizar com ele. Entretanto, não posso deixar que a minha
inspiração seja abatida, por isso tentarei não esmorecer, pois o
palco da vida ainda não desceu a cortina.
Com
apoio e incentivo da minha mulher e dos filhos parti para a luta.
Em
10/2017 operei o safado do tumor maligno que se alojou na Próstata.
O
Câncer já estava se alastrando (foram encontrados cinco Linfonodos
na periferia) então em 01/2018 comecei o tratamento para conter a
doença.
Uma
injeção na barriga a cada dois meses e meio para manter o PSA baixo
e quatro comprimidos diários de Acetato de Abiraterona para secar os
Linfonodos e evitar a metástase que se iniciara. Tudo isso durante
três anos.
Afastado
o perigo da doença e com o astral nas alturas voltei a escrever para
alimentar meu Espírito e alegrar aqueles que me lerem.
03/02/2018
Hoje
a bendita doença está praticamente nula, mas continuarei o
tratamento até Junho de 2020.
02/11/2019
***
Um
país em derrocada
Durante
anos viajei por nosso país e aprendi muito no dia a dia.
Mantive
contato com quase todas as classes sociais, e pude constatar que de
uma maneira geral, poucas são as diferenças entre nosso povo.
A
sua maneira todos querem o melhor para si e suas famílias, sejam
abastados ou menos privilegiados, e não se enganem suas
personalidades são extremamente forte.
Arrogantes,
amáveis, educados, prepotentes, persuasivos, dissimulados,
verdadeiros e interesseiros, tudo isso e mais alguma coisa,
dependendo do momento e da situação em que se encontram, porém
sofredores.
Entretanto,
a maioria ainda não se deu conta ou não sabem o que é cidadania
não lutando por seus direitos, e outros tantos fazem vista grossa ao
que está acontecendo no Brasil, desde que não fira seus interesses
pessoais e comerciais deixando assim, que a cada dia as necessidades
básicas do coletivo sejam esquecidas e totalmente destruídas.
A todo instante somos vilipendiados por essa corja de políticos corruptos que se valem de outros tantos iguais a eles, que intitulados de guardiães da constituição os protegem adulterando leis e colocando-os em liberdade, mesmo depois de julgados e condenados, ficando nós os pobres mortais a mercê da própria sorte.
08/11/2019
***
Acorda Brasil
***
Acorda Brasil
Houve
uma época, há
mais ou menos 45 anos,
que eu trabalhava como vendedor por
esse Brasil
afora com meu relógio Omega, Cordão com medalha de São Jorge, Anel
com minhas iniciais numa pedra de Ônix preta
tudo em ouro maciço
e nunca fui assaltado.
Mas
os tempos mudaram a partir de 1990 e em menos de 20 anos perdi
a conta de
quantas
vezes fui assaltado.
É
verdade, mas como
temos
o defeito de nos calar, nos
acomodarmos
e viver os
velhos
ditados;
“Vão-se
os anéis, mas ficam os dedos.” ou
“Deus tem mais para dar, que o Diabo para levar.”
Nada
fazemos
para mudar.
Assim sendo
tudo
só
vai
piorando
nas grandes cidades.
Precisamos
acabar com essa impunidade que assola o país e para isso, só
através da boa educação, cultura e planejamento familiar que
será
resolvido.
Caso
contrário permaneceremos votando em
tudo
que não presta, e esses canalhas
ao serem eleitos e empossados, no Congresso e
no Executivo,
indicarão
para cargos estratégicos de sua
confiança
a escória que
existe dentro
de determinadas
profissões, vide justiça, universidades, hospitais etc, etc, etc.
Enquanto
nós continuarmos idiotizados, mais eles continuarão a se
locupletarem e nada farão para contribuir com a melhoria de vida do
nosso
povo.
É
preciso alertarmos os menos esclarecidos para o problema e ao mesmo
tempo cobrarmos daqueles que votamos para agirem o mais rápido
possível na direção do aperfeiçoamento da educação popular,
pois
só assim conseguiremos recuperar a cidadania plena.
O
Brasil não pode continuar um país de analfabetos funcionais sendo
manipulados por essa corja de malfeitores no poder.
08/12/2019
***
Por
quem os sinos dobram
Já
vi quase de tudo nessa vida e creio que ainda tenho algumas coisas
para ver, mas o que mais me encantaria era saber da mudança de
pensamento e
atos dos
políticos, e não me refiro apenas dos nossos, mas do mundo em
geral.
Senão
vejamos:
A
preocupação primeira é com o seu bem-estar e a defesa do seu
espaço de poder, não
se importando com o restante da sociedade, nem mesmo com aqueles que
o elegeram. Destaco
ainda que
em
alguns
casos nem com seus familiares mais próximos, (temos alguns exemplos,
mundo afora).
Em
segundo tentam
de todas as maneiras desacreditar ou
denegrir
aquele que se encontra no poder maior, às
vezes até em busca de melhorias,
não se importando com os estragos que
por ventura venha a ocorrer seja no pessoal ou no coletivo, caso
seu objetivo seja alcançado ou não.
A
falta de caráter e consciência nesses homens é geral e
pouquíssimos escapam dessa máxima.
Dito
isto, quão bom não seria se toda essa energia fosse voltada para o
social, e não me refiro aqui ao Socialismo barato que tanto pregam,
pois esse é a forma de enganarem o povo e manterem seus privilégios
às
custa do Capitalismo que tanto malham, reprovam e dizem combater,
mas aquele social voltado para o bem-estar de toda a coletividade,
erradicando a pobreza com
sua fome,
o analfabetismo com
sua ignorância,
a
falta de saneamento e saúde, a falta de moradia e seus desabrigados,
bem
como o desemprego, a
falta de segurança e suas
consequências.
Não
desejo
o “Shangri-Lá” da
novela “Lost Horizon” do
escritor britânico
James Hilton, por ser utopia, mas nada impede que cheguemos perto da
perfeição.
Com
educação de qualidade tudo isso passa a ser plausível e possível,
pois aqui estamos para lutarmos por um mundo melhor, menos desigual.
14/12/2019
***
Tempos mudados
Olho
para trás e lembro de uma época em que as pessoas eram bem mais
felizes e participativas nos momentos festivos do Natal e Ano Novo.
Os vizinhos entravam nas residências
sem
menor cerimonia para desejar boas festas, bebiam um copo de vinho, provavam algo como
tira gosto e ao ir embora deixavam o convite; “aparece lá em casa,
estou esperando”.
Hoje
25/12/2019 o
encanto de
outrora
desapareceu não mais desfrutamos da boa amizade, ou
melhor quase não conhecemos o
vizinho da frente e o de trás então, nem vemos a cara.
Aqui pela redondeza que vivo não escuto uma única música natalina
e
nem
mesmo o barulhento funk,
nenhuma voz mais alta mesmo que de alguém mas alegre pela bebida,
nenhuma
discussão familiar, em fim,
o silêncio é total. A impressão que
dá é
que moramos num bairro fantasma
ou
de
surdos e mudos.
É
lamentável, mas só posso atribuir a isso tudo que estamos vivendo a
ideologia implantada por meia dúzia homens sem caráter, que não
encontrando nenhuma resistência por parte da maioria do povo
brasileiro tomaram
conta de todos os setores da sociedade.
Acredito
na mudança, mas não será tão breve, pois só a educação de
qualidade fará nossa gente valorizar o que existe
de melhor
para ser vivido e
curtido…
A Família, o Amor e a Vida.
25/12/2019
***
Vida
Sertaneja.
Agreste...
Zona do Nordeste brasileiro, entre a mata e a caatinga,
de solo pedregoso, com escassa e mirrada vegetação, situada entre a
Zona da Mata e o Sertão. Caracterizada pela sua semiaridez e o
abandono das autoridades, poucas cidades importantes se desenvolvem,
predominando por lá o minifúndio.
Terra
esquecida por quase todos, só lembrada pelos escritores em suas
estórias, pelos políticos as vésperas de uma eleição e
eventualmente pela mídia televisiva (matéria paga por algum
partido) querendo fustigar o governo, mas assim que a reportagem é
veiculada, volta tudo ao esquecimento, pois nada se modifica,
continuando a paisagem como antes.
Entretanto,
não posso esquecer o mais importante. Do povo sofrido, que não
aguentando tantas dificuldades imigra para tentar a sorte numa outra
região, mas jamais a tira da lembrança e nutre a esperança de um
dia poder retornar a terra que tanto ama.
Nessa
terra de ninguém, os mais valentes que lá vão sobrevivendo são
rotulados por alguns políticos covardes, (comentam a meia boca), que
a maioria deles são indolentes e não fazem nada para melhorar suas
condições de vida.
Há
também os mais desavergonhados que não escondendo sua arrogância
peculiar falam com todas as letras; “aquele povo que lá vive só
sabe por filho no mundo, não se importando com as consequências de
tal ato e acham que o governo tem a obrigação de ajudá-los.”
O
mais impressionante disso tudo é que sabemos de antemão que as
melhorias não são de responsabilidade daquele povo e sim dos mesmos
políticos e governantes que os criticam, mas esses, ignorando seus
deveres e obrigações para com aquela gente vão se locupletando em
detrimento da inocência deles.
É
por isso tudo que hoje venho lembrar e homenagear esse nosso povo
sofrido que tanto merece nosso apreço.
Torço
para que um dia apareçam
homens honestos
de bom
caráter, que
lhes façam
as melhorias necessárias na
terra para
que possam fincar
suas raízes no local e lá trabalharem
para seu
engrandecimento, proporcionando
a seus filhos
novos meios
de tirar
dela seus
sustentos e
não mais
precisar
buscar uma vida melhor em outro lugar.
Esse
é o Brasil que gostaria de ver antes de voltar para casa.
29/12/2019
***
Não
era um Leão
Vivi,
muito bem, durante os anos dourados, aqueles
que
alguns subversivos
e enganadores
rotulam
como os
anos de chumbo.
Depois
disso encarei 33 anos de governos corruptos comandados
por oportunistas, ladrões
e terroristas que
só arruinaram o Brasil.
Nessa
época lá no Congresso observei durante longos 28 anos uma Andorinha
lutando contra tudo e contra todos sem nada conseguir, pois o sistema
o colocava sempre à parte de
tudo e nada aprovava vindo da iniciativa dele.
Vislumbrei
nessa Andorinha o Leão que precisávamos para colocar nosso País de
volta aos trilhos da moralidade derrubando
todas as instituições prostituídas e entregues aos antigos
canalhas amantes da corrupção.
Fiz
campanha e
lutei
para que
fosse
vencedor.
Votando
no Leão para
Presidente,
venci com ele.
O
tempo passou e descobri que aquela Andorinha, que um dia pensei ser
um Leão, não passa de um Cordeiro agarrado a uma Constituição
deturpada por traidores da Pátria, que vende uma
Democracia inexistente
e que em nome dela está sendo devorado
pelos mesmos devoradores
asquerosos
que continuam no poder.
Concluo
que, sem um verdadeiro Leão com
suas garras de ferro,
não conseguiremos nos livrar desse mal que assola nossa Nação.
09/04/2020
***
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